A Comissão Europeia deu autorização para a cobrança de tarifas mais altas sobre os veículos elétricos fabricados na China, dando fim a um processo de investigação iniciado há um ano.
Segundo a Euronews, tais tarifas serão aplicadas a partir desta quarta-feira e vão seguir em vigor pelos próximos cinco anos, enquanto Bruxelas vai continuar as negociações com o governo chinês para garantir um acordo sobre preços que substitua as tarifas – um mecanismo considerado complexo para ser implantado.
A adoção das tarifas era esperada após a votação inconclusiva ocorrida no começo do mês, onde os países-membros não reuniram a maioria necessária a favor ou contra as medidas.
Contudo, a Comissão invocou seus poderes comerciais para quebrar o impasse e aprovar as taxas, que vêm além da taxa existente de 10% e variam de acordo com a marca, passando de 7,8% para os veículos da Tesla chegando a 35,3% para os modelos da SAIC.
Os fabricantes chineses que cooperaram na investigação, mas não foram amostrados individualmente serão taxados em 20,7%, enquanto outros produtores de veículos elétricos que não cooperaram com os europeus serão taxados em 35,3%
A alegação para a cobrança das tarifas adicionais é a necessidade de compensar os efeitos dos subsídios que Pequim estaria injetando em seu mercado doméstico de veículos elétricos, permitindo que os fabricantes vendessem seus equipamentos a preços artificialmente mais baixos ante os europeus.
ed.
29 de outubro de 2024 10:01 pmO livre mercado e concorrência do “ocidente” capitalista liberal é curioso…
E nossa zelite fica indignada com nossa indigna economia fechada , neste país onde as maiores empresas sempre foram (e são) estrangeiras …
Nã! Peraí: um presidente do STF disse que se tiver “do Brasil” no nome, então a empresa é braZileira, pô!
JOSE OLIVEIRA DE ARAUJO
31 de outubro de 2024 8:38 amO OCIDECADENTE, outrora defensores da livre concorrência, agora aplica tarifas excorchantes para hipoteticamnete proteger seus mercados internos. É o feitiço se virando contra o feitiçeiro.