10 de junho de 2026

Almirante Othon: o fim de um mito? A versão de Othon, por Luís Nassif

À luz dos fatos revelados pela UOL, retiro toda a defesa que fiz do Almirante Othon, reconhecendo sua relevância para o programa nuclear

No dia 1o de agosto de 2015, Jornal GGN trouxe a revelação exclusiva: o Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, esteve no Departamento de Justiça com ex-sócia de concorrentes da Eletronuclear – um mês antes de denunciar o Almirante Othon por corrupção.

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Antes disso, nosso colunista André Araújo já havia denunciado o jogo anti-nacional do Ministério Público Federal, enviando a força tarefa da Lava Jato aos Estados Unidos, com informações contra a Petrobras.

No início, as notícias sobre o Almirante Othon eram vagas. Em 2 de abril de 2015, um dos principais divulgadores da Lava Jato, o colunista Fausto Macedo, do Estadão, relatava a delação premiada de Dalton Avancini, diretor-presidente da Camargo Corrêa: 

“O empreiteiro Dalton Avancini, diretor-presidente da Camargo Corrêa Construções e Participações, revelou a existência de cartel nas contratações e pagamentos nas obras da Usina Nuclear Angra 3 e citou o nome do diretor-presidente da Eletrobrás Eletronuclear – subsidiária estatal para o setor de energia nuclear -, almirante Othon Luiz Pereira da Silva, em sua delação premiada. Avancini disse que “ouviu dizer” que havia uma promessa de propina para o militar”.

Em cima dessa delação, no dia 28 de julho de 2015 era anunciada a prisão de Othon.

Durante todo esse período, o Jornal GGN e este colunista sustentaram duas teses:

  1. A prisão de Othon se deveu a uma ação geopolítica dos Estados Unidos, contando com os colaboracionistas da Lava Jato. Essa constatação continua de pé.
  2. Othon foi acusado injustamente de corrupção.

Formei convicção devido aos motivos alegados: a de que Othon garantiria a continuidade do programa, decisão que cabia ao presidente da República.

Othon foi condenado a 43 anos pelo juiz Marcelo Bretas. Sua filha também foi condenada mas, posteriormente, foi absolvida pelo TRF-2 (Tribunal Regional Federal da 2a Região), que reduziu a pena de Othon para 4 anos e 10 meses.

Agora, à luz da informação trazida pelo repórter Aguirre Talento, da UOL, o jogo muda de figura. Segundo a reportagem, a filha de Othon, Ana Cristina Toniolo, acionou a Justiça para tentar repatriar R$ 58 milhões mantidos em uma conta na Suíça, bloqueada desde 2019.

A Operação Descontaminação

A Operação que prendeu Othon, pelo Ministério Público Federal do Rio de Janeiro, também acusou diretamente o ex-presidente Michel Temer de beneficiário da corrupção em março de 2019.

A empresa beneficiária teria sido a AF Consult do Brasil e a Engevix. A AF Consult tinha a participação da empresa finlandesa AF Consult Ltd e da Argeplan, ligada a Temer e a seu operador, coronel Lima. Segundo as investigações, Lima sugeriu ao sócio da Engevix – que assumiu o projeto – o pagamento de propina a Temer. No total, a empresa teria recebido R$ 10 milhões. A lavagem de dinheiro foi feito através de contratos fictícios entre a Construbase e a PDA Projetos, do Coronel Lima.

A denúncia também menciona a ocultação de cerca de R$ 60 milhões em contas na Suíça, por Othon e suas filhas.

A posição do advogados

Segundo o advogado de defesa, Fernando Augusto Fernandes, os valores foram baseados na própria denúncia do MPF e sua cliente jamais teve acesso a eles. Foi pedida informação a cada banco que consta da denúncia, que fornecesse documentos de toda e qualquer conta. Nada foi enviado.

A saída, então, foi solicitar o pagamento do Imposto de Renda. “Foi decisão exclusivamente minha”, diz o advogado, para que sejam notificados os bancos para que enviem os documentos. “É a única maneira de comprovar se existem ou não”.

Reavaliando

Sempre destaquei, no GGN, a diferença entre a força tarefa da Lava Jato, no Rio, e a de Curitiba. O estardalhaço do juiz Bretas, no entanto, me fez cometer um notável erro de avaliação.

