5 de junho de 2026

CPI da Petrobras atinge gestão FHC, mas não convoca ex-presidente

Jornal GGN – Formada por maioria governista, a CPI da Petrobras no Senado incluiu no plano de trabalho o naufrágio da plataforma P-36, em 2001, que culminou na morte de 11 funcionários da estatal, durante a gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Os parlamentates, entretanto, optaram por não convidar FHC a prestar esclarecimentos à comissão. O caso será investigado no eixo de plataformas com suspeita de insegurança.

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O plano de trabalho apresentado pelo relator da CPI, o senator José Pimentel (PT), nesta quarta (14), contém mais três eixos investigatórios: a compra da Refinaria de Pasadena, no Texas, durante o governo Lula; o superfaturamento das refinarias de Abreu e Lima e Nordeste, e a suspeita de pagamento de propina da holandesa SBM Offshore a funcionários da Petrobras. Junto ao naufrágio da P-36, os senadores vão apurar se faltam equipamentos de segurança na plataforma P-62, em Pernambuco.

Dos quatro eixos, a oposição à presidente Dilma Rousseff (PT) queria investigar apenas dois temas: o caso da SBM Offshore e Pasadena. Liderados pelos senadores Aécio Neves, presidenciável do PSDB, e Aloysio Nunes, cotado para ser candidato a vice-presidente na chapa tucana, a ala de oposição recorreu, inclusive, ao Supremo Tribunal Federal (STF) para garantir a instauração da CPI no Senado focada nesses temas. Deixaram de fora temas como a formação de cartel nas licitações dos trens paulistas, caso que poderia dificultar a tentativa de reeleição do governador Geraldo Alckmin (PSDB), em São Paulo.

Minoria na CPI do Senado, PSDB e DEM, principalmente, focam agora na instauração de uma CPI mista no Congresso. Nesse quadro, os parlamentares de situação ocupariam menos espaço e a investigação seria administrada para não prejudicar as campanhas de Aécio Neves e Eduardo Campos (PSB). Neste último poderia respingar apurações sobre o Porto de Suape, em Pernambuco. A CPI mista já tem sinal verde da Comissão de Constituição e Justiça do Senado e não inclui temas que não sejam relacionados à Petrobras.

Graça, Gabrielli e Cerveró retornam ao Senado

O plano de trabalho da CPI no Senado contém, no total, 74 requerimentos. Entre eles, há convocações de dirigentes e ex-funcionários da Petrobras. Os primeiros a depor já passaram pelo Congresso nos últimos meses: a atual presidente Graça Foster, o ex-presidente Sérgio Gabrielli e o ex-diretor internacional Nestor Cerveró.

Todos explicaram aos parlamentares, em mais de uma ocasião, as condições da compra de Pasadena, os prejuízos relacionados à crise mundial de 2008 e as projeções de lucro com a refinaria. Gabrielli deve ser ouvido já na próxima terça-feira (20), enquanto o depoimento de Graça Foster ficará para a outra semana (dia 27).

Leia mais: Pasadena não era, mas virou um mau negócio, diz Graça Foster

“CPI chapa branca”

Cyro Miranda, indicado pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB) para compor a CPI por força do desinteresse do PSDB em indicar nomes para o grupo, disse nesta quarta que essa será uma investigação “chapa branca”. “Está delineado como vai ser o jogo. Não vamos investigar nada. O que nos interessa hoje é a CPMI”, pontuou.

O senador tucano, sem êxito, tentou convocar o ex-presidente Lula (PT) sob a justificativa de que ele conduzia o país na época em que Pasadena foi comprada. Os demais membros da comissão rejeitaram afirmando que a presença de Lula não acrescentaria nada à investigação, já que técnicos da Petrobras foram convocados.

Os quatro eixos de investigação da CPI da Petrobras no Senado:

1. Refinaria de Pasaneda
2. Propina da holandesa SBM Offshore
3. Insegurança nas plataformas P-36 e P-62
4. Superfaturamento nas obras das refinarias Abreu e Lima e Nordeste

 

 

Com Agência Senado

Cintia Alves

Cintia Alves é jornalista especializada em Gestão de Mídias Digitais e editora do GGN.

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5 Comentários
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  1. Gilson AS

    15 de maio de 2014 3:16 pm

    Não vão chamar o FHC por que

    Não vão chamar o FHC por que ?

    Durante o mensalão tentaram chamar o Lula várias vezes.

    E até hoje tem uma turma da oposição que qualquer CPI mequetrefe querem chamar o Lula para depor.

    O que o FHC tem que não pode depor ?

    Sai fora !

    1. Nira

      15 de maio de 2014 5:29 pm

      Tentaram convocar o Lula na

      Tentaram convocar o Lula na CPI dos correios, mas não conseguiram. Na lógica do circo das CPIs, se não vai o Lula, porque iria o FHC ?

      Já basta ter que aguentar essa presepada palanqueira sem os ex.

  2. emerson57

    15 de maio de 2014 4:22 pm

    melhor não

    chama fegacê não.

    o que ele fala não se escreve.

    e ninguem aguenta mais o boca de caçapa!

    #calabocafegace

  3. Pachecão

    15 de maio de 2014 11:49 pm

    Tem ualguns títulos aqui que

    Tem ualguns títulos aqui que não dá para entender.

    No mínimo teria que ser “CPI não conva Lula nem FHC”.

    Mas para ser honesto mesmo, o título teria que se referir apenas ao “livramento” do Lula, que já teve sua convocação negada. A do FHC ainda poderá ser proposta e aprovada.

  4. Ivo Saraiva

    16 de maio de 2014 9:21 am

    CPI do Trensalão

    E a CPI do Trensalão, não haver?

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