21 de maio de 2026

Novo ataque contra Hezbollah mata pelo menos 14 no Líbano

Explosão de walkie-talkies feriou mais de 450 pessoas em diversas cidades; observadores dizem que ação pode configurar crime de guerra
Reprodução IRNA - Islamic Republic News Agency

Uma nova operação contra o grupo libanês Hezbollah matou pelo menos 14 pessoas e feriu mais de 450 em diversas cidades no Líbano, no dia seguinte em que uma explosão de pagers matou 12 pessoas.

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Integrante do Hezbollah ouvido pelo jornal britânico The Guardian confirmou que o ataque desta quarta-feira teve como alvo walkie talkies usados pelo grupo, enquanto uma fonte sênior de segurança afirmou que as explosões foram “pequenas em tamanho”, assim como aconteceu na terça-feira.

As explosões de walkie talkies foram registradas um dia depois que 12 pessoas foram mortas e mais de 2,8 mil foram feridos pela explosão de pagers usados para a comunicação entre os integrantes do Hezbollah.

O ataque foi atribuído a Israel – e autoridades confirmaram que uma carga de equipamentos comprada pelos libaneses de uma empresa de Taiwan foi interceptada antes de chegar ao seu destino.

A imprensa israelense chegou a sugerir que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e seus conselheiros militares teriam decidido detonar os dispositivos. Neste caso, a decisão se deu por preocupações de que o Hezbollah estava próximo de descobrir a armadilha envolvendo os equipamentos do grupo, que começou a ser estruturada há cerca de cinco meses.

Segundo a IRNA (agência oficial de notícias do Irã), o Hezbollah alertou que o regime sionista “pagará um alto preço” por seu ataque com pagers.

Além de destacar que a ação “dobrará nossa determinação pela Jihad”, o grupo também expressou condolências às famílias dos mártires e rezou pela rápida recuperação dos feridos no ataque. “Continuaremos a apoiar Gaza e sua resistência e a defender o Líbano, sua nação e sua soberania”, dizia a declaração.

Para observadores internacionais, a detonação simultânea dos dispositivos com explosivos pode constituir crime de guerra. “Obviamente, a lógica de fazer todos esses dispositivos explodirem é fazê-lo como um ataque preventivo antes de uma grande operação militar”, disse o secretário-geral da ONU, António Guterres, a repórteres.

Além de condenar os ataques e pedir contenção do Hezbollah e de Israel, o conselho de segurança da ONU foi convocado para se reunir nesta sexta-feira para discutir as operações consideradas sem precedentes, no que parecia ser uma violação maciça da cadeia de suprimentos pela inteligência israelense.

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Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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  1. Lucas Ferreira dos Reis

    18 de setembro de 2024 5:58 pm

    Israel esta louco para agravar a guerra… primeiro pq seus lideres dependem dela pra continuar no poder depois de uma malfadada e brutal investida contra os palestinos. Ouso dizer que há tambem um calculo politico de irromper um conflito ainda maior antes das eleicoes estadunidenses. A rejeição de boa parte do eleitorado democrata aos repasses bélicos à Israel, em caso de uma guerra, culminariam possivelmente num pleito presidencial pelos republicanos. Seria o melhor dos mundos à Israel se algo acontecesse antes de outubro e eles estão agindo de maneira covarde para isso… Os estados unidos, independente de quem vencer, continuará apoiando esses massacres.. estão enroscados nisso até os dentes, mas desviar-se do conflito contra a ucrania e investir apenas em israel poderia ser proveitoso até para os russos..

    O libano terá que dar uma resposta, mas terão que ser ninjas o suficiente para fazer isso de maneira, digamos, democrática a altura sem causar maiores danos… pelo menos até novembro… resta saber se o seu povo consentirá.

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