4 de junho de 2026

EUA caminham em direção à desaceleração ou mesmo recessão econômica

Contração pode ser vista no segundo ou terceiro trimestre de 2025; fatores geopolíticos e tarifas comerciais serão fatores preponderantes
Foto de John Guccione www.advergroup.com via pexels.com

Os sinais de queda vistos no mercado de ações nos Estados Unidos são apenas uma das diversas evidências que devem levar investidores e autoridades a começarem a se preparar para uma desaceleração econômica ou mesmo uma recessão nos Estados Unidos.

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Além das quedas acumuladas nos principais índices do mercado acionário (S&P 500 tem perda anual de 6% em 2025, e o índice Dow Jones acumula perda de 4%), a economista Dambisa Moyo lista, em artigo publicado no site Project Syndicate, outros itens a serem acompanhados:

Enfraquecimento da indústria – O Índice ISM de Manufatura caiu para 50,3 em fevereiro, abaixo das previsões do mercado. A queda nos novos pedidos, em parte devido às incertezas sobre tarifas, contribuiu para esse desempenho negativo.

Desaceleração do emprego – A criação de empregos não-agrícolas ficou abaixo das expectativas em fevereiro, com 151 mil novas vagas, inferior à média dos últimos 12 meses. Além disso, a média semanal de horas trabalhadas atingiu o menor nível em cinco anos.

Aversão ao risco no mercado financeiro – O rendimento dos títulos do Tesouro americano de 10 anos caiu para 4,16%, refletindo a busca por ativos mais seguros. Por outro lado, a cotação do ouro valorizou-se 40% desde o início de 2024 e pode atingir US$ 3.000 por onça-troy até o fim de 2025.

De acordo com a articulista, um dos sinais mais preocupantes a serem vistos é a projeção traçada pelo modelo GDPNow do Federal Reserve de Atlanta, que projeta uma contração de 2,4% no PIB para o primeiro trimestre, mas esse número pode ser exagerado.

Embora economistas já comecem a revisar seus prognósticos, Dambisa Noyo diz que “a gravidade e a duração de qualquer eventual recessão dependerão de fatores imprevisíveis – especialmente tarifas comerciais e tensões geopolíticas”.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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8 Comentários
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  1. Rui Ribeiro

    19 de março de 2025 7:58 am

    Olha aí, Baco, o que nos espera:

    “Superquarta’

    BC deve subir juros ao maior patamar em 20 anos para conter inflação

    Há 7 horas Economia”

    Executivo da GM diz que juros altos reduzem vendas; veja entrevista”.

    Pelo andar da carruagem, vamos vencer a inflação não porque a oferta vai superar a demanda, mas porque a demanda vai ser inferior à parca oferta.

    1. Escuderie Le Coq

      19 de março de 2025 10:53 am

      Na verdade, esse roteiro já está traçado há tempos, e pouca gente entendeu.

      Antes, a desculpa de subida de juros para contenção de preços (oferta/demanda/desacelerar economia) ainda colava, apesar de alguns poucos terem percebido que não havia relação nenhuma da política monetária (juros) e inflação.

      Hoje está claro:

      Os BCs do mundo agem para destruir o que resta de “economia real”, abrindo caminho para a nova fase de acumulação primitiva, o dinheiro que se reproduz por si.

      Já era, como eu venho dizendo, já era.

      1. Rui Ribeiro

        19 de março de 2025 3:29 pm

        Escuderie, na tua opinião, porque os assaltantes/controladores dos BC’s estariam empenhados em destruir o que resta da “economia real”? Qual seria a vantagem pra eles dessa destruição?

        1. Professorinha que ensina o bê-a-bá.

          19 de março de 2025 8:32 pm

          Esse é um movimento contingente global, é o fim do capitalismo como conhecemos.

          É a transição para uma nova fase de acumulação primitiva do pós capitalismo.

          Novas superestruturas se formarão, novas sócio reproduções desse novo modo de organizar a economia idem.

  2. Rui Ribeiro

    19 de março de 2025 10:01 am

    Mercado desaprova Lula, Haddad mas aprova Galípolo.

    Qual mercado, Cara Pálida?

    “Quaest: Mercado desaprova Lula, piora avaliação de Haddad e aprova gestão de Galípolo no BC
    Presidente tem avaliação negativa de 88%, ministro, de 58% e presidente do BC, de apenas 8%. Foram entrevistados gestores, economistas, analistas e tomadores de decisão de 106 fundos DO MERCADO FINANCEIRO do eixo Rio-SP”.

    Ora, o mercado financeiro, pois quando a imprensa fala do mercado, ela fala de um mercado em particular, ela fala do mercado financeiro. Ou seja, ao falar do mercado, a imprensa toma uma parte, mercado financeiro, pelo todo.

  3. Rui Ribeiro

    19 de março de 2025 2:39 pm

    Trump pede que Irã deixe de enviar ajuda militar aos Houthis

    E se o Irã pedisse aos EUA que deixasse de enviar ajuda militar para U$rael dizimar os Palestinos?

  4. MARCIO AURELIO SILVEIRA

    19 de março de 2025 11:16 pm

    Que a sociedade democrática norte-americana fique de olhos e ouvidos bem abertos para o que dizem ou calculam seus economistas exponenciais!!!

  5. JOSE OLIVEIRA DE ARAUJO

    20 de março de 2025 7:50 am

    Não demora muito e eles retornarão para a década de cinquenta do século XX e aí serão grandes novamente.

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