À luz dos fatos revelados pela UOL, mantenho em suspenso defesa que fiz do Almirante Othon, até que o quadro seja fechado. Continuo reconhecendo sua relevância para o programa nuclear, assim como sua competência como físico e engenheiro.

Se comprovada a existência das contas, meu pedido de desculpas ao procurador José Augusto Vagos, que conduziu a operação, de quem sempre tive as melhores referências, por ter duvidado do apuro técnico das investigações. Mas o tema ainda está em suspenso.

A explicação do Almirante Othon

Se se fosse monetizar todas as contribuições tecnológicas do Almirante Othon para a Marinha e para o programa nuclear brasileiro, se chegaria facilmente aos seis dígitos.

Na Lava Jato, as acusações contra ele tomaram por base uma conta mantida no exterior, no valor do equivalente a R$ 60 milhões.

Tive uma longa conversa com o Almirante, na qual me relatou todos os feitos de sua carreira na Marinha, como construtor de navios e, depois, como desenvolvedor do sistema de turbinas de enriquecimento de urânio. Acumulou um conhecimento técnico reconhecido mundialmente.

Segundo ele, seu capital financeiro foi formado no período em que, sem espaço na Marinha, optou por se transformar em consultor, de 1994 a 2005. 

Primeiro, pegou a representação de firma de segurança predial, a maior da Europa. Mas a atividade principal era preparar propostas técnicas para grandes empresas, nas quais era remunerado por resultado.

Nesse período, participou de projetos relevantes, o maior dos quais foi um projeto de sistema de propulsão do submarino nuclear, desenvolvido para um grupo de empresas francesas, da área de defesa, representada no Brasil por Carlos Eduardo Braga.

A sede da representação para a América Latina ficava no Uruguaio. E o contrato foi fechado e registrado em um cartório uruguaio, diz Othon.

Braga era da Marinha, de uma turma acima de Othon. Ainda na Marinha, foi estudar em Portugal e tinha, como colega de quarto, um argelino que, após a revolução, se tornou o Ministro do Petróleo da Argélia. Quando houve a revolução da Argélia, Braga saiu da Marinha e se tornou negociador da Argélia com a França, em um período em que o Brasil importava petróleo.

Depois, seus negócios se ampliaram. Conseguiu até o feito da exportação de automóveis brasileiros para os árabes. Ficou rico, a ponto de doar um veleiro oceânico para a Marinha.

Para Marcos Freitas, da Socicam preparou projeto para construir no Brasil um navio transportador de barcaças . No Brasil por ter um grande litoral continuo e rios e ramais ferroviários que chegam nos portos, o uso de transportadores de barcaças permitia que qual qualquer local que tivesse um pequeno embarcadouro enviasse seus containers para os portos ou qualquer outro local com embarcadouro .

Cada barcaça transportava de oito a dezesseis containers .

O Brasil tem áreas que exportam para outras áreas ( mercado interno de trocas ) e exporta pelos portos . O trasportador de barcaças não precisa atracar pois descarrega suas barcaças nas entradas dos portos ou baias . O transportador de barcaças diminuiria o intenso uso de estradas de rodagens. Evitaria que o arroz do Rio Grande do Sul fosse para Belém do Pará de caminhão. A morte do Marcos Freitas interrompeu o projeto.

Como consultor, foi várias vezes convocado por Sigmaringa Seixas para conversas com o Ministro da Defesa, Nelson Jobim. Dessas conversas nasceu a Estratégia Nacional de Defesa, assim como a ideia de retomar o programa do submarino nuclear e o convite para a Embraer desenvolver um avião para transporte de carga e um caça a jato.

Mas aí, diz ele, o pagamento foi apenas o caldo verde e o vinho servidos por Sigmaringa.

Outro grande projeto  foi modelagem do sistema elétrico brasileiro, para a Andrade Gutierrez, um ano antes de ir para a Eletronuclear

Othon desenvolveu também turbinas de baixa queda, próprias para pequenas centrais hidrelétricas. A Engevix vinha explorando pequenos aproveitamentos nos EUA e se interessou em bancar o sistema de conversor.

Foi esse contrato que acabou sendo explorado pela Lava Jato Rio, diz ele.

