5 de junho de 2026

Reino Unido reverte plano de contestar mandado de prisão contra Netanyahu

Decisão do primeiro-ministro Keir Starmer tem como base “forte crença na separação de poderes e no Estado de direito”
Foto: Alan Santos/PR

O Reino Unido não vai intervir no pedido de prisão efetuado pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) contra o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, segundo o gabinete do primeiro-ministro britânico Keir Starmer.

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“Esta foi uma proposta do governo anterior que não foi apresentada antes da eleição, e que posso confirmar que o governo não dará continuidade, de acordo com nossa posição de longa data de que esta é uma questão para o tribunal decidir”, afirmou um porta-voz do primeiro-ministro, segundo o Euronews.

O anúncio reverte os planos traçados pelo ex-primeiro-ministro Rishi Sunak, derrotado em sua tentativa de reeleição pelo Partido Trabalhista, e também coloca o governo Starmer em desacordo com os Estados Unidos, embora o gabinete britânico tenha afirmado que sua decisão foi baseada “em uma forte crença na separação de poderes e no Estado de direito nacional e internacionalmente”.

O promotor Karim Khan acusou Netanyahu, o ministro da Defesa Yoav Gallant e três líderes do Hamas — Yehya Sinwar, Mohammed Deif e Ismail Haniyeh — de crimes de guerra e crimes contra a humanidade na Faixa de Gaza e em Israel, em uma decisão que aumentou o isolamento israelense em relação aos confrontos.

Essa decisão foi condenada não só por Netanyahu e outras autoridades israelenses, como também foi alvo de críticas pelo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e pelo próprio Sunak, que afirmaram que Israel tem direito de se defender contra o Hamas.

Embora os mandados de prisão contra Netanyahu e Gallant sejam emitidos, eles não enfrentam um risco de processo imediato – mas sua capacidade de viajar pode ser diretamente comprometida. Vale lembrar que Israel não é integrante do Tribunal Penal Internacional.

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Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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1 Comentário
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  1. +almeida

    27 de julho de 2024 1:54 pm

    Imagino que atual governo de Israel atraiu para o seu país o castigo da convivência com períodos trevosos, em futuros próximos. Penso que se garantem demais na segurança que o Tio Sam lhe oferece. Lembremos que se o poder e eficiência da segurança do Tio Sam é subestimada e desafiada com relativo sucesso em seu próprio território, o que poderá de se esperar da segurança que prometem aos seus supostos parceiros irmãos?
    Quando chegar o momento da cobrança, talvez Israel venha finalmente conhecer o poder verdadeiro que sustenta o xerife Tio Sam.

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