21 de maio de 2026

Falta uma narrativa pró IOF, por Sérgio Torggler

O aumento do IOF desarma a bomba inflacionária tanto pelo aumento do custo do dinheiro como pela diminuição do rombo fiscal.
Marcello Camargo - Agência Brasil

Falta uma narrativa pró IOF

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por Sérgio Torggler

Prezado Luís Nassif

A gritaria anda alta. Na imprensa, manchetes apocalípticas, todas falam mal do aumento de IOF. Acusam que o efeito desse aumento de IOF fará o custo do dinheiro ficar insuportável  para a população.

Toda essa gritaria para o IOF e o aumento da SELIC passou como normal, mesmo estourando as contas públicas e encarecendo o dinheiro de forma muito mais grave que o aumento do IOF.

Acho que está faltando argumento no governo para defender o aumento do IOF. É preciso dizer que o aumento do IOF é para ajudar o BC a combater a inflação.

Na verdade, o combate à inflação pelo aumento do IOF seria muito mais efetivo do que o aumento da SELIC, ela mataria dois coelhos com uma cajadada só.

Essa vantagem do IOF sobre a SELIC para combater a inflação deve ser explicada da seguinte forma: o aumento da SELIC é para combater a inflação pelo aumento do custo do dinheiro e consequente desaquecimento da economia, por outro lado, o aumento da SELIC expande o rombo das contas públicas, o que cria expectativas inflacionárias justamente pelo desequilíbrio das contas públicas. Assim, o aumento da SELIC retroalimenta a inflação que deveria combater.

O aumento do IOF desarma a bomba inflacionária tanto pelo aumento do custo do dinheiro como pela diminuição do rombo fiscal.

O governo deveria gritar para a sociedade que o aumento do IOF é para diminuir a SELIC.  Com este argumento, o governo poderia conquistar apoio do empresariado da indústria e do comércio.

Sérgio Torggler

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2 Comentários
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  1. Fabio

    27 de junho de 2025 10:14 pm

    Talvez divulgar que a elevação do IOF venha a somar esforços com a Selic possa ecoar pelas redes sociais, porém o que ocorre a meu entender é que o impacto no custo do crédito é apenas um dos efeitos para controle da inflação, talvez sozinho nem efeito positivo teria, mas é sempre o mais divulgado,

    Porém não é, a meu ver, o que tem mais impacto,
    afinal, me parece contra intuitivo pensar que se a pressão inflacionária é a demanda aquecida, então razoável imaginar que um bom remédio seria incentivar a oferta, oferecendo melhores condições para investimentos em capacidade de produção/serviços, o que seria justo o contrário da elevação do custo do crédito, que além de inibir a ampliação da oferta, ainda torna o custo operacional mais caro, este em parte até repassado ao preço final
    bem o oposto do que se esperava.

    O mais impactante, penso eu, efetivamente é o rebalanceamento do custo de oportunidade a favor da aplicação dos recursos de poupadores em títulos da dívida pública , que se dá principalmente por meio de fundos de aplicações, em desfavor a investimentos em capital produtivo.

    Em caso do uso do tributo para fins de inibir apenas o crédito, os investidores não deixariam de alocar seus recursos em capital produtivo, o que levaria a investimentos em máquinas, equipamentos, construções, etc…, assim geraria novos empregos, estes novos empregos elevariam renda e com renda vem consumo, ou seja, mais aquecimento da demanda, mais pressão inflacionária.

    Note então que, ao final no Brasil o que se utiliza para controle da inflação não é nada além da renda do trabalho, pois aqueles que possuem capital tem a opção de ter renda a partir de investimento produtivo ou aplicações financeiras (aplicações financeiras em grande parte financiadas pelo pagamento dos juros da dívida publica), ou seja, efetivamente o estado pagando para quem tem dinheiro não alocar produtivamente.

    Ressalto que assim eu entendo no momento atual no Brasil, em outras economias, como a norte americana, a elevação das taxas básicas tendem a ter forte impacto em hipotecas o que reduz a capacidade de consumo aínda que mantenha o nível de rendimentos em muitos casos.
    Interessante notar que a elevação da taxa básica por lá não teve os mesmos efeitos que se observavam historicamente, provavelmente por conta do enorme número de refinanciamentos realizados durante a pandemia, os quais asseguraram aquelas taxas (~3% ao ano) até os dias de hoje, independente das taxas atualmente vigentes, o que por sua vez não alterou a capacidade de consumo como esperado.

  2. Carlos

    29 de junho de 2025 3:11 pm

    Apesar de minha dificuldade no economes, se esta explicação corresponde ao fato fica a pergunta: O que falta para o governo massificar esta informação, aproveitando que o PSOL já deu o 1o passo no sentido da judicialização da usurpação pelo legislativo do que é inerente constitucionalmente ao executivo, e que o próprio governo vai liberar mais de 1bi para os cofrinhos dos nobres?
    “A bola da vez: Mudar este congresso em 2026”
    Por um congresso que represente o povo
    #forarebanhodeasininosbolsonaristas#forapastores#forarulalistas

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