
O Jornal GGN publica, abaixo, a íntegra do relatório da Polícia Federal, disponibilizada pelo Supremo Tribunal Federal, detalhando uma investigação sobre supostos crimes de coação no curso do processo, obstrução de investigação de organização criminosa e abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
A investigação foca nas ações de Jair Bolsonaro e seu filho, Eduardo Bolsonaro, acusados de articular a imposição de sanções pelos Estados Unidos contra o Brasil para coagir autoridades judiciais e legislativas. Com base no relatório, a PF pediu o indiciamento de Jair e Eduardo Bolsonaro, nesta quarta (20).
O relatório da PF explora diálogos entre Jair Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro, o pastor Silas Malafaia e o advogado Martin de Luca, representante de empresas que pertencem ao presidente americano Donald Trump, revelando uma estratégia coordenada para deslegitimar o poder judiciário brasileiro e obter anistia para os envolvidos em acusações de golpe de Estado, usando influência estrangeira e disseminação de narrativas falsas.
O relatório da Polícia Federal detalha diversas comunicações de Eduardo Bolsonaro a Jair Bolsonaro, revelando seu papel central na campanha de pressão internacional e na coordenação das narrativas.
Os principais atores investigados são:
• Eduardo Bolsonaro: Foi o principal agente no exterior, atuando junto a autoridades governamentais dos Estados Unidos com o intuito de obter sanções contra agentes públicos brasileiros, como membros do STF, da Procuradoria Geral da República (PGR) e da Polícia Federal. Ele anunciou a aplicação de sanções pelos EUA contra o Estado brasileiro e autoridades, ligando-as à suposta perseguição política contra seu pai. Admitiu o vínculo direto com as sanções, revelando “intenso diálogo” com o governo americano para apresentar a “realidade que o Brasil vive hoje”. Impôs “condições” explícitas para a retirada das sanções, exigindo “anistia ampla, geral e irrestrita” e responsabilização de agentes públicos. Recebeu R$ 2.000.000,00 de Jair Bolsonaro enquanto já estava no exterior “em plena execução das atividades ilícitas”, o que demonstra o apoio financeiro e a coordenação para as ações. Tentou inviabilizar outros possíveis candidatos da direita brasileira junto a interlocutores estrangeiros, como Tarcísio de Freitas, para manter Jair Bolsonaro como o único aliado de Donald Trump para as eleições de 2026

• Jair Bolsonaro: Forneceu suporte financeiro significativo a Eduardo Bolsonaro por meio de transferências, inclusive de valores oriundos de campanhas de arrecadação via PIX. Solicitou e recebeu orientações de Martin de Luca sobre como formular notas para suas redes sociais, demonstrando subordinação aos interesses de agentes estrangeiros na propagação de narrativas. Descumpriu medidas cautelares que proibiam o uso de redes sociais, utilizando terceiros e listas de transmissão no WhatsApp para amplificar a difusão de conteúdos e burlar as proibições judiciais. Disseminou vídeos com narrativas alarmistas, sobre as catastróficas consequências da Lei Magnitsky para o Brasil, visando coagir as autoridades e provocar uma forte reação pública. Planejou atos para fugir do país, possuindo uma minuta de solicitação de asilo político ao governo argentino em seu celular, o que revela a intenção de impedir a aplicação da lei penal. Descumpriu a proibição de contato com outros investigados, como Walter Souza Braga Netto, poucas horas após a imposição da medida, evidenciando desprezo pelas decisões da Suprema Corte. Realizou movimentações financeiras atípicas, incluindo transferências fracionadas para Eduardo Bolsonaro e a esposa Michelle Bolsonaro, além de aquisição de moeda estrangeira e saques em espécie, como forma de dissimular a origem e o destino dos recursos para financiar as atividades ilícitas.Orientou Jair Bolsonaro sobre a linha de discurso a ser adotada publicamente e instou-o a gravar vídeos, admitindo ter conversado com pessoas próximas a Donald Trump para coordenar a narrativa de que a anistia seria a única saída para reverter as sanções• Jair Bolsonaro: Forneceu suporte financeiro significativo a Eduardo Bolsonaro por meio de transferências, inclusive de valores oriundos de campanhas de arrecadação via PIX. Solicitou e recebeu orientações de Martin de Luca sobre como formular notas para suas redes sociais, demonstrando subordinação aos interesses de agentes estrangeiros na propagação de narrativas. Descumpriu medidas cautelares que proibiam o uso de redes sociais, utilizando terceiros e listas de transmissão no WhatsApp para amplificar a difusão de conteúdos e burlar as proibições judiciais. Disseminou vídeos com narrativas alarmistas, sobre as catastróficas consequências da Lei Magnitsky para o Brasil, visando coagir as autoridades e provocar uma forte reação pública. Planejou atos para fugir do país, possuindo uma minuta de solicitação de asilo político ao governo argentino em seu celular, o que revela a intenção de impedir a aplicação da lei penal. Descumpriu a proibição de contato com outros investigados, como Walter Souza Braga Netto, poucas horas após a imposição da medida, evidenciando desprezo pelas decisões da Suprema Corte. Realizou movimentações financeiras atípicas, incluindo transferências fracionadas para Eduardo Bolsonaro e a esposa Michelle Bolsonaro, além de aquisição de moeda estrangeira e saques em espécie, como forma de dissimular a origem e o destino dos recursos para financiar as atividades ilícitas.

