19 de junho de 2026

A cada 16 segundos, um golpe é aplicado no Brasil, crime que cresceu 360% desde 2018

Crimes digitais ultrapassaram a marca de 1,9 milhões de ocorrências em 2023, enquanto o volume de roubo caiu até 18% no mesmo período
Crédito: Tãnia Rego/ Agência Brasil

Ainda que o volume de roubos e furtos seja alto no país, o total de golpes e outros crimes digitais cresce cada dia mais, de acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, lançado nesta quinta-feira (18).

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O levantamento aponta que, em 2023, o país registrou mais de 1,9 milhão de ocorrências, o que representa que a cada 16 segundos, um crime de estelionato foi praticado. Desde 2018, este tipo de crime cresceu 360%. Naquele ano, foram registrados mais de 426 mil ocorrências.

Ainda este ano, um estudo da OLX indicou que os brasileiros tiveram, no ano passado, uma perda estimada em R$ 1,1 bilhão com a evolução dos crimes digitais.

Atualmente, um golpe que está em alta é a transferência de um determinado valor por pix para a vítima. Em seguida, o criminoso entra em contato com a vítima pelo WhatsApp, tendo em vista que muitas vezes a chave-pix é o próprio celular da pessoa, e a convence a devolver o valor em outra conta. Para concluir o processo, o estelionatário entra em contato com o banco, para que a instituição financeira estorne o valor.

Roubos

Em contrapartida, o total de roubos de todos os tipos caiu no ano passado. O volume de celulares roupados foi 10,1% menor em comparação a 2022, mas o total ainda é alto: mais de 937 queixas foram registradas.

Manaus, Teresina e São Paulo são as cidades com as maiores taxas de roubos e furtos de celular. O crime ocorre, principalmente, nos horários em que as vítimas saem de casa para trabalhar ou estudar (entre 5h e 7h) e também no horário da volta para casa (entre 18h e 22h).

Em 2023, houve redução também nos registros de roubos de veículo (-12,4%), de carga (-13,2%), de pedestre (-13,8%), de residência (-17,3%) e de comércio (-18,8%).

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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