O procurador-geral da República, Paulo Gonet, reafirmou, nesta quinta-feira, a denúncia contra Jair Bolsonaro e outros investigados por tentativa de golpe de Estado, rebatendo os argumentos apresentados pelas defesas do “núcleo central” da trama. Em manifestação, Gonet diz que as investigações mostram “de forma compreensível e individualizada, a conduta criminosa em tese adotada por cada um dos denunciados”.
Além disso, Gonet rejeitou as teses de anulação da delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid e do impedimento do ministro Alexandre de Moraes para julgar o caso. A manifestação da PGR foi encaminhada ao Supremo Tribunal Federal (STF), para que os denunciados se tornem réus.
As defesas alegam que houve coação durante o acordo firmado com o ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, e argumentam a suspeição do ministro Alexandre de Moraes para julgar o caso. Moraes é uma das vítimas da intentona golpista, que mirou o seu assassinato, do presidente Lula e do vice Geraldo Alckmin.
A PGR, no entanto, sustenta que a denúncia descreve com clareza a estrutura criminosa montada para deslegitimar o resultado das eleições e criar condições para um golpe. “A manifestação é pelo recebimento da denúncia. É quanto basta neste instante processual, enquanto se aguarda o recebimento da denúncia e a realização da instrução processual”.
Gonet rebate a anulação da delação de Mauro Cid
A delação de Mauro Cid, apontado como peça-chave nas investigações, é um dos principais alvos de questionamento. O ex-ajudante de ordens de Bolsonaro detalhou reuniões e estratégias para desacreditar o sistema eleitoral e pavimentar um cenário favorável ao golpe. Para a PGR, seu depoimento é consistente e respaldado por outras provas.
“A colaboração premiada se mostra válida e essencial para a elucidação dos fatos. É expressivo que o colaborador, em sua resposta preliminar, haja pleiteado a manutenção de todos termos ajustados no seu acordo, reforçando a voluntariedade da pactuação e o seu compromisso com o cumprimento das cláusulas estabelecidas”.
Alexandre de Moraes não é suspeito
Em relação ao pedido de afastamento de Alexandre de Moraes, sob a alegação de parcialidade, a PGR refutou a tese, destacando que não há qualquer fundamento legal que justifique seu impedimento. “Não há nenhum elemento que comprometa a imparcialidade do ministro”, sustentou o PGR.
Próximos passos
Com o parecer da PGR, os autos retornam à 1ª Turma do STF, onde os ministros decidirão se aceitam ou não a denúncia. Para facilitar a análise, a PGR dividiu a denúncia em cinco núcleos. Bolsonaro e outros sete investigados foram incluídos no chamado “núcleo central” da suposta organização criminosa.
Além do ex-presidente, integram esse grupo os ex-ministros Walter Braga Netto, Anderson Torres, Paulo Sérgio Nogueira e Augusto Heleno, além do ex-comandante da Marinha Almir Garnier Santos e do deputado federal Alexandre Ramagem, ex-diretor da Abin. O tenente-coronel Mauro Cid, agora delator, também está entre os integrantes desse núcleo.
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Carlos
14 de março de 2025 8:17 amBozo reclama da “velocidade” das ações, rs.
Porem, como em post recente neste jornal, “Já aturamos demais este genocida solto por aí”
Sim bozo, isso mesmo!
Vc já deveria estar preso desde da sua frase “e daí, eu não sou coveiro”, quando levaram para vc informações sobre o aumento de óbitos na Covid.