Uma nova operação contra o grupo libanês Hezbollah matou pelo menos 14 pessoas e feriu mais de 450 em diversas cidades no Líbano, no dia seguinte em que uma explosão de pagers matou 12 pessoas.
Integrante do Hezbollah ouvido pelo jornal britânico The Guardian confirmou que o ataque desta quarta-feira teve como alvo walkie talkies usados pelo grupo, enquanto uma fonte sênior de segurança afirmou que as explosões foram “pequenas em tamanho”, assim como aconteceu na terça-feira.
As explosões de walkie talkies foram registradas um dia depois que 12 pessoas foram mortas e mais de 2,8 mil foram feridos pela explosão de pagers usados para a comunicação entre os integrantes do Hezbollah.
O ataque foi atribuído a Israel – e autoridades confirmaram que uma carga de equipamentos comprada pelos libaneses de uma empresa de Taiwan foi interceptada antes de chegar ao seu destino.
A imprensa israelense chegou a sugerir que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e seus conselheiros militares teriam decidido detonar os dispositivos. Neste caso, a decisão se deu por preocupações de que o Hezbollah estava próximo de descobrir a armadilha envolvendo os equipamentos do grupo, que começou a ser estruturada há cerca de cinco meses.
Segundo a IRNA (agência oficial de notícias do Irã), o Hezbollah alertou que o regime sionista “pagará um alto preço” por seu ataque com pagers.
Além de destacar que a ação “dobrará nossa determinação pela Jihad”, o grupo também expressou condolências às famílias dos mártires e rezou pela rápida recuperação dos feridos no ataque. “Continuaremos a apoiar Gaza e sua resistência e a defender o Líbano, sua nação e sua soberania”, dizia a declaração.
Para observadores internacionais, a detonação simultânea dos dispositivos com explosivos pode constituir crime de guerra. “Obviamente, a lógica de fazer todos esses dispositivos explodirem é fazê-lo como um ataque preventivo antes de uma grande operação militar”, disse o secretário-geral da ONU, António Guterres, a repórteres.
Além de condenar os ataques e pedir contenção do Hezbollah e de Israel, o conselho de segurança da ONU foi convocado para se reunir nesta sexta-feira para discutir as operações consideradas sem precedentes, no que parecia ser uma violação maciça da cadeia de suprimentos pela inteligência israelense.
Lucas Ferreira dos Reis
18 de setembro de 2024 5:58 pmIsrael esta louco para agravar a guerra… primeiro pq seus lideres dependem dela pra continuar no poder depois de uma malfadada e brutal investida contra os palestinos. Ouso dizer que há tambem um calculo politico de irromper um conflito ainda maior antes das eleicoes estadunidenses. A rejeição de boa parte do eleitorado democrata aos repasses bélicos à Israel, em caso de uma guerra, culminariam possivelmente num pleito presidencial pelos republicanos. Seria o melhor dos mundos à Israel se algo acontecesse antes de outubro e eles estão agindo de maneira covarde para isso… Os estados unidos, independente de quem vencer, continuará apoiando esses massacres.. estão enroscados nisso até os dentes, mas desviar-se do conflito contra a ucrania e investir apenas em israel poderia ser proveitoso até para os russos..
O libano terá que dar uma resposta, mas terão que ser ninjas o suficiente para fazer isso de maneira, digamos, democrática a altura sem causar maiores danos… pelo menos até novembro… resta saber se o seu povo consentirá.