10 de junho de 2026

Suprema Corte vai definir limites do poder de Trump

Decisões sobre temas como cobrança de tarifas e autonomia das agências reguladoras podem moldar democracia norte-americana
Foto: Gage Skidmore - Flickr

A Suprema Corte dos Estados Unidos passará por grande teste no mês de novembro por um grande teste: diversos julgamentos que questionam a extensão dos poderes do presidente do país, Donald Trump.

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Segundo o jornal britânico Financial Times, a principal disputa envolve o uso de poderes emergenciais para a imposição de tarifas sobre parceiros comerciais sem aprovação do Congresso.

Enquanto tribunais inferiores afirmaram que Trump excedeu sua autoridade, o governo norte-americano recorreu à instância máxima. Uma decisão que venha a favorecer Trump pode não só redefinir a relação entre os poderes Executivo e Legislativo, como também abrir espaço para um presidencialismo sem limites.

Outro caso envolve a autonomia das agências reguladoras. O presidente norte-americano tentou demitir comissários da Comissão Federal de Comércio (FTC) e do Federal Reserve, contrariando os precedentes que protegem cargos de exoneração arbitrária.

Para especialistas, a ideia de “agências independentes” pode deixar de existir no momento em que a Suprema Corte endossar tal movimentação – e a Corte tem a responsabilidade de atuar como barreira contra o avanço de tendências autoritárias.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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3 Comentários
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  1. Rui Ribeiro

    13 de setembro de 2025 2:40 am

    A economia dos EUA tá começando a arrefecer e a fim de desviar a atração da população e das empresas prejudicadas, o Trump cria problemas com a Venezuela e ameaça o Brasil.

    A economia ianque ainda não sentiu o impacto negativo do tarifaço toda a sua intensidade, pois as empresas ainda nao repassaram os custos das tarifas para seus produtos e serviços, pois ainda tem estoques derivados de importações turbinadas nos meses que antecedera. Ao tarifaço. Mas esses estoques estão se esgotando e os custos do tarifaco vão se refletir nos preços, com redução demanda, menos venda, mais demissões do que contratações ou desaceleração do mercado de trabalho, menos arrecadação.

    Se esse prognóstico se realizar, instalar-se-á a estagflação, que aliás já tá despertando, pois o mercado de trabalho está desacelerando e os preços, aumentando. Numa economia em que o mercado de trabalho desacelera, as pessoas gastam menos, por medo de perder o emprego. Em consequência, os preços deveriam cair, refletindo a redução da demanda. Nao é o que tá ocorrendo nos EUA.
    Se o Fed baixar a taxa de juros, a situação dos preços piora; se não baixar, o mercado de trabalho vai desacelerar ainda mais o mercado de trabalho.

  2. +almeida

    13 de setembro de 2025 5:16 pm

    Trump deve sucumbir de forma humilhante, muito em breve. Não há mais espaço para para o estrondoso silêncio temeroso dos países, ditos do primeiro mundo. Não mais é tempo de submissão, de vassalagem ou de se eternizar em uma dependência genérica e falsificada daquele que só olha para o seu umbigo, desprezando o sentido verdadeiro da união, da parceria e da Paz mundial. As instituições e autoridades norte-americanas do bem, da paz e do respeito aos países irmãos e plenamente soberanos devem reagir e usarem de suas prerrogativas da lei, da autoridade legal e do respeito incondicional criticar, julgar e punir qualquer dos seus governantes que ousarem por conta própria, por autoritarismo ou totalitarismo, criar de forma leviana perigosos e inadmissíveis focos de graves atritos com tradicionais países parceiros e irmãos. Da mesma forma também promover o mesmo tratamento aos demais países do planeta, que mal nenhum os fazem. Territórios, governos e decisões internas, em todos os sentidos, de outros povos independentes e que nenhuma satisfação tem a prestar por suas decisões internas, devem possuir o pleno direito de não reconhecer a soberba e falsa autoridade mundial, que autoridades desequilibradas de grandes nações tentam se fazer possuir em delírio pleno e altamente perigoso, para o bem estar da paz no planeta.

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