4 de junho de 2026

Guerra comercial escala e Trump ameaça 104% de taxas contra a China

Trump deu um novo contra-ataque: se a China não recuar de retaliação, EUA aplicarão mais 50%, totalizando 104%
Trump e Xi Jinping, em 2019 - Foto: The White House

O aviso foi dado e Donald Trump não só não irá recuar do tarifaço internacional, mesmo diante do apelo do mercado financeiro e dos setores estratégicos dos EUA, como também ameaçou taxar a China em mais 50%. Caso seja aplicado, somaria um total de 104% sobre todas as importações do país.

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A ameaça foi feita após a China decidir retaliar os EUA de igual mão: o país determinou uma imposição de tarifas de 34% como resposta ao aumento de iguais 34% dos EUA sobre as importações, decidido na semana passado e em vigor desde o sábado (05) [Acompanhe mais aqui].

Quando anunciada a nova rodada de tarifaço, o Ministério do Comércio da China pediu a Trump que desista das taxas aos produtos chineses. O presidente dos EUA decidiu incluir um aumento de 34% em cima das importações, que já detinham uma taxa de 20%. No total, a China começou a pagar 54% de taxas sobre os produtos vendidos aos EUA.

Como não houve recuo, em resposta, o ministro das Finanças chinês anunciou, neste domingo (06), a retaliação: as mercadorias americanas terão que pagar, igualmente, adicionais 34% de taxas para serem vendidas à China. A decisão do governo chinês valerá a partir desta quinta-feira (10), anunciou a pasta.

O que inicialmente se previu como o início de uma guerra comercial no mundo, com as tarifas impostas pelos EUA sobre as importações mundiais, efetivamente se concretizou para as relações comerciais com a China.

Isso porque imediatamente ao anúncio das Finanças de Pequim, Trump deu um novo contra-ataque: em suas redes sociais, fez uma ameaça – se a China não recuar desta taxação de 34%, que começaria a partir desta quinta-feira, os EUA aplicarão mais 50% sobre os importados do país.

Na prática, se concretizado, a China terá que pagar um total de 104% sobre todos os produtos exportados para os Estados Unidos.

Trump ainda colocou datas para a ameaça: Pequim deverá desistir das taxas de 34% até amanhã, terça-feira. Caso contrário, um dia antes de entrar em vigor estas taxas do Comércio de Pequim, o presidente do país emitirá um novo decreto que terá início no dia 9 de abril para os mais 50% sobre a China.

Leia mais:

Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

4 Comentários
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  1. Jicxjo

    7 de abril de 2025 8:32 pm

    Go ahead, dude. Taxa logo em 900%, diga que não vai comprar mais nada da China, faça os consumidores americanos depredarem as lojas em todo o país, paralise todas as cadeias de produção. Não venda também mais nada aos chineses, diga que tudo é estratégico; fique tranquilo que os chineses lhe serão misericordiosos, derramando então de uma vez no mercado todos os dólares que possuem, por manifestamente inúteis, vendendo seus papéis para os trouxas que ainda o bajulam. O choque de oferta e o excesso de liquidez farão o dólar sofrer uma maxi e entrar provavelmente em uma espiral inflacionária, com imprevisíveis consequências internas. Terceira Guerra Mundial que nada, toda essa tentativa de parar a marcha da história, o deslocamento do poder para o Oriente, deverá culminar em uma segunda guerra civil americana e o fim da federação. Oxalá com armas nucleares dos dois lados, bem na casa do vizinho. Congratulations man, great job!

    1. Rui Ribeiro

      8 de abril de 2025 5:56 am

      E em vez de gastar um trilhão de dólares para comprar lápis da China, Trump deveria usar o DeepSeek gratuitamente.

  2. Carlos

    7 de abril de 2025 11:09 pm

    A China começa a mostrar que não uma cultura milenar à toa.
    Aprenda presidente idiota…
    E este seu barulho Trump, tem um efeito secundário visível: Funciona como cortina de fumaça para o genocídio que vem sendo praticado pelo estado assassino de Israel, cujo líder condenado, Netanyahu, já está por aí tramando aprofundar o holocausto palestino.

  3. Rui Ribeiro

    8 de abril de 2025 5:53 am

    Quando dois elefantes brigam quem sai perdendo é a grama. As populações de ambos os países é que vão pagar o pato.

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