O embaixador José Bustani, que chefiou a Organização para a Probição de Armas Químicas, lembra que Othon deu consulltoria para usinas nucleares mundo afora. Dez anos antes de Fukushima, ele alertou as autoridades japonesas sobre a fragiulidade e a inadequação da usina.

Quando aceitou o convite para assumir a Eletronuclear, diz Othon, colocou os recursos do período de consultor em uma conta, em nome das filhas, para não ser apontado nenhum conflito de interesses.

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Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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24 Comentários
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  1. Sérgio Santos

    20 de janeiro de 2025 3:10 pm

    Nassif, errar é humano, reconhecer que errou – só super humanos como você!
    Parabéns!
    Bola pra frente!

  2. Escuderie Le Coq

    20 de janeiro de 2025 3:44 pm

    Ah, a busca de heróis.

    O fato dele ter levado um qualquer não afasta a hipocrisia de quem o acusou.

    Ele só estava do lado perdedor do capitalismo brasileiro, aquele que sonha ser possível uma versão nacional e desenvolvimentista.

    Rerere…

    Uai, uma campanha para presidente custa 100, 200 milhões?

    Antes do fundo partidário, de onde Lula tirou grana para as eleições de 2002, 2006, 2010 e 2014????

    Ahhhh, a ideologia capitalista, quando é para elite, é desvio, caixa dois, conduta inapropriada, quando a grana é para a esquerda é crime, corrupção…

    Rererere…

    Agora Nassif vai se dedicar a auto flagelação …

    Arf…

  3. Fábio de Oliveira Ribeiro

    20 de janeiro de 2025 3:44 pm

    Que bosta. Tudo parece se resumir a lucro pessoal. Mas existe uma coisa podre no Brasil: nem todos que obtem lucro de maneira duvidosa são tratados de maneira igualmente rigorosa. Os caras da Americana não foram enjaulados. A Lava Jato nunca foi atrás dos banqueiros. Então a questão da Justiça se resume ao espetáculo: alguns podem ser escolhidos a dedo e triturados processualmente para alegria da plateia incauta enquanto as negociatas continuam a gerar lucros suspeitos para aqueles que ficarão impunes.

    1. John

      20 de janeiro de 2025 8:05 pm

      Ué não era a conspiração do século, a lava jato?

      1. Emanuel Augusto

        24 de janeiro de 2025 6:58 pm

        Você continua a não entender nada, sim foi conspiração, contra apenas um lado, o lado que não era deles, para que pudessem voltar a ter tudo nas mãos. Se fosse para fazer a limpa mesmo, desde o tal do MENTIRÃO se teria feito. É tudo apenas o sistema, o verdadeiro, dando as cartas. Estão sem elas outras vez.

  4. luiz

    20 de janeiro de 2025 4:39 pm

    Nassif, sou Advogado e, se entendi bem, a estratégia do Advogado foi brilhante.
    Primeiro, o Advogado pede a repatriação de valores e os bancos vão informar que não existem valores em nome da pessoa, o que prova a farsa da Lava Jato. Se realmente existirem valores, as desculpas são bem vindas, mas acredito que essa foi a estratégia, ou seja, afirmo que nunca tive valores e o MPF afirma que tenho, então, eu quero acesso aos valores, já que foi absolvida. Os bancos irão afirmar que nunca existiram valores a serem repatriados, assim, se comprova a farsa da lava jato. Vamos aguardar.

  5. Solle

    20 de janeiro de 2025 4:50 pm

    Em se confirmando a origem ilícita da grana na Suíça (só por estar na Suíça já é um ponto contra), fica a pergunta: todos aqueles que foram acusados, quem se salva?
    O PT pode estar vivendo seus dias derradeiros se não sair dessa

    1. Fernando Antônio Bastos e Silva

      20 de janeiro de 2025 9:52 pm

      O que o PT tem com isso? Explique!

    2. Emanuel Augusto

      24 de janeiro de 2025 6:59 pm

      Que eu saiba quem se acabou, de podre, foi o PSDB, PT já ganhou 5 eleições para presidente.

