Matéria atualizada às 20h17 de 30/08/2024 para atualização de informações
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) determinou a retirada da rede social X (ex-Twitter) do ar.
O magistrado também notificou a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) para cortar o acesso à rede social em todo o país em até 24 horas. A agência será a responsável por efetuar a medida.
A medida foi tomada depois que o bilionário Elon Musk, proprietário da rede social, descumpriu determinação do STF e não designou um representante legal no país.
Em 17 de agosto, Musk anunciou o fechamento da sede da empresa no Brasil, e chegou a acusar Alexandre de Moraes de ameaça.
Moraes chegou a intimar Musk para realizar a indicação na última quarta-feira por meio do perfil do STF na rede social, e o bilionário manteve os ataques contra o magistrado brasileiro em sua rede.
O jurista e outros ministros do STF começaram nesta sexta-feira (30/08) a julgar os recursos movidos pela empresa de Musk e por outras redes sociais, como Rumble e Discord.
A medida terá validade em todo o território nacional até que todas as ordens judiciais de bloqueio sejam cumpridas e as multas aplicadas sejam pagas.
Moraes chegou a estabelecer uma multa de R$ 50 mil por dia para quem usasse VPNs para acessar a rede mas, no fim do dia, o ministro revisou tal medida e suspendeu as restrições a VPN e às lojas da Apple e do Google.
Porém, o bloqueio do Twitter/X está mantido.
Com G1 e Agência Brasil
J.MARCELOOO...
30 de agosto de 2024 6:38 pmVOU USAR VPN PRA ACESSAR O TWITTER POIS O DEDO É MEU E O CELULAR É MEU,NÃO SOU BILIONÁRIO MIMADO MAS QUEM MANDA SOU EU MESMO EM MIM MESMO!!!
Leonard Nimoy
31 de agosto de 2024 8:00 amIsso mesmo. Pega o dedo que é seu e o introduza no seu futico.
Paulo Dantas
30 de agosto de 2024 6:40 pm$50K por vpn !? Isto mesmo !? Então tá.
Nem tenho conta no X …
Carlos Lima
31 de agosto de 2024 12:31 amAté que enfim, alguém enfrentou a praga.. Qualquer brasileiro sensato apoia…
VALBER DE A PIRES
31 de agosto de 2024 2:40 amALEXANDRE DE MORAES CONTRA O ESTADO DE NATUREZA – Por Válber de Almeida Pires, Doutor em Sociologia.
A decisão de Alexandre de Moraes de punir a rede social X é, acima de tudo, uma defesa do Direito, do Estado e das sociedades liberais modernas. Estes nasceram sob o signo da limitação do poder tanto dos indivíduos quanto do Estado, impondo limites tanto à tirania do poder natural e dos instintos violentos quanto às arbitrariedades do poder político e dos interesses patológicos. Com o gesto de desobediência à justiça, Elon Musk tentou transpor o estado de natureza que reina em sua anárquica sociedade virtual para a sociedade organizada e institucionalizada de Moraes.
Em nome da Liberdade de Expressão a rede social X se transformou em uma sociedade virtual anárquica, semelhante ao Estado de Natureza hobbesiano: um império do poder absoluto dos indivíduos, das liberdades dos instintos adoecidos, das paixões desregradas, da ira, da selvageria, da guerra de todos contra todos.
Mas, a liberdade de expressão não é um direito soberano, que atribui aos indivíduos o direito de usar sua força, sua violência, impor suas próprias regras e viver conforme elas, mesmo que estejam em desacordo com as próprias regras sociais convencionadas de uma coletividade. É o inverso.
A liberdade de expressão emana do Soberano, do Estado, está a ele subordinada e só é legítima se estiver em conformidade com as demais regras que emanam do Soberano, convencionadas coletivamente como as mais adequadas para a manutenção e o desenvolvimento da ordem e da civilidade social.
É sempre importante voltar às lições dos clássicos para não esquecer de onde vem toda organização institucional das sociedades modernas. Neste sentido, o cenário de estado de natureza no qual a rede X se transformou é visto no cenário hipotético traçado por Thomas Hobbes para escrever o seu Leviatã e apresentar um dos fundamentos teóricos do Direito e do Estado Moderno.
