4 de junho de 2026

Defesa de Bolsonaro nega pedido de asilo político

Em resposta ao STF, advogados dizem que documento foi “sugestão” enviada por aliados e que documento foi descartado pelo ex-presidente
Ex-presidente Jair Bolsonaro durante declaração a imprensa após virar Réu no STF. Foto: Lula Marques/Agência Brasil

A equipe de defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) negou o plano de solicitação de asilo político na Argentina ou descumprido medidas cautelares estabelecidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

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Em documentação encaminhada à Corte, o advogado Paulo Cunha Bueno afirmou que o pedido de asilo encontrado no celular de Bolsonaro pela Polícia Federal (PF) foi apenas uma sugestão enviada por aliados e que o ex-presidente descartou o documento, sem levar adiante qualquer tentativa de fuga para o país vizinho.

A minuta de 33 páginas foi elaborada pela esposa do senador Flávio Bolsonaro (PL) e estava datada de fevereiro de 2024, pouco após as operações da PF contra aliados do ex-presidente.

O rascunho endereçado ao presidente argentino Javier Milei descrevia Bolsonaro como perseguido político que temia pela própria vida. Contudo, a defesa destaca que até o momento o governo argentino negou o recebimento do pedido de asilo.

Os advogados de Bolsonaro também dizem que o ex-presidente atendeu todas as obrigações judiciais desde a criação do documento e que nunca foi proibido de manifestar-se ou usar aplicativos de comunicação, contestando a interpretação da PF sobre as supostas violações das medidas cautelares.

A equipe de defesa de Bolsonaro também citou a prática de “lawfare” contra o ex-presidente ao criticar o que chamam de tentativa de usar mensagens privadas para incriminar o político.

O ministro Alexandre de Moraes tinha estipulado um prazo de 48 horas para que a defesa se manifestasse sobre as evidências e o risco de fuga apontado pela PF. O caso seguirá para parecer da Procuradoria-Geral da República, que pode recomendar novas medidas, inclusive a prisão preventiva.

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Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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4 Comentários
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  1. JOSE OLIVEIRA DE ARAUJO

    23 de agosto de 2025 8:11 am

    É falsa a alegação que o coiso é vítima de LAWFARE, na realidade é beneficiário do SLOWFARE.

    1. Milton

      23 de agosto de 2025 11:03 am

      Com certeza. É constrangedora a grande dificuldade de o aparato repressor lidar com os bandidos da direita. O genocida é a prova provada da hora. Usa e abusa dos leguleios e segue tranquilamente sua faina de bater em quem bem entende mas, agora, com ares de perseguido. Aguardam pacientemente que o criminoso se interne numa embaixada qualquer para o tradicional “ora que pena, agora que íamos prendê-lo de verdade . . . ” Numa vida pública cheia de “performances” em que a “facada sem sangue” jamais provada mas é sempre utilizada quando de interesse. Duvido muito que algum dia vá para a prisão. Quando muito alguns dias para “demonstração da severidade persecutória” . . .

  2. Rui Ribeiro

    24 de agosto de 2025 2:41 pm

    Em defesa dos golpistas e em ataque ao Alexandre de Maraes, o Ministro do STF, André Mendonça, afirma que juiz bom é aquele que é respeitado, nao aquele que é temido.

    Juiz respeitado e temido é melhor, pois Maquiavel disse: “Os homens têm menos escrúpulo em ofender a alguém que lhes dedica amor do que a quem lhes inspira temor”.

    Sem anistia, sem impunidade

  3. JOSE OLIVEIRA DE ARAUJO

    25 de agosto de 2025 8:00 am

    Se o pedido de asilo foi feito ao Milei, não seria este que deveria negar o pedido?

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