Pelo menos 37 pessoas foram mortas no ataque aéreo realizado por Israel no subúrbio de Beirute, capital do Líbano, nesta sexta-feira (20/09), incluindo três crianças e sete mulheres, segundo dados do Ministério da Saúde libanês.
De acordo com o ministro interino da Saúde, Firas Abiad, 53 dos feridos receberam alta após o tratamento, enquanto 15 permaneceram no hospital, dois deles em estado crítico.
Segundo o site Al Arabiya, o grupo libanês afirmou que 16 integrantes foram mortos, dentre eles o líder sênior Ibrahim Aqil e outro comandante de alto escalão, Ahmed Wahbi. O ataque foi o mais mortal em um ano de conflito entre os libaneses e Israel.
Em postagens na rede social X, o exército israelense afirmou que o ataque atingiu uma reunião subterrânea de Aqil e comandantes seniores das forças de elite Radwan do Hezbollah, e tinha “quase completamente desmantelado” a cadeia de comando militar do Hezbollah.
Ao mesmo tempo, ataques transfronteiriços pesados tiveram continuidade neste sábado, com aviões de guerra israelenses realizando alguns dos bombardeios mais pesados em 11 meses de combates na região sul do Líbano, e o Hezbollah reivindicou ataques de foguetes contra alvos militares no norte de Israel.
A ação israelense foi um novo golpe contra o Hezbollah após as explosões de pagers e walkie talkies realizados no início desta semana: 39 pessoas foram mortas nestas ações, e mais de 3 mil ficaram feridas.
Com pelo menos 70 pessoas mortas no Líbano esta semana, o número de mortos no país desde outubro ultrapassou 740. O conflito atual entre Israel e o Hezbollah é o pior desde que eles travaram uma guerra total em 2006, ao mesmo tempo em que aumenta o temor pela escalada nos confrontos.
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