10 de junho de 2026

Diretor da ANM e delegado federal são presos em operação sobre corrupção na mineração

Operação “Rejeito” expõe esquema bilionário de fraudes em licenciamento ambiental, envolvendo servidores públicos e mais de 40 empresas
policia-federal
Foto: Agência Brasil

A Polícia Federal (PF) prendeu, na manhã desta quarta-feira (17), o diretor da Agência Nacional de Mineração (ANM), Caio Mário Seabra, acusado de integrar uma organização criminosa responsável por fraudar licenças ambientais em troca de propina. A ofensiva também alcançou o delegado federal Rodrigo de Melo Teixeira, que estava cedido à Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM) e é suspeito de ser sócio