6 de junho de 2026

Trump processa o New York Times por difamação e pede indenização bilionária

Série de reportagens e livro teriam sido publicados com “má intenção”, causando prejuízos econômicos e danos à reputação pessoal, empresarial e política de Trump
White House - Daniel Torok - Flickr

O presidente Donald Trump abriu um processo contra o The New York Times e quatro de seus repórteres, acusando o jornal de difamá-lo e de tentar prejudicar sua campanha à reeleição em 2024. A ação foi apresentada na segunda-feira (15) em um tribunal federal da Flórida e pede indenização mínima de US$ 15 bilhões.

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Segundo a denúncia, uma série de reportagens e o livro Lucky Loser: How Donald Trump Squandered His Father’s Fortune and Created the Illusion of Success (Perdedor de Sorte: Como Donald Trump Desperdiçou a Fortuna de Seu Pai e Criou a Ilusão do Sucesso, em tradução livre), escrito pelas jornalistas Susanne Craig e Russ Buettner, teriam sido publicados com “má intenção”, causando prejuízos econômicos e danos à reputação pessoal, empresarial e política de Trump. A Penguin Random House, editora responsável pela obra, também foi incluída como ré.

Os advogados do presidente alegam que as publicações foram estrategicamente lançadas no auge da campanha eleitoral para “infligir o máximo de dano” ao então candidato. Entre os trechos citados na ação estão entrevistas do ex-chefe de gabinete John F. Kelly, nas quais ele afirmou que Trump poderia governar como ditador e teria chamado soldados americanos mortos em combate de “otários” e “perdedores” — declarações negadas por Trump.

Defesa

O New York Times classificou o processo como infundado. “Não há mérito algum. Trata-se de uma tentativa de intimidar e silenciar a imprensa independente. Continuaremos a investigar os fatos e a defender o direito dos jornalistas de questionar em nome do povo americano”, afirmou um porta-voz.

O editor do jornal, A.G. Sulzberger, também criticou a ação, chamando-a de “frívola” e alertando para a “campanha anti-imprensa” liderada por Trump. A Penguin Random House, por sua vez, declarou que seguirá defendendo seus autores e a Primeira Emenda, que garante a liberdade de expressão.

Histórico

O processo contra o Times se soma a uma série de ações recentes movidas por Trump contra veículos de comunicação. Em julho, ele fechou um acordo de US$ 16 milhões com a Paramount, controladora da CBS, após contestar uma reportagem do programa 60 Minutes. No ano passado, a ABC News também encerrou um litígio, pagando US$ 15 milhões em indenização e mais US$ 1 milhão em honorários advocatícios.

Trump ainda processou o Wall Street Journal por uma matéria sobre supostas mensagens enviadas a Jeffrey Epstein em 2003 e já ameaçou o Times diversas vezes por publicações consideradas difamatórias. Em processos anteriores, porém, o presidente não obteve sucesso — como em 2021, quando perdeu uma ação relacionada à investigação sobre suas finanças e foi condenado a arcar com os custos jurídicos do jornal.

Na nova ação, Trump sustenta que os réus “odeiam o presidente de forma infundada” e o retratam falsamente como desonesto, buscando minar sua imagem pública. Ele afirma ainda que foi injustamente descrito como alguém que deve sua carreira televisiva a terceiros, quando, segundo ele, já era “uma megacelebridade e um enorme sucesso nos negócios” antes de estrelar O Aprendiz.

Em publicação nas redes sociais, Trump disse estar “orgulhoso” de responsabilizar o Times e seus jornalistas, lembrando os acordos que firmou em outros processos. O caso foi distribuído ao juiz federal Steven D. Merryday, nomeado pelo ex-presidente George H.W. Bush.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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  1. Fabio de Oliveira Ribeiro

    16 de setembro de 2025 6:07 pm

    Donald Trump é apenas um mafioso dando shakedowns para ficar mais rico. Ele usa o Judiciário como um soldado da mafia usa um porrete num beco de New York. E para piorar Trump está em posição de fazer isso com os próprios juízes. Claramente os EUA não é mais um estado de Direito, mas uma organização criminosa liderada por um criminoso (criminoso condenado) que usa métodos criminosos. O The New York Times tem minha simpatia, apesar de ter ajudado a criar essa realidade paralela em que o ilícito se torna lícito, a violência é usada como método jurídico e o policial numa esquina não é diferente do ladrão na outra.

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