• Silas Lima Malafaia: Atuou na definição de estratégias de coação e difusão de narrativas inverídicas, com o objetivo de coagir membros do Poder Judiciário. Avisou Jair Bolsonaro antecipadamente sobre a intenção de postar vídeos defendendo sanções contra autoridades públicas, demonstrando “aderência subjetiva” ao intento criminoso e utilizando sua posição de autoridade para coagir ministros do STF. Orientou Jair Bolsonaro sobre a linha de discurso a ser adotada publicamente e instou-o a gravar vídeos, admitindo ter conversado com pessoas próximas a Donald Trump para coordenar a narrativa de que a anistia seria a única saída para reverter as sanções. Ofereceu auxílio material, como produzir a versão em inglês de vídeos por inteligência artificial (IA) para serem encaminhados a Donald Trump por Eduardo Bolsonaro, reforçando a coordenação das “campanhas orquestradas”. Instigou Jair Bolsonaro a descumprir as medidas cautelares e indicou os “melhores horários” e canais para a retransmissão de conteúdos, visando amplificar a audiência e atingir o maior número de pessoas.
• Paulo Figueiredo: Mencionado por Eduardo Bolsonaro como um dos únicos com “acesso” à Casa Branca, indicando seu papel como um interlocutor chave nas relações com o governo dos EUA para a campanha de pressão. Publicou mensagens alinhadas à narrativa de Eduardo Bolsonaro no Twitter, criticando Tarcísio de Freitas por tentar negociar as tarifas.
Nota da redação: este texto foi escrito com auxílio de I.A. e revisão de um jornalista da equipe GGN.
Fábio de Oliveira Ribeiro
21 de agosto de 2025 8:11 amQuadrilha ou bando agindo como quadrilha ou bando.
O mais engraçado é o amadorismo desses caras.
Bolsonaro e seus “manos” usam aplicativos de comunicação com uma segurança absurda.
E deixam provas em vídeo e texto de tudo o que fazem ou planejam fazer.
Sensação de impunidade empoderada por smartphones, criminalidade real fartamente discutida num ambiente supostamente seguro e uma boa dose de ingenuidade.
Eles esqueceram as apreensões de smartphones que ocorreram durante a investigação do golpe fracassado, acreditam que tem ou podem ter um controle absoluto da narrativa, da PF e do Estado ou são simplesmente “homens mediocres” num contexto histórico importante que lhes é desfavorável?
Rui Ribeiro
21 de agosto de 2025 1:39 pmVamos ouvir as $antas Palavras do Pa$tor $ilas mala Cheia:
“Agora [risos], presidente, a boa. Dá parabéns ao FLÁVIO, pô! Falou certo, caralho. Na CNN… Na Globo News. ‘Eu não sou a favor da taxação, não. Mas tem que sentar para conversar sobre anistia’. Pô, tudo a carta do TRUMP é pra você! Toda arrombada que o TRUMP deu no mundo é sobre economia. Você…com o Brasil é sobre você, cara. A faca e o queijo tá na tua mão, ô caralho! E nós não podemos perder isso, pô! E vem o…vem teu filho babaca falar merda! Dando discurso nacionalista, que eu sei que você não é a favor disso. Dei-lhe um esporro, cara…mandei um áudio pra ele de arrombar. E disse para ele, a próxima que tu fizer eu gravo um vídeo e te arrebento! Falei pro EDUARDO. Vai pro meio de um caralho, pô. O cara parecendo contra você. Essa fogueira de merda de vaidade. Mas dá parabens ao, ao FLÁVIO, tá? Foi certinho. É isso aí. Vou dar parabéns a ele também. Vambora! A faca e o queijo tá contigo. Deus tá contigo, cumpade! Eles tão é ferrado! Vão ter que sentar no colinho. Tá? Essa que é a verdade. Um abraço!” – $ilas malafaia
A boca fala do que o coração está cheio. A boca do $ilas está cheia de caralho e de merda.
Rui Ribeiro
28 de outubro de 2025 8:44 am$ilas Malacheia e Micheque reagem ao encontro entre Bispo Samuel Ferreira, da Assembléia de Deus Madureira, e o Lula.
“Malafaia e Hayashi defendem que o afastamento dos evangélicos em relação a Lula decorre de uma incompatibilidade de valores. Para criticar o encontro, , resgatam trechos em que o presidente fala sobre temas sensíveis – como aborto e apoio a países comunistas que perseguem o cristianismo” – https://www1.folha.uol.com.br/colunas/juliano-spyer/2025/10/malafaia-e-michelle-acusaram-o-golpe-apos-visita-de-bispo-a-lula.shtml
Há compatibilidade de valores entre o cristianismo e as palavras de baixo calão do $ilas Malacheia, ô Caralho