As forças militares de Israel afirmaram nesta quinta-feira que o líder do Hamas, Yahya Sinwar, foi morto ao sul de Gaza nesta quarta-feira.
“Após concluir o processo de identificação do corpo, pode ser confirmado que Yahya Sinwar foi eliminado”, disse o exército israelense, segundo informações da Al Jazeera.
“As dezenas de operações realizadas pelo IDF [militar israelense] e ISA [Shin Bet, serviço de segurança doméstica de Israel] no último ano, e nas últimas semanas na área onde ele foi eliminado, restringiram o movimento operacional de Yahya Sinwar, pois ele foi perseguido pelas forças e levou à sua eliminação”, destacaram os militares.
Aos 62 anos, Sinwar foi um mentores dos ataques realizados a Israel em 07 de outubro, e tem sido um dos principais alvos israelenses desde então.
Visto como disciplinado e determinado em sua luta contra Israel, Sinwar foi escolhido como líder do Hamas em Gaza em 2017. Ele já havia sido mantido em uma prisão israelense por 22 anos, antes de ser libertado como parte de um acordo de troca de prisioneiros em 2011.
Após confirmarem a morte de três pessoas em Gaza, o exército e a polícia israelenses estavam realizando testes de DNA para confirmar a identidade de Sinwar.
“Hoje acertamos as contas”
O primeiro-ministro de Israel Benjamin Netanyahu aproveitou o momento para receber os aplausos pela ação militar mas, em pronunciamento gravado, destacou que isso não significa o fim da guerra em Gaza.
“Hoje acertamos as contas. Hoje o mal recebeu um golpe, mas nossa tarefa ainda não foi concluída”, disse Netanyahu, ressaltando que as forças seguirão com força total até que todos os reféns estejam em casa – sem contar as várias declarações deixando claro que a guerra não iria acabar até que Israel não registrasse uma vitória total contra o Hamas.
Em setembro, o governo de Israel chegou a propor a Sinwar uma passagem segura para fora de Gaza em troca da libertação dos reféns que possui e abrir mão do controle da faixa.
Mais de 200 pessoas foram capturadas pelo Hamas nos ataques de 7 de outubro, e acredita-se que cerca de 70 pessoas estejam detidas em Gaza. Enquanto a ação palestina matou 1139 pessoas em Israel, o contra-ataque matou mais de 42 mil palestinos, a grande maioria civis, desde o dia 07 de outubro de 2023.
Deixe um comentário