15 de junho de 2026

Empresários tentam parar tarifaço de Trump na Justiça, enquanto ONU pede revisão

"Nenhuma pessoa deveria ter o poder de impor impostos que têm consequências econômicas globais tão vastas", disse conselheiro autor da ação

O grupo  Liberty Justice Center, que luta pelos direitos constitucionais das famílias, trabalhadores, defensores e empreendedores americanos, entrou com uma ação judicial nesta segunda-feira (14) para tentar bloquear as tarifas recíprocas determinadas pelo presidente Donald Trump. 

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A ação foi protocolada no Tribunal de Comércio Internacional dos EUA, na tentativa de bloquear a aplicação de tarifas sobre parceiros comerciais estrangeiros, sob a justificativa de que Trump ultrapassou sua autoridade. 

“Nenhuma pessoa deveria ter o poder de impor impostos que têm consequências econômicas globais tão vastas”, disse Jeffrey Schwab, conselheiro sênior do Liberty Justice Center, em nota.

Na ação, o Liberty representa cinco empresas importadoras. Mas esta não é a única disputa comercial emplacada por empresários contra Trump. Na Flórida, um pequeno empresário também pediu a um juiz federal que as tarifas de 125% impostas a produtos chineses fossem bloqueadas.

ONU

O tarifaço também é alvo de uma ação na Organização das Nações Unidas (ONU). Nesta segunda-feira (14), a agência de Comércio e Desenvolvimento da ONU (UNCTAD) pediu ao governo americano que reconsidere, pelo menos, excluir os países mais pobres das tarifas recíprocas. 

De acordo com um relatório do insights de política, as tarifas acima de 10%  afeta 57 parceiros comerciais pequenos ou economicamente pobres.

“Como resultado, eles oferecem oportunidades limitadas ou inexistentes de mercado de exportação para os Estados Unidos. Concessões comerciais desses parceiros significariam pouco para os Estados Unidos, enquanto potencialmente reduziriam sua própria arrecadação de receita”, disse a UNCTAD.

A ONU apontou ainda que, para 36 parceiros comerciais, as novas tarifas gerariam menos de 1% das receitas tarifárias atuais dos EUA. “Exemplos incluem baunilha de Madagascar e cacau da Costa do Marfim e Gana. Aumentar as tarifas sobre esses produtos, embora gere alguma receita, provavelmente resultará em preços mais altos para os consumidores”, informou a UNCTAD.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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