3 de junho de 2026

Cassação no radar: quais são os próximos passos contra Eduardo Bolsonaro

Hugo Motta encaminhou quatro representações ao Conselho de Ética; próximo capítulo será processual
Reprodução IVH

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), despachou, nesta sexta-feira (15), quatro pedidos de cassação contra o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, encerrando semanas de espera pelas representações que estavam paradas na Mesa Diretora.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Três queixas, apresentadas pelo PT, e uma pelo PSOL atribuem a Eduardo uma atuação que atentaria contra a soberania nacional, ao articular, dos Estados Unidos — onde reside —, medidas e pressões econômicas e políticas contra autoridades brasileiras, incluindo apoio a sanções e ao chamado “tarifaço” anunciado pelo governo americano.

O deputado também é alvo de um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) que apura possível obstrução da Justiça e coação no curso de processos contra seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, réu por tentativa de golpe de Estado.

O rito: quais são os passos que vêm a seguir?

  1. Instauração obrigatória. Com o recebimento das representações, o Conselho de Ética precisa se reunir para instaurar formalmente os processos — etapa obrigatória que abre a sequência disciplinar.
  2. Sorteio dos nomes para relatoria. No ato de abertura, serão sorteados três nomes para escolha de um relator — que não pode ser do mesmo partido, estado ou bloco parlamentar do denunciado, nem de partidos autores das representações. Caberá ao presidente do colegiado indicar um dos sorteados como relator.
  3. Notificação e defesa. Caso o Conselho aprove a continuidade do processo, Eduardo será notificado e terá prazo (regimental) para apresentar defesa por escrito. Depois, o colegiado pode promover diligências no prazo regimental, prorrogáveis com aval do Conselho.
  4. Recursos e decisão final. Se o Conselho recomendar punição, o deputado ainda pode recorrer à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) antes do envio ao plenário — onde uma cassação exigirá pelo menos 257 votos favoráveis (maioria absoluta).

O presidente do Conselho, deputado Fábio Schiochet (União-SC), afirmou que as representações “acabaram de chegar” e que avaliará caso a caso antes de fixar prazos. Schiochet também avaliou que a instauração provavelmente não ocorrerá imediatamente, em razão do volume de representações a analisar.

Leia também:

Acompanhe as últimas notícias:

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. Carlos

    17 de agosto de 2025 7:53 am

    Prezados, os ratos de dentro alimentam os de fora.
    Então, que o saneamento seja iniciado pelos entreguistas enquanto, paralelamente, se promove a cassação do meliante que,comprovadamente, já causou ao país 30 bilhões de Reais de prejuízo ao país.
    De novo, como prega a sabedoria popular: “para caçar (com cedilha) um rato pense como um rato, não como um gato”.
    Serão pegos, dentro da sua própria imundice.

Recomendados para você

Recomendados