A pátria não me vem, filho de todos
por Romério Rômulo
Por um Kaváfis de Alexandria
Por sobre o enxofre que corrompe a carne
Vêm os tonéis da vida, a alforria
Nos sons tão abissais, no corte
De um rescaldo bebido de entropia
A terra amarrada pela sorte
Traz um estalido vazado em melodia
No rastro onde o pulso cabe forte
Fria bateia, rasgo de porfia
Numa só pedra que carrega a morte.
Romério Rômulo (poeta prosador) nasceu em Felixlândia, Minas Gerais, e mora em Ouro Preto, onde é professor de Economia Política da UFOP e um dos fundadores do Instituto Cultural Carlos Scliar – Rio de Janeiro RJ.
Martim Assueros Gomes
28 de setembro de 2024 10:09 amPor mais acostumados que estejamos com a arte de Romério Rômulo, cada novo poema nos pega desprevenidos e absurdamente nos surpreende.
Frederico
4 de outubro de 2024 11:52 amVerdade insofismável.