Jornal GGN – Formada por maioria governista, a CPI da Petrobras no Senado incluiu no plano de trabalho o naufrágio da plataforma P-36, em 2001, que culminou na morte de 11 funcionários da estatal, durante a gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Os parlamentates, entretanto, optaram por não convidar FHC a prestar esclarecimentos à comissão. O caso será investigado no eixo de plataformas com suspeita de insegurança.
O plano de trabalho apresentado pelo relator da CPI, o senator José Pimentel (PT), nesta quarta (14), contém mais três eixos investigatórios: a compra da Refinaria de Pasadena, no Texas, durante o governo Lula; o superfaturamento das refinarias de Abreu e Lima e Nordeste, e a suspeita de pagamento de propina da holandesa SBM Offshore a funcionários da Petrobras. Junto ao naufrágio da P-36, os senadores vão apurar se faltam equipamentos de segurança na plataforma P-62, em Pernambuco.
Dos quatro eixos, a oposição à presidente Dilma Rousseff (PT) queria investigar apenas dois temas: o caso da SBM Offshore e Pasadena. Liderados pelos senadores Aécio Neves, presidenciável do PSDB, e Aloysio Nunes, cotado para ser candidato a vice-presidente na chapa tucana, a ala de oposição recorreu, inclusive, ao Supremo Tribunal Federal (STF) para garantir a instauração da CPI no Senado focada nesses temas. Deixaram de fora temas como a formação de cartel nas licitações dos trens paulistas, caso que poderia dificultar a tentativa de reeleição do governador Geraldo Alckmin (PSDB), em São Paulo.
Minoria na CPI do Senado, PSDB e DEM, principalmente, focam agora na instauração de uma CPI mista no Congresso. Nesse quadro, os parlamentares de situação ocupariam menos espaço e a investigação seria administrada para não prejudicar as campanhas de Aécio Neves e Eduardo Campos (PSB). Neste último poderia respingar apurações sobre o Porto de Suape, em Pernambuco. A CPI mista já tem sinal verde da Comissão de Constituição e Justiça do Senado e não inclui temas que não sejam relacionados à Petrobras.
Graça, Gabrielli e Cerveró retornam ao Senado
O plano de trabalho da CPI no Senado contém, no total, 74 requerimentos. Entre eles, há convocações de dirigentes e ex-funcionários da Petrobras. Os primeiros a depor já passaram pelo Congresso nos últimos meses: a atual presidente Graça Foster, o ex-presidente Sérgio Gabrielli e o ex-diretor internacional Nestor Cerveró.
Todos explicaram aos parlamentares, em mais de uma ocasião, as condições da compra de Pasadena, os prejuízos relacionados à crise mundial de 2008 e as projeções de lucro com a refinaria. Gabrielli deve ser ouvido já na próxima terça-feira (20), enquanto o depoimento de Graça Foster ficará para a outra semana (dia 27).
Leia mais: Pasadena não era, mas virou um mau negócio, diz Graça Foster
“CPI chapa branca”
Cyro Miranda, indicado pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB) para compor a CPI por força do desinteresse do PSDB em indicar nomes para o grupo, disse nesta quarta que essa será uma investigação “chapa branca”. “Está delineado como vai ser o jogo. Não vamos investigar nada. O que nos interessa hoje é a CPMI”, pontuou.
O senador tucano, sem êxito, tentou convocar o ex-presidente Lula (PT) sob a justificativa de que ele conduzia o país na época em que Pasadena foi comprada. Os demais membros da comissão rejeitaram afirmando que a presença de Lula não acrescentaria nada à investigação, já que técnicos da Petrobras foram convocados.
Os quatro eixos de investigação da CPI da Petrobras no Senado:
1. Refinaria de Pasaneda
2. Propina da holandesa SBM Offshore
3. Insegurança nas plataformas P-36 e P-62
4. Superfaturamento nas obras das refinarias Abreu e Lima e Nordeste
Com Agência Senado
Gilson AS
15 de maio de 2014 3:16 pmNão vão chamar o FHC por que
Não vão chamar o FHC por que ?
Durante o mensalão tentaram chamar o Lula várias vezes.
E até hoje tem uma turma da oposição que qualquer CPI mequetrefe querem chamar o Lula para depor.
O que o FHC tem que não pode depor ?
Sai fora !
Nira
15 de maio de 2014 5:29 pmTentaram convocar o Lula na
Tentaram convocar o Lula na CPI dos correios, mas não conseguiram. Na lógica do circo das CPIs, se não vai o Lula, porque iria o FHC ?
Já basta ter que aguentar essa presepada palanqueira sem os ex.
emerson57
15 de maio de 2014 4:22 pmmelhor não
chama fegacê não.
o que ele fala não se escreve.
e ninguem aguenta mais o boca de caçapa!
#calabocafegace
Pachecão
15 de maio de 2014 11:49 pmTem ualguns títulos aqui que
Tem ualguns títulos aqui que não dá para entender.
No mínimo teria que ser “CPI não conva Lula nem FHC”.
Mas para ser honesto mesmo, o título teria que se referir apenas ao “livramento” do Lula, que já teve sua convocação negada. A do FHC ainda poderá ser proposta e aprovada.
Ivo Saraiva
16 de maio de 2014 9:21 amCPI do Trensalão
E a CPI do Trensalão, não haver?