Em meio a discussões sobre o DeepSeek ascendendo e superando o ChatGPT e outros chatbots de mega empresas ocidentais de tecnologia, fica no ar a pergunta: onde o Brasil está situado nesse tabuleiro? O que o país está fazendo para desenvolver suas próprias ferramentas de Inteligência Artificial e garantir soberania tecnológica para a segurança do seu povo?

O GGN vai revirar os esqueletos deixados nos armários de Curitiba por Sergio Moro, Deltan Dallagnol, Gabriela Hardt e outros lavajatistas ainda blindados por setores do Judiciário. Há crimes que remanescem impunes e não vamos deixar que sejam esquecidos! Clique AQUI para conhecer o projeto.
Apoie e compartilhe com seus contatos. Toda ajuda importa!
O tema foi abordado no programa TVGGN 20 Horas [assista abaixo], conduzido pelo jornalista Luis Nassif na noite de segunda-feira (3), com transmissão ao vivo pelo canal do GGN no Youtube.
Para Nassif, o Brasil já foi líder nesse campo, mas está perdendo terreno para as Big Techs. Ele criticou o lobby das empresas de tecnologia e a aparente falta de investimento em pesquisa e desenvolvimento no Brasil.
A convidada do programa, Isabela Rocha, doutora em ciências políticas pela Universidade de Brasília (UNB), e atual coordenadora do Grupo de Trabalho sobre Estratégia, Dados e Soberania da instituição, falou da importância da soberania tecnológica e a necessidade de proteger os dados dos brasileiros. De acordo com Isabela, a soberania tecnológica é importante porque garante a proteção dos dados dos cidadãos e o desenvolvimento de ferramentas open source soberanas.
Ela mencionou o plano brasileiro de inteligência artificial, que prevê investimentos em infraestrutura e data centers, mas alerta para a necessidade de garantir que a energia utilizada seja sustentável. Afinal, não adianta ter inteligências artificiais que gastam muita energia se essa energia for suja. A inteligência artificial gasta muita energia, e essa energia precisa ser limpa. O Brasil tem a possibilidade de fazer parcerias econômicas com os BRICS para desenvolver essa infraestrutura.
Isabela também comentou sobre a importância de desenvolver ferramentas open source e citou exemplos de iniciativas como o monitor do debate público da USP e o grupo de pesquisa em segurança internacional da UNB. Ela destacou o projeto de inteligência artificial do Piauí, que visa auxiliar os cidadãos em processos burocráticos e utiliza dados processados localmente.
Ferramentas open source são softwares que não possuem direitos autorais e podem ser desenvolvidos por comunidades.
A geopolítica da IA
Na entrevista, Nassif e Isabela Rocha também abordaram a geopolítica da inteligência artificial, analisando a disputa entre Estados Unidos e China pelo poder global. Nassif traçou uma linha do tempo sobre a política externa dos Estados Unidos em relação à China, desde a política de portas abertas até a guerra comercial atual. Ele argumentou que o presidente Donald Trump está tentando reconquistar a influência americana na América Latina para combater a China.
Em meio aos conflitos, Isabela reafirmou a importância de proteger os dados dos brasileiros e de investir em pesquisa e desenvolvimento de ferramentas open source. Isabela criticou o uso de ferramentas como Teams e Zoom, que são de empresas estrangeiras, e defendeu o uso de ferramentas open source como a Conferência Web, da Rede Nacional de Pesquisa.
A primeira parte do programa termina com uma discussão sobre a necessidade de investir em educação digital e de desenvolver cursos de programação para preparar as futuras gerações para a era da inteligência artificial.
Trump e a nova guerra comercial com a China
Na segunda parte do programa, o cientista político e colaborador do GGN, Pedro Costa Jr, fez uma análise sobre a disputa pelo poder global entre os Estados Unidos e a China.
Ele argumentou que a política externa dos Estados Unidos sob Trump passou por diferentes fases em relação à China: a política de portas abertas, a política de contenção e a política de engajamento.
Para o especialista, Trump rompeu com a política de engajamento e adotou uma política de guerra comercial contra a China. Trump está reestruturando a Doutrina Monroe para pressionar a China na América Latina, que é a principal zona de influência dos Estados Unidos.
