Jornal GGN – Descontando as influências sazonais, o número de horas pagas aos trabalhadores da indústria mostrou variação negativa (-0,3%) em março frente ao mês imediatamente anterior, apresentando assim sua segunda taxa negativa consecutiva nesse tipo de confronto, período em que acumulou perda de 0,4%. Os dados foram divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Com esses resultados, o índice de média móvel trimestral também apontou variação negativa (-0,1%) no trimestre encerrado em março de 2014 frente ao mês anterior, mantendo a trajetória descendente iniciada em junho de 2013. Na comparação trimestre contra trimestre imediatamente anterior, o número de horas pagas na indústria apontou variação negativa de 0,4% no período janeiro-março de 2014, terceira taxa negativa consecutiva neste tipo de confronto, mas com ritmo de queda menos intenso do que os observados no terceiro (-1,6%) e quarto (-0,6%) trimestres de 2013.
O número de horas pagas aos trabalhadores da indústria, ao mostrar recuo de 2,4% na comparação com março de 2013, assinalou a décima taxa negativa consecutiva neste tipo de confronto, com índices negativos em dez dos 14 locais e em 14 dos 18 ramos pesquisados.
Em termos setoriais, as principais influências negativas vieram de máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-9,4%), máquinas e equipamentos (-6,9%), produtos de metal (-7,5%), calçados e couro (-7,7%), produtos têxteis (-5,7%) e meios de transporte (-2,8%). Os setores de alimentos e bebidas (1,8%), de borracha e plástico (1,9%), de produtos químicos (1,5%) e de minerais não-metálicos (1,0%) assinalaram os impactos positivos neste mês.
Entre os locais, ainda na comparação com igual mês do ano anterior, São Paulo (-3,5%) apontou a principal influência negativa, seguido pelo Rio Grande do Sul (-5,8%), Paraná (-4,1%), região Nordeste (-1,6%), Minas Gerais (-1,4%), e Bahia (-4,4%). Pernambuco (4,7%) e região Norte e Centro-Oeste (1%) exerceram os principais impactos positivos sobre o total do número de horas pagas nesse mês.
No índice acumulado do primeiro trimestre de 2014, o número de horas pagas na indústria recuou 2,3% frente a igual período do ano anterior. Quatorze dos 18 setores pesquisados apontaram taxas negativas, sendo as mais relevantes verificadas em máquinas e equipamentos (-6,3%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-8,3%), produtos de metal (-7,0%), calçados e couro (-7,4%) e produtos têxteis (-5,7%).
Os setores de alimentos e bebidas (1,1%), de minerais não-metálicos (1,8%) e de borracha e plástico (1,7%) exerceram as principais contribuições positivas sobre o número de horas pagas aos trabalhadores da indústria. Em nível regional, dez dos 14 locais apresentaram taxas negativas, com destaque para o recuo de 3,5% em São Paulo, seguido das perdas no Rio Grande do Sul (-4,7%), Paraná (-4%), região Nordeste (-2,2%) e Minas Gerais (-1,9%). A região Norte e Centro-Oeste (2%) assinalou a influência positiva mais relevante nos três primeiros meses de 2014.
Em bases trimestrais, o número de horas pagas apontou queda de 2,3% no período janeiro-março de 2014, 11ª taxa negativa consecutiva nesse tipo de confronto, e intensificou o ritmo de queda frente ao resultado do último trimestre de 2013 (-2,1%), todas as comparações contra iguais períodos do ano anterior. A perda de dinamismo foi acompanhada por 12 setores e oito locais.
Entre as atividades, as maiores perdas de ritmo entre os dois períodos foram registradas por máquinas e equipamentos, que passou de -4,1% no período outubro-dezembro de 2013 para -6,3% no período janeiro-março de 2014, seguida por meios de transporte (de -0,9% para -2,3%), produtos têxteis (de -4% para -5,7%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (de -6,9% para -8,3%) e borracha e plástico (de 2,9% para 1,7%). Entre os locais, Rio Grande do Sul (de -2,5% para -4,7%), Paraná (de -2,6% para -4%), Ceará (de -0,3% para -1,7%), Espírito Santo (de -3,2% para -3,9%) e São Paulo (de -2,9% para -3,5%) foram os que mais recuaram entre os dois períodos.
A taxa acumulada nos últimos 12 meses, ao passar de -1,3% em fevereiro para -1,4% em março de 2014, manteve a trajetória descendente iniciada em setembro de 2013 (-1,0%).
El Cid
13 de maio de 2014 8:53 pmaeeeê !!
Fora de Pauta:
Espetacular… Acho que o PT acordou !
https://www.youtube.com/watch?v=prjN2o8Fcuw&feature=youtu.be