5 de junho de 2026

Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos convoca audiência sobre reconstrução e próximos passos

CEMDP estará no Rio de Janeiro entre os dias 21 e 23 de maio e convida a sociedade civil para participar da audiência pública
Fotos: Clarice Castro - Ascom/MDHC

A Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP) estará no Rio de Janeiro entre os dias 21 e 23 de maio e convida a sociedade civil para participar da audiência pública marcada para o dia 22, às 16h, no auditório do Arquivo Nacional.

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A audiência pública do dia 22, no prédio do Arquivo Nacional (Praça da República, 173 – Centro), reforça o convite à participação dos “familiares de pessoas mortas e desaparecidas políticas, movimentos sociais, autoridades locais e toda a sociedade civil”, com o intuito de construir coletivamente os próximos passos da CEMDP.

A programação

A programação se inicia no dia 21 com diligência técnica no cemitério de Ricardo de Albuquerque, na Zona Norte da cidade. Integrantes da Equipe de Identificação de Mortos e Desaparecidos Políticos (EIMDP), junto a servidores da Coordenação-Geral de Políticas de Memória e Verdade, farão um levantamento sobre “possíveis locais de inumação, ocultação ou destruição de remanescentes humanos de mortos e desaparecidos políticos”, além de um “diagnóstico inicial sobre as condições dos remanescentes ósseos que estão depositados em um memorial no local”.

A ação tem como foco um “pré-diagnóstico desses remanescentes, sob a expertise da arqueologia, antropologia forense e da genética”, com vistas à tentativa de identificação de pelo menos 15 desaparecidos políticos que, segundo registros da antiga Comissão Nacional da Verdade (CNV), teriam sido enterrados clandestinamente naquele cemitério.

A agenda será encerrada no dia 23 de maio, com a realização da “4ª Reunião Ordinária da CEMDP”, das 9h às 14h, também na sede do Arquivo Nacional.

Os encontros ocorrem em um momento de retomada das políticas de memória no país, ainda marcado pela impunidade dos crimes da ditadura. Como destacou a presidenta da comissão, Eugênia Gonzaga, em entrevista à TV GGN: “A falta de responsabilização vai deixar sempre uma ferida em aberto”.

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