Jornal GGN – A convite do governo chinês, a reportagem do GGN integrou uma delegação de comunicadores brasileiros que visitou Chengdu (na província de Sichuan) e outras cidades chinesas entre os dias 21 e 31 de agosto de 2024.
Sichuan é conhecida como “o vale do silício” chinês e, conforme comentamos nessa live aqui no canal TV GGN, tem uma forte produção industrial voltada para tecnologia e inovação. Lá, há muitas campeãs nacionais na produção de telas para os mais diversos usos, aplicação de internet das coisas, etc.
Nesta matéria da CGNT (China Global Network Television) que reproduzimos abaixo, vemos que as relações comerciais entre a província de Sichuan e o Brasil já estão estabelecidas, e que há um esforço para estreitar ainda mais os laços, com o Brasil instaurando um novo consulado e facilitando os vistos para Chengdu.
Por Zhao Chenchen
Da CGTN
Enquanto a China e o Brasil comemoram meio século de relações diplomáticas, algumas turbinas hidrelétricas fabricadas em Sichuan, que já fazem parte da rede elétrica brasileira há uma década, são vistas como símbolos de fortalecimento dos laços econômicos e comerciais.
Em Deyang, província de Sichuan, sudoeste da China, o modelo para um novo tipo de turbina hidrelétrica está sendo testado. Mais de uma década atrás, 22 turbinas bulbo foram fabricadas na mesma fábrica e exportadas para o Brasil. Elas estão operacionais do outro lado do Rio Madeira desde então.
“As 22 turbinas estão funcionando bem”, disse o presidente da Dongfang Electric Machinery, Yan Zhiyong, à CGTN.
Yan acaba de retornar de uma visita à Estação Hidrelétrica de Jirau, no Brasil. Ela agora está em operação total pelo lado brasileiro.
“Eles estão tendo um desempenho melhor do que outras unidades que operam na mesma plataforma”, disse Yan.
De acordo com Yan, as turbinas desenvolvidas na China são 0,39% mais eficientes em comparação com aquelas fabricadas por outros fornecedores globais líderes, o que significa que podem gerar 40 milhões de quilowatts-hora a mais de eletricidade por unidade a cada ano, sob as mesmas condições operacionais.
A energia hidrelétrica no Brasil contribui para mais de 70 por cento da produção de eletricidade do país. É aqui que empresas como a Dongfang Electric enxergam oportunidades de crescimento econômico e cooperação mais profunda.
“Por meio desta visita, aprendemos que as instalações hidrelétricas do Brasil continuarão a ser atualizadas de acordo com as necessidades da rede elétrica”, disse Yan. “Esperamos aproveitar essas oportunidades para fornecer a elas as melhores tecnologias – para o desenvolvimento do novo setor energético do Brasil.”
O Projeto Hidrelétrico Jirau continua sendo o maior contrato de energia hidrelétrica entre a China e o Brasil até o momento, tanto em termos de capacidade instalada quanto da escala do acordo. Mas há mais setores antecipando novas oportunidades.
Em abril, a Província de Sichuan liderou uma delegação de representantes de várias empresas em uma visita ao Brasil. Isso foi seguido em junho pela inauguração do Brasil de um novo consulado geral em Chengdu, que facilita o processamento de vistos para o sudoeste da China.
Segundo Cezar Amaral, cônsul-geral do Brasil em Chengdu, o consulado está estabelecendo um setor de cooperação tecnológica e um setor de promoção comercial “para que as empresas chinesas desta região possam ter seus contatos adequados”.
Amaral acrescentou que uma missão comercial do estado brasileiro de Mato Grosso visitará Chengdu pela primeira vez no início de setembro.
Capitalizando os pontos fortes de Sichuan e os produtos exclusivos do Brasil, a colaboração entre os dois lados deve se estender ao turismo, agricultura, intercâmbios culturais e iniciativas educacionais.
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