21 de maio de 2026

O enigma Alckmin: por que não testá-lo sem Tarcísio em SP?, por Elias Tavares

Não seria exagero afirmar que Alckmin, como candidato, poderia reconfigurar a disputa estadual e turbinar a campanha de reeleição de Lula.
Foto de Marcelo Camargo - Agência Brasil

O enigma Alckmin: por que não testá-lo sem Tarcísio em São Paulo?

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por Elias Tavares

Quando olhamos a última pesquisa do Paraná Pesquisas sobre o governo de São Paulo, um dado me chama muito a atenção: Geraldo Alckmin. Depois de tantos anos sem ocupar o Palácio dos Bandeirantes, ele deixou o governo em 2018, o vice-presidente ainda aparece com expressivos 23% das intenções de voto. É um número impressionante, que mostra como a figura de Alckmin segue viva no imaginário paulista.

Agora, há algo curioso nesse levantamento que precisa ser dito: por que os institutos de pesquisa não colocam Geraldo Alckmin em cenários sem a presença de Tarcísio de Freitas? Esse é um detalhe que muda toda a leitura. Hoje, Tarcísio domina os cenários com folga, mas é também cada vez mais apontado como presidenciável para 2026. Ou seja, existe uma chance real de que ele nem esteja no jogo em São Paulo.

Se isso acontecer, a disputa se abre. E aí, é natural perguntar: o que aconteceria com um nome como Alckmin, testado sozinho contra outros candidatos? Estaríamos diante de uma possibilidade inédita de a centro-esquerda ainda que por um nome historicamente ligado ao centro-direita se consolidar em São Paulo. Não seria exagero afirmar que Geraldo Alckmin, como candidato, poderia não apenas reconfigurar a disputa estadual, mas também turbinar a campanha de reeleição do presidente Lula.

Minha crítica aqui é simples: pesquisas que não testam esse cenário deixam de oferecer clareza ao eleitor e ao próprio sistema político. Ignorar a possibilidade de Tarcísio sair para a disputa nacional é, no mínimo, reduzir o alcance da análise. Afinal, São Paulo pode, pela primeira vez em décadas, ver uma candidatura competitiva apoiada por um arranjo de forças que vai da esquerda à centro-direita. E nesse tabuleiro, Alckmin é uma peça que não pode ser subestimada.

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Elias Tavares

Elias Tavares é cientista político, com pós-graduação em marketing eleitoral e formação em gestão de partidos políticos. Atua na análise do sistema político brasileiro, com ênfase em comunicação eleitoral, estrutura partidária e estratégias de campanha. Tem se dedicado à produção de conteúdo analítico sobre os desafios institucionais do país, o funcionamento do Congresso Nacional e o comportamento do eleitorado. Sua abordagem une rigor técnico, linguagem acessível e compromisso com o debate público qualificado.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
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  1. DeSolla

    28 de agosto de 2025 10:56 am

    é simples, a mídia hegemônica quer Alckmin como seu candidato de direita cheirosinho à sucessão presidencial em 2026

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