Em um cenário como este, diria o filósofo inglês, só a razão empoderada da força pode impor civilidade e ordem. De fato, em Hobbes, o Direito moderno foi criado pelos seres humanos para impor dois limites fundamentais: de um lado, ao poder e à liberdade naturais dos indivíduos, que os levam a comportamentos desregrados, violentos e anárquicos; e, de outro, ao poder político absoluto e arbitrário. Isto é: nasceu para coibir abusos tanto dos indivíduos quanto do Estado.
O comportamento nas redes sociais continua sendo um comportamento humano, logo, precisa ser limitado pelo Direito quando extrapola os limites da Lei, das regras sociais -inclusive das regras políticas e eleitorais-, da civilidade, do Contrato Social.
Alguns dirão que a decisão de Alexandre de Moraes é arbitrária, mas em nenhum momento ela está em desacordo com as regras do jogo democrático e civilizado, pelo contrário, ela conclama os atores políticos e ideológicos a encaixarem seus comportamentos, embates, lutas e disputas dentro das regras democráticas e de civilidade. É apenas isso que está sendo requerido: respeito à soberania, ao Soberano, ao Direito.
Se este respeito não for imposto, a Lei perde sua eficácia e eficiência; o Soberano perde sua eficácia e eficiência; logo, todas as demais leis perdem sua eficácia e eficiência. Como consequência, mergulha-se no mesmo estado de natureza, selvageria e anarquia que impera, hoje, na rede social X. Em termos mais claros: voltamos a se comportar como um amontoado anárquico de indivíduos, lutando entre si ou em bandos uns contra os outros, sem regras e freios civilizatórios.
Em resumo: ao desrespeitar as decisões judiciais sob o falso pretexto da liberdade de expressão, Elon Musk tenta transformar o seu poder individual e o poder dos demais indivíduos em poder soberano, subvertendo o verdadeiro poder soberano outorgado pela sociedade: o Estado, o Direito. Mas, o modelo de sociedade que este poder soberano dos indivíduos oferece como alternativa está bem explícito em sua rede social, onde, sem freios civilizatórios e legais, escorre bílis, ira, ódio, ameaças, crimes por todos os lados.
Em qual tipo de sociedade temos maior segurança para desenvolver nossas potencialidades humanas e sociais: o modelo institucional e civilizado defendido por Alexandre de Moraes ou o modelo natural, irracional e anárquico defendido por Elon Musk?
Fábio de Oliveira Ribeiro
31 de agosto de 2024 6:03 am15 milhões de pessoas e 2.900 anunciantes sofreram a consequência de uma decisão do STF sem ter sido partes do processo e apesar de serem irresponsáveis pelos abusos cometidos por Elon Musk. Não é possível aplaudir isso.
Multas devem ser cobradas do Twitter-X na forma da Lei, não mediante coação ou punição dos usuários e anunciantes da plataforma. Quem é pessoalmente responsável pelo crime de descumprimento de ordem judicial? O empresário Elon Musk que desafiou o STF ou as pessoas inocentes afetadas pela decisão?
A temerária escalada autoritária do STF me parece evidente. O Estado não pode se colocar acima ou fora da Lei. O comportamento abusivo e eventualmente criminoso de um bilionário não justifica um novo Estado de excessos e exceções.
Em 2022 meu perfil no Twitter foi definitivamente bloqueado. A Justiça entendeu que a decisão da empresa foi correta e eu desisti de tentar voltar àquela plataforma. Mas isso não vai me fazer acreditar que meus sentimentos pessoais e preferências políticas são mais importantes do que o Direito.
JOSE OLIVEIRA DE ARAUJO
31 de agosto de 2024 8:24 amMr. Musk, seja bem saído! Se é por falta de adeus, até nunca mais. O brasil já tem quadrilhas em excesso, portanto não precisa importá-las. Aí está o X da questão.
JOSE OLIVEIRA DE ARAUJO
1 de setembro de 2024 8:04 amEu sempre tive alguma desconfiança do Xandão, pelo fato dele ter sido indicado pelo presidente vampiro. Mas as suas decisões como juiz nos últimos anos, mudaram o meu preconceito, principalmente pela decisão corajosa de suspender a rede de intriga do mega escroque internacional. Curiososamente a repercursão na nossa imprensa livre de isenção tenha sido negativa, a mesma não se dedicou alardear o perigo das decisões autoritárias, no caso da prisão do ceo da Telegram, pudera, ele é russo de nascimento, portanto, qualquer ato arbitrário praticado pelo ocidecadente pode, ele está acima da lei.