Recentes pesquisas apontam que as plantas estão bem conectadas e podem enviar mensagens a outras por meio de raízes, de sinais elétricos, de rede de fungos e até micróbios no solo.
Graças ao avanço da inteligência artificial, uma nova disciplina está apresentando um crescimento acelerado: a eletrofisiologia, especializada nos sinais elétricos dentro e entre as plantas.
O cheiro de grama cortada, por exemplo, é uma forma de as plantas avisarem as demais a presença de um predador, fazendo com que as demais possam ajustar os próprios mecanismos de defesa.
De acordo com Sven Batke, pesquisador da Edge Hill University, no Reino Unido, entre os sistemas de comunicação utilizado pelas plantas para trocar informações está a liberação de substâncias químicas.
As plantas também respondem bem aos estímulos de sinais elétricos. Em um estudo com uma armadilha de Vênus, planta carnívora conhecida por prender insetos no seu interior, os pesquisadores conseguiram fazer com que elas abrissem e fechassem suas folhas.
Em relação à rede de fungos, as plantas e árvores conseguem se conectar, compartilhar informações, água e nutrientes. Os pesquisadores descobriram ainda que as árvores mais velhas emitem alertas às outras sobre perigos e também conseguem ajudar as mais novas a crescer.
Batke afirma, em seu artigo publicado no site The Conversation, que os cientistas acreditam que 80% das plantas estão conectadas e, a partir desta rede florestal, as plantas estão usando fungos até mesmo para se preparar para eventuais mudanças ambientais.
No entanto, o excesso de produtos químicos no solo, desmatamento e mudanças climáticas se mostraram um risco para a comunicação florestal, pois além de interromper a conexão entre as plantas e árvores, a falta de informação entre essas espécies dificulta a proteção e a restauração dos ecossistemas.
LEIA TAMBÉM:
Daniel Joca de Oliveira
25 de setembro de 2024 9:14 amAcredito que todas essas informações já estavam presentes no livro A vida secreta das árvores de Peter Wohlleben.