21 de maio de 2026

As condições de governabilidade são dificílimas, por Nelson Viana dos Santos

Que ninguém se espante com pautas-bomba, como na época de Eduardo Cunha ou mesmo com a abertura de um processo de impeachment.
Foto: Ricardo Stuckert/ Instituto Lula

Comentário ao post: “Começou o cerco total ao governo Lula, por Luís Nassif”

As condições de governabilidade são dificílimas, por Nelson Viana dos Santos

Infelizmente, Nassif acerta quando escreve que o governo está cercado. Todavia, peço escusas para discordar quando faz alusão à racionalidade. Três quartos dos integrantes do Congresso apoiariam um eventual governo de extrema direita e até a implantação de uma ditadura. Não foi assim em 1964? A violenta atitude dos presidentes da Câmara e do Senado demonstra claramente que eles decidiram assumir — de fato — o comando do país. Pois haviam feito um acordo com o governo e depois o jogaram no lixo, sem nenhum pudor, simplesmente porque sabem que o governo Lula 3 está acabado. Que ninguém se espante com pautas-bomba, como na época de Eduardo Cunha ou mesmo com a abertura de um processo de impeachment.

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Temer e bolsonaro (com letra minúscula) arrasaram o país. A chamada esquerda tem 25% dos votos no Congresso. As condições de governabilidade são dificílimas. Mas não é possível deixar de apontar as inúmeras falhas do governo. Certo, o ministério foi todo loteado, mas Lula manteve e mantém ministros que nada acrescentam. Se o presidente acompanhasse melhor o trabalho dos ministros, se desde o início a comunicação fosse melhor, se resultados palpáveis à população mais pobre fossem apresentados, talvez houvesse um respaldo popular maior ao governo. Veja o caso do INSS: a fila para aposentadoria aumentou se comparada ao que deixou o criminoso. Por que se chegou a essa situação? Por que o demitido ministro da previdência não foi afastado diante desse descalabro? Apenas um exemplo.

Diante desse quadro, se o PT e outros partidos como o PSOL conseguissem mobilizar seus apoiadores, com manifestações contra o centrão e a favor do governo, talvez (talvez) Lula fosse mais respeitado. Mas há muito tempo as chamadas lideranças petistas estão afastadas do povão. Não têm mais discurso. Ninguém acredita mais nessa gente. Lula talvez tenha calculado que poderia levar o barco, mesmo fazendo água, até o ano que vem. Só que não. Recordo da votação do impeachment da presidente Dilma. Em São Paulo, apenas alguns gatos pingados saíram às ruas em sua defesa. Quantos sairão para defender Lula num eventual processo de impeachment?

O texto não representa necessariamente a opinião do Jornal GGN. Concorda ou tem ponto de vista diferente? Mande seu artigo para dicasdepautaggn@gmail.com. O artigo será publicado se atender aos critérios do Jornal GGN.

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