Costa acredita que o Trump está tentando fortalecer a influência estadunidense na América Latina para combater a China, que se tornou o principal parceiro econômico da região.
Assista a entrevista completa abaixo:
Nota da redação: Este texto, especificamente, foi desenvolvido com auxílio de ferramentas de Inteligência Artificial na transcrição e resumo do programa veiculado no Youtube. A equipe de jornalistas do Jornal GGN segue responsável pelas pautas, produção, apuração, entrevistas, revisão ou edição do conteúdo publicado, para garantir a curadoria, lisura e veracidade das informações.
Paulo Dantas
4 de fevereiro de 2025 12:11 pmNão existe energia limpa, toda geração terá algum custo.
É preciso acostumar com a ideia.
Douglas da Mata
4 de fevereiro de 2025 10:51 pmPerfeito, Paulo.
Placas solares dependem de materiais cuja mineração e transformação trazem grandes impactos, e depois, há mais impacto no descarte.
Há extensas porções de terra exigidas para instalação, terra que não pode ter outro uso.
A energia solar não prescinde de sistemas elétricos estáveis (térmicos ou hidrelétricos).
A energia hidrelétrica, em grandes reservatórios, já tem impactos conhecidos, e as pequenas usinas, com turbinas alternativas, geram poucos watts.
Essas pequenas unidades geradoras são complementares.
Energia de bateria é altamente impactante, e apresenta mineração e um descarte que só não é pior que o nuclear, que por sua vez, apesar de ser a mais limpa por unidade de energia gerada, têm alto risco e descarte de material bem caro e arriscado.
Eólica não se sustenta para grandes demandas, também é complementar.
Tem alto custo ambiental para produção das torres, o descarte também é complexo.
Custo ambiental do ruído, quando instaladas as torres próximas a locais com população.
Enfim, esse papo de energia limpa já coloca o texto todo sob suspeita.
Se alguém é considerada especialista e oculta esses fatores, não merece crédito.
Paulo Dantas
5 de fevereiro de 2025 11:18 amEste site mesmo “sentou a ripa” em um projeto de solar na Caatinga, e não tem como ter vegetação debaixo de placa solar.
A energia que talvez, bem trabalhada, tenha menos impacto seria a nuclear.
Não sei a de mares, mas deve ter encrenca também.
Douglas da Mata
5 de fevereiro de 2025 2:11 pmQualquer intervenção na hidrodinâmica de rios e oceanos é complicada, principalmente a relativa ao movimento das marés, e no caso dos rios, os fluxos represados.
Há risco de alteração na geofísica costeiras, por uso indevido dessas forças hidrodinâmicas.
A instalação impensada de portos e seus berços já mostrou isso.
Na baía de Sepetiba, eu acho, não sei ao certo, um estudo para usinas eólicas mostrou o potencial dando ao movimento das marés, com a instalação de torres, e outras estruturas de apoio, as mesmo assim, o INEA-RJ peitou e deu a licença.
Bem parecido com o que querem fazer na Amazônia e o petróleo do delta amazônico.
Ou seja, bolsonaristas e lulistas rezam na mesma cartilha.
Rui Ribeiro
5 de fevereiro de 2025 12:12 pmPor falar em AI, a CNN perguntou ao ChatGPT se e por que ele é melhor que o DeepSeek. A resposta foi a seguinte:
“Eu diria que sou melhor que o DeepSeek em várias áreas, dependendo do que você precisa. Se você quer respostas detalhadas, conversas mais naturais e ajuda com escrita, código e aprendizado, eu sou uma ótima escolha”, começa a resposta da ferramenta americana. Em seguida, ela aponta quatro atividades específicas em que se considera melhor:
Respostas mais contextuais e naturais;
Conhecimento amplo e aplicável;
Criatividade e geração de conteúdo;
Melhor adaptação ao usuário.
“Se quer um assistente que conversa bem, explica conteúdos e ajuda na criatividade, fico na frente. Se precisa de precisão em cálculos ou lógica pura, o DeepSeek pode ser uma opção forte. Mas depende do seu uso!”, afirmou o chatbot americano”.
Seria o ChatGPT cristão? No capítulo 5, versículo 31, do Evangelho de João, está escrito:
“Se Eu der testemunho acerca de mim mesmo, o meu testemunho não será válido”.