25 de junho de 2026

Bolsonaro tem 48 horas para explicar risco de fuga e descumprimento de medidas do STF

Moraes exige esclarecimentos sobre rascunho de pedido de asilo e condutas ilícitas apontadas pela PF; prazo encerra-se na sexta-feira (22)
Lula Marques - Agência Brasil

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu um prazo de 48 horas para que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) explique supostos descumprimentos de medidas cautelares e o “comprovado risco de fuga” identificado pela Polícia Federal (PF).

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Diante de todo o exposto, intime-se a Defesa de Jair Messias Bolsonaro para que, no prazo de 48 (quarenta e oito) horas, preste esclarecimentos sobre os reiterados descumprimentos das medidas cautelares impostas, a reiteração das condutas ilícitas e a existência de comprovado risco de fuga”, afirmou o ministro em despacho.

A intimação foi emitida às 20h34 desta quarta-feira (20), e o prazo encerra-se na sexta-feira (22).

Carta a Javier Milei reforça risco de fuga

Novo relatório da PF aponta que Bolsonaro mantinha em seu celular um rascunho de pedido de asilo político ao presidente da Argentina, Javier Milei, editado em fevereiro de 2024, após o início da investigação sobre a trama golpista.

Segundo Moraes, “os elementos de prova obtidos pela Polícia Federal indicam que Jair Messias Bolsonaro tinha posse de documento destinado a possibilitar sua evasão do território nacional”.

A defesa do ex-presidente chegou a afirmar ao G1 que o pedido de asilo foi apenas uma “sugestão” e que Bolsonaro descartou a medida.

Investigação da Polícia Federal

O ex-presidente é réu no STF por tentativa de golpe de Estado e foi indiciado pela PF nesta quarta-feira, junto de seu filho Eduardo Bolsonaro (PL-SP), acusados de articular junto ao governo dos Estados Unidos medidas de retaliação contra o governo do Brasil e ministros do Supremo.

O relatório da PF identifica mensagens e áudios nos quais Bolsonaro e Eduardo discutem como obter apoio internacional e pressionar as autoridades brasileiras. Além disso, o ex-presidente teria substituído aparelhos celulares após apreensões judiciais e continuado a atuar nas redes sociais em desacordo com as medidas cautelares.

Após a resposta da defesa, o processo será enviado à Procuradoria-Geral da República (PGR), que terá o mesmo prazo de 48 horas para se manifestar.

Leia também:

Acompanhe as últimas notícias:

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

3 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. AMBAR

    21 de agosto de 2025 2:32 pm

    Isso é injusto. O tempo de Bolsonaro, todo mundo sabe, é de 72 horas. Em 72 horas Bolsonaro tudo pode fazer, esperar fazer, mandar fazer. Explicar, bom, aí já complica.

  2. JOSE OLIVEIRA DE ARAUJO

    22 de agosto de 2025 7:27 am

    Ser criminoso para quem acredita em reencarnação, como dizem os evangélicos, é uma benção. Imaginem a quantidade de reencarnações que pessoas como o Coiso e sua familícia irão cumprir para pagar os seus karmas.

  3. JOSE OLIVEIRA DE ARAUJO

    22 de agosto de 2025 7:47 am

    Ao que parace, dada aos seus problemas de obstrução mental e intestinal, o coiso pode acabar morrendo antes de efetivamente ser preso numa cadeia de verdade. Por muito menos, milhares de brasileiros pobres estão mofando nos cárceres espalhados pelo país, sem nem sequer terem sido indiciados. Quando os falsos patriotas clamam pelos direitos humanos dos golpistas, esquecem propositalmente dos milhares de prisioneiros privados de atenção judicial para definição da sua culpabilidade ou inocência. HAJA HIPOCRISIA!

Recomendados para você

Recomendados