4 de junho de 2026

STF lança ferramenta de inteligência artificial para redigir textos

Ferramenta será utilizada na elaboração de resumos de votos e processos recursais, além da análise inicial de processos da classe Reclamações
Crédito: Fellipe Sampaio/ STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) vai inaugurar, na próxima segunda-feira (16), o Módulo de Apoio para Redação com Inteligência Artificial (MARIA), ferramenta de inteligência artificial generativa que vai auxiliar a redação de textos no Tribunal. 

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De acordo com comunicado da Corte, a MARIA deve criar conteúdos em texto, imagens, vídeos, música e áudio a partir de dados pré-existentes. 

Inicialmente, a ferramenta será utilizada na elaboração de resumos de votos, elaboração de relatórios em processos recursais e análise inicial de processos da classe Reclamações (RCLs). 

Além de elaborar minutas de emendas com o ministro sobre a matéria em questão, a MARIA deve ainda resumir relatórios dos ministros em Recurso Extraordinários (REs) e em Recursos Extraordinários com Agravo (AREs) com base em respostas a perguntas pré-definidas disponíveis na plataforma. 

Todo o conteúdo gerado pela ferramenta será revisado, editado e supervisionado por servidores do STF. O sistema STF-Digital, integrado à inteligência artificial, também vai armazenar os conteúdos criados pela MARIA, a fim de viabilizar eventuais auditorias. 

“O objetivo é oferecer apoio tecnológico para dar celeridade e eficiência à prestação jurisdicional”, afirma a secretária de Tecnologia e Inovação do STF, Natacha Moraes de Oliveira.

*Com informações do STF.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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  1. Fábio de Oliveira Ribeiro

    15 de dezembro de 2024 11:16 am

    Após conquistar a Romanha, César Bórgia nomeou Ramiro D’Orco para governa-la em seu nome. Ramiro era um militar experiente, cruel endurecido na guerra, mas um péssimo politico. Em pouco tempo ele cometeu tantas violências contra a população local que comprometeu a posse da região por César Bórgia. O resto dessa história é bem conhecido, ela não termina nem para Ramiro D’Orco.
    No início do século XXI, nenhuma pessoa deveria usar alguém parecido com Ramiro D’Orco ou se livrar de seu agente esquartejando-o e deixando os pedaços da vítima numa praça pública. Mas agora todos (em breve até mesmo uma AGI) podem fazer isso.
    Já é possível usar IAs poderosas para, apenas por brincadeira ou sem nenhum motivo particular, infectar e corromper os bancos de dados utilizados por IAs estreitas na área médica, jurídica, bancária, administração pública a fim de provocar resultados errados e, em decorrência, danos e até mortes.
    Esses agentes podem até ser programados para aprender a ser mais e mais eficazes e cruéis, reproduzindo-se e infectando novos sistemas estreitos para literalmente matá-los. Esse é o César Bórgia/Ramiro D’Orco Terminator cenário. Eu não penso que isso seja algo muito bom, porque existem muitas pessoas psicopatas, irresponsáveis e perversas por aí.
    A cúpula do Judiciário embarcou numa aventura perigosa, mas os verdadeiros prejudicados em potencial serão os cidadãos jurisdicionados e os advogados. E esses dois grupos estão totalmente impotentes diante do invasão do sistema de justiça por tecnologias que o deixam mais vulnerável.

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