  6. LUIZ CLÁUDIO CUNHA

    20 de janeiro de 2025 5:00 pm

    Parabéns ao jornalista Luís Nassif, pela rara e digna atitude de reconhecer a equivocada defesa que fez, ao longo de anos, do vice-almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva, preso e condenado por corrupção pela Operação Lava Jato quando era presidente da Eletronuclear. A pena inicial de 43 anos de prisão, depois reduzida a 4 anos e 10 meses de detenção, parecia ser apenas uma dura e contaminada ação da justiça contra um oficial-general de duas estrelas que despontava como ícone de uma postura nacionalista que estaria apenas defendendo a autonomia do Brasil no programa nuclear brasileiro. Agora, afundou a mística de honestidade do vice-almirante: o repórter Aguirre Talento, do UOL, revelou que a filha de Othon, Ana Cristina Toniolo, acionou a justiça para tentar repatriar R$ 58 milhões mantidas em contas de paraíso fiscal do banco Credit Suisse em nome do probo vice-almirante. A ingênua ação judicial da filha escancara a continuada roubalheira do militar. Othon aposentou-se do serviço militar, como vice-almirante, em 1994, aos 55 anos. Para amealhar aquela fortuna oculta no banco suíço, um total de US$ 12 milhões, o honesto Othon precisaria economizar cada centavo de seus vencimentos, atuais R$ 12.912, durante 374 anos. Só a corrupção explica um volume tão grande de dólares surrupiados ao Erário e desviados para a conta do honesto vice-almirante, que a filha, agora, tenta resgatar. Parabéns pela atitude e pelo reconhecimento, Nassif.

    1. grevista

      20 de janeiro de 2025 7:59 pm

      O udenismo continua a sua saga como doença genética dos brasileiros ditos “progressistas”. As crises do pos-45 se sucedem a partir das diversas manifestações e surtos dessa doença. Julgo que não há saída. Othon se aposentou da Marinha tendo acumulado um grau de conhecimento técnico e operacional que poucos possuem nesse país. Por que ele não poderia prestar serviços e consultorias, cobrando caro, a quem quisesse pagar? Ficou dez anos fora do serviço público, entre 1995 e 2005. Tempo suficiente para isso. Além disso, o jornalista da FSP, julgo, distorceu a notícia e basta a informação do próprio advogado para comprovar isso. Por sinal, ao lê-la, eu já havia entendido da forma como ele explica. Mas a FSP tem que fazer escândalo. Nassif, conhecendo os meandros dessa forma de produzir mentiras, deveria tomar cuidados maiores antes de escrever o que escreveu. Ou seja, primeiro ouvir o advogado, o próprio almirante, que nunca tem voz na imprensa, e a filha, e dar a eles o que todos têm direito no Estado Democrático de Direito: presunção de inocência. Presunção. Mas é mais fácil atirar primeiro.

    2. Fernando Antônio Bastos e Silva

      20 de janeiro de 2025 9:55 pm

      Você não entendeu que o Almirante saiu da Marinha em 1994 e se tornou consultor? Com o conhecimento que o Almirante tinha do enriquecimento do urânio, qualquer país da Ásia, principalmente o Irã, pagaria uma fortuna para ele ser consultor.

    3. Milton

      21 de janeiro de 2025 8:01 am

      DE tudo o que me parece é que a fortuna do almirante veio de “lobbys” diversos e projetos milionários de grandes empresas e governos. O simples fato de ganhar milhões não é criminoso e sim o que foi “comprado” com a dinheirama. Se o ganho de milhões se tornar criminoso vamos examinar com lupa os “sócios do BC”, inclusive os responsáveis pelos juros descabidos. Ainda, o almirante poderia abrir suas declarações do IR a Nassif para comprovar, ou não – diria Caetano – sua honestidade. E a simples transferência milionária para filha/filhas não constitui crime. Trabalhou, recebeu, pagou o imposto devido, onde o crime ? – se assim foi. . .

  7. José de Almeida Bispo

    20 de janeiro de 2025 6:59 pm

    Por partes:
    “1-A prisão de Othon se deveu a uma ação geopolítica dos Estados Unidos, contando com os colaboracionistas da Lava Jato. Essa constatação continua de pé.”
    No meu caso não mudarei uma vírgula sobre o meu entendimento, antes mesmo, disso ficar claro.
    E um dos meus foi exatamente o saudoso AA.
    O próximo item:
    “2-Othon foi acusado injustamente de corrupção.”
    NÃO CONFIO NA FOLHA, pra começo de conversa. Não confio nas “provas”. E além do mais, o mundo da geopolítica tem coisas que fazem tremer a nossa vã filosofia. É POUCO DINHEIRO DEMAIS PARA OPERAÇÃO TÃO ARRISCADA. Desculpe, Nassif; mas não embarco nessa. Por mais evidente que pareça. Pena que o AA nos deixou: gostaria de ter seu julgamento a respeito.

    1. Jicxjo

      21 de janeiro de 2025 12:41 am

      60 milhões de reais não me parece um valor exorbitante para alguém ganhar com consultoria, mormente se tratando de profissional de tamanho gabarito. Contratos nessas áreas são invariavelmente milionários. A aguardar uma melhor avaliação das provas.

  8. Cidadão sem cidadania

    20 de janeiro de 2025 7:18 pm

    Eu, nacionalista de verdade, dou o benefício da duvidava a este grande brasileiro, nao o condenarei , fico no aguardo da sua resposta, porque sei como a democracia dessa classe dominante funciona. Porque querem tanto acabar com o programa nuclear? Porque é sobre isso, a classe dominante nao vai aceitar de bom grado nosso crescimento.

  9. Cézar perin

    20 de janeiro de 2025 10:00 pm

    O cara é um gênio e pronto… Também é como consultor…

  10. Nelson Viana dos Santos

    21 de janeiro de 2025 9:45 am

    Milhões depositados na Suiça. Por que não em um banco com sede no Brasil, o Banco do Brasil, por exemplo? Essa fortuna foi declarada ao Fisco? Impostos foram recolhidos? O adjetivo “nacionalista” também não era e é empregado por Bolsonaro e seus cúmplices? Gênios, heróis e heroínas são 70% dos brasileiros e brasileiras que sobrevivem com honestidade recebendo até três salários mínimos mensais. Chega de parasitas.

  11. mar11cos

    21 de janeiro de 2025 6:28 pm

    Em 2015 fiz um curso na sede do ICMBio da Floresta Nacional de Ipanema. Um lugar espetacular. Não longe dali, está a o Centro Tecnológico da Marinha de Aramar, o CINA. O militar que estava no curso contou-me sobre o o Almirante Otto. Narrava a história com satisfação. Era tido como heroi. Em Aramar estão as ultracentrífugas de tecnologia brasileira para enriquecimento de urânio. O local foi escolhido pelas caracteristicas geológicas perfeitas para o projeto. Algo como “não balança mesmo”.

  12. Paulo Couto Teixeira

    21 de janeiro de 2025 8:06 pm

    E daí?

  13. ALICE DAFLON GOMES FRAIZ

    23 de janeiro de 2025 9:38 pm

    Nassif, muito irresponsável e precipitada essa sua reportagem retirando apoio ao Almirante Othon, um grande homem, um herói brasileiro. Você ainda vai pedir desculpas por isso. Othon foi consultor no mundo inteiro com um conhecimento ímpar, muito solicitado. Não vejo ilegalidades. Você comprou uma mentira e isso manchou mais o seu nome do que o nome do Almirante Othon.

  14. Marlene Carval

    24 de janeiro de 2025 2:17 am

    É atrás dessa merreca que o Almirante acumulou com o seu trabalho na iniciativa privada que as hienas estão atrás. Como pode uma condenação de 43 anos? PMs que matam muitas pessoas são secretários de governo de estados e nada de cadeia! Então, de 43 anos, reduzir para 4 anos? Claro, a extorsão aí não foi para amadores. Agora vão querer raspar o tacho e aniquilar de vez a reputação do Almirante Othon. Nassif, as matérias do UOL são suspeitas. Então, o Almirante, para mim, é vítima do ataque dessa banda do judiciário e MP sedenta de $$ suas vítimas.

  15. Maria José Rêgo

    24 de janeiro de 2025 7:37 am

    Pelo que o GGN apurou, continuo a acreditar no Almirante Othon.

  16. Antônio Passos

    17 de maio de 2025 2:58 am

    Enquanto os EUA foram correndo buscar os cientistas CRIMINOSOS DE GUERRA alemães, para construir seu programa especial, entre outras coisas, o Brasil vai procurar pelo em ovo para condenar um gênio que, se tivesse ENTREGUE os segredos que o Brasil DETINHA (porque hoje os EUA já devem conhecer todos), teria ganho DEZ vezes mais do que esses valores mencionados.

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