10 de junho de 2026

UE autoriza tarifação extra sobre carros elétricos chineses

Comissão Europeia confirma que as cobranças seguirão conforme planejado; negociações com a China seguem em andamento
Foto de Michael Fousert na Unsplash

A Comissão Europeia deu autorização para a cobrança de tarifas mais altas sobre os veículos elétricos fabricados na China, dando fim a um processo de investigação iniciado há um ano.

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Segundo a Euronews, tais tarifas serão aplicadas a partir desta quarta-feira e vão seguir em vigor pelos próximos cinco anos, enquanto Bruxelas vai continuar as negociações com o governo chinês para garantir um acordo sobre preços que substitua as tarifas – um mecanismo considerado complexo para ser implantado.

A adoção das tarifas era esperada após a votação inconclusiva ocorrida no começo do mês, onde os países-membros não reuniram a maioria necessária a favor ou contra as medidas.

Contudo, a Comissão invocou seus poderes comerciais para quebrar o impasse e aprovar as taxas, que vêm além da taxa existente de 10% e variam de acordo com a marca, passando de 7,8% para os veículos da Tesla chegando a 35,3% para os modelos da SAIC.

Os fabricantes chineses que cooperaram na investigação, mas não foram amostrados individualmente serão taxados em 20,7%, enquanto outros produtores de veículos elétricos que não cooperaram com os europeus serão taxados em 35,3%

A alegação para a cobrança das tarifas adicionais é a necessidade de compensar os efeitos dos subsídios que Pequim estaria injetando em seu mercado doméstico de veículos elétricos, permitindo que os fabricantes vendessem seus equipamentos a preços artificialmente mais baixos ante os europeus.

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Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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2 Comentários
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  1. ed.

    29 de outubro de 2024 10:01 pm

    O livre mercado e concorrência do “ocidente” capitalista liberal é curioso…
    E nossa zelite fica indignada com nossa indigna economia fechada , neste país onde as maiores empresas sempre foram (e são) estrangeiras …
    Nã! Peraí: um presidente do STF disse que se tiver “do Brasil” no nome, então a empresa é braZileira, pô!

  2. JOSE OLIVEIRA DE ARAUJO

    31 de outubro de 2024 8:38 am

    O OCIDECADENTE, outrora defensores da livre concorrência, agora aplica tarifas excorchantes para hipoteticamnete proteger seus mercados internos. É o feitiço se virando contra o feitiçeiro.

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