1 de julho de 2026

Copom aumenta taxa básica de juros para 14,25% ao ano

Incertezas no cenário internacional e inflação afetaram decisão; colegiado projeta um ajuste menor na próxima reunião
Foto: Leonardo Sá/Agência Senado

O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central manteve o ritmo de ajuste da taxa Selic e elevou os juros em 1 ponto percentual, para 14,25% ao ano.

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Segundo comunicado divulgado após a reunião, o colegiado explica que a decisão “é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante”.

Ao analisar o cenário doméstico, o colegiado citou o “dinamismo” do conjunto de indicadores de atividade econômica e do mercado de trabalho, embora afirme que “sinais sugiram uma incipiente moderação no crescimento”, enquanto o mercado internacional “segue exigindo cautela por parte de países emergentes”.

Além disso, a inflação cheia e as medidas subjacentes mantiveram-se acima da meta para a inflação e ressaltou que a inflação de serviços pode continuar elevada, mas que segue acompanhando como os desenvolvimentos da política fiscal impactam a política monetária e os ativos financeiros.

De acordo com o BC, “a percepção dos agentes econômicos sobre o regime fiscal e a sustentabilidade da dívida segue impactando, de forma relevante, os preços de ativos e as expectativas dos agentes”.

Para a próxima reunião, o Copom diz antever “um ajuste de menor magnitude” caso fatores como “cenário adverso para a convergência da inflação, da elevada incerteza e das defasagens inerentes ao ciclo de aperto monetário” sigam em curso.

“Para além da próxima reunião, o Comitê reforça que a magnitude total do ciclo de aperto monetário será ditada pelo firme compromisso de convergência da inflação à meta e dependerá da evolução da dinâmica da inflação, em especial dos componentes mais sensíveis à atividade econômica e à política monetária, das projeções de inflação, das expectativas de inflação, do hiato do produto e do balanço de riscos”, apontou o comitê.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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15 Comentários
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  1. Alexandre de Melo

    19 de março de 2025 8:02 pm

    Quando e onde esta idiotice de subir juro para abaixar inflamação funcionou? O PT tem três votos nesta patifaria e foram a favor , lula vai falar o que?

  2. Paulo Dantas

    19 de março de 2025 10:20 pm

    Ainda vai na conta do Campos Neto ?

    1. Rui Ribeiro

      20 de março de 2025 6:36 am

      As taxas de juros estratosféricas do Galípolo justificam as taxas de juros estratosféricas do Campos Netto.

      1. Paulo Dantas

        20 de março de 2025 12:46 pm

        Políticas economicas estão sempre erradas.

        Alguém escreve um artigo dizendo que está tudo errado e que ELE(A) é a solução.

        Deveriam nomear o cara do artigo…

  3. Anderson Pereira de Carvalho

    19 de março de 2025 10:49 pm

    E agora PT como justificar isso?

    1. Rui Ribeiro

      20 de março de 2025 6:48 am

      Da mesma forma que Jesus Cristo justificou a escolha de Judas Iscariotes

  4. Rui Ribeiro

    20 de março de 2025 4:19 am

    Agora, com a administração Trump e o ‘nosso’ BC agindo em benefício dos magnatas sem qualquer disfarce, não é possível que não caia a ficha daqueles que ainda achavam que o Estado é uma entidade indiferente às classes sociais. Agora não tá só explicado que o Estado burguês beneficia apenas a classe expropriadora e prejudica a classe produtora, agora esse fato tá desenhado.

  5. Rui Ribeiro

    20 de março de 2025 5:12 am

    “Inflação deve levar juros a 15% ao ano em 2025”.
    Notícia veiculada no G1

    Ora, se taxa de juros e inflação são grandezas inversamente proporcionais, a elevação da taxa de juros deveria fazer o índice inflacionário recuar. Então porque, em vez de recuar com o a taxa de juros na estratosfera, a inflação vai aumentar?

    É porque, como diria a Miriam Leitão em 2006, a causa da inflação é a reposição das perdas salariais dos trabalhadores.

    Brincadeiras à parte, se a inflação está alta e aumenta-se a taxa de juros, então inflação vai se elevar ainda mais ao invés de diminuir, pois altas taxas de juros prejudicam o setor produtivo, fazendo diminuir a oferta de bens e serviços. Em outras palavras, taxas de juros e inflação são grandezas diretamente proporcionais.

  6. Rui Ribeiro

    20 de março de 2025 6:32 am

    “O programa do P-SOL, seu partido, defende a reposição salarial mensal da inflação. A inflação foi sempre um fantasma que perseguiu os brasileiros durante 40 anos, e essa reposição, nós já vimos, é um processo inflacionário. A senhora não defende a estabilidade da moeda?” – Miriam Leitão, entrevistando a Heliisa Helena na Campanha Eleitoral de 2006

    A reposição das perdas salariais é efeito da inflação, não sua causa. Isso é elementar, Cara Miriam Leitão Watson

  7. JOSE OLIVEIRA DE ARAUJO

    20 de março de 2025 7:32 am

    Para surpresa de ninguem, os diretores do COPOM, aumentaram para 14,25% a taxa selic, obdecendo as determinações do mercado financeiro. É o que acontece, quando um país é controlado pelo crime super organizado. Não me venham com a desculpa esfarrapada de combate a inflação, pois mesmo no período do desgoverno do coiso, a inflação que ultrpassava a faixa de 6% AA,, atingiu o máximo de 13,75% no início de 2022. Se o Brasil não retomar o controle do BACEN, vamos descer ladeira em companhia do OCIDECADENTE.

  8. Evandro Condé

    20 de março de 2025 8:37 am

    Fato é que o Nassif bateu durante ano no Campos Neto. A ver o que irá falar.
    Em tempo, estou sendo repetitivo, um silêncio sepulcral sobre como o judiciário se refastelam com nosso dinheiro. Ao menos a Folha (quem diria) está mostrando.

  9. Fábio de Oliveira Ribeiro

    20 de março de 2025 9:47 am

    O Brasil, com tudo que ele tem dentro, virou apêndice financeiro de um Banco Central privatizado gerido em benefício dos especuladores que não pagam impostos. Eles não estão satisfeitos, porque enquanto o Brasil tiver reservas cambiais os especuladores imaginarão que aquele dinheiro todo é deles e não do povo brasileiro.

    1. Rogério Rais

      20 de março de 2025 1:43 pm

      … e o Haddad passando pano para uma taxa de 14,25 com uma inflação de menos de 5 ??!!!… fraguesa com tempêro de covardia … lulinha paz e amor, né …

  10. emerson57

    20 de março de 2025 10:11 am

    “Segundo comunicado divulgado após a reunião, o colegiado explica que a decisão “é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante”.”
    Melhor dizendo:
    Totalmente compatível tirar dinheiro de pobre para dar aos ricos. E disso o Brasil tem “expertise”.
    O novo aumento é prova que o Galipolo e os dmais engravatados com ternos de “grife”, impunham a maior taxa da galáxia por convicção e opção (injustificável dentro dos parametros normais).
    (Se Lula tivesse mantido o guedis e o campinhos neto seria melhor!)
    Não adianta o Lula se virar “nos 30” se o Partido dos Trabalhadores escolhe mal seus colaboradores.

  11. Rui Ribeiro

    20 de março de 2025 5:47 pm

    “Inflação deve levar juros a 15% ao ano em 2025”.

    Não há nada tão ruim que não possa piorar. Acham pouco a inflação alta, então elevam ainda mais a taxa de juros. Ninguém merece.

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