15 de junho de 2026

China minimiza impacto de imposição tarifária

Autoridade alfandegária chinesa afirma que comércio chinês se diversificou para além dos EUA e destaca “vasto mercado doméstico”
Arte de kjpargeter via Freepik

As tarifas impostas por Donald Trump não chegaram a afetar as negociações chinesas, ao ponto de autoridades minimizarem o risco de prejuízos às exportações em meio aos sinais de recuo nas restrições a itens eletroeletrônicos.

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As autoridades prometeram manter seu posicionamento: além de retaliar as tarifas de Washington com taxas de 125% sobre as importações dos EUA, contra um total de 145% de impostos de fronteira dos EUA sobre mercadorias que transitam na direção oposta.

Relatório alfandegário elaborado pelas autoridades chinesas também destacaram a força do mercado doméstico, ao ressaltar que o país “transformará a segurança interna em um amortecedor contra a volatilidade global”.

Segundo o jornal britânico The Guardian, as ações das principais empresas de tecnologia buscavam por um direcionamento em meio à confusão gerada pelo governo Trump em relação às importações do país, incluindo smartphones e semicondutores.

Apesar da informação de que tais itens e componentes eletrônicos estavam isentos da tarifação imposta neste mês, Trump e seus assessores alertaram que esse quadro não deve se manter por muito tempo.

Enquanto isso, Trump falou à imprensa na Casa Branca que sua estratégia estava funcionando, com o país registrando níveis recordes de investimento – embora mantivesse as ameaças de tarifas sobre produtos farmacêuticos.

Ao mesmo tempo, o diretor do Conselho Econômico Nacional dos Estados Unidos, Kevin Hassett, rebateu as declarações de que uma recessão poderia se instalar no país ainda em 2025.

A tributação imposta por Trump no início deste mês causou turbulência nos mercados pelo mundo e, desde então, o presidente norte-americano recuou de maneira parcial nas taxas mais altas sobre a maioria dos parceiros comerciais por pelo menos 90 dias, mas intensificou sua disputa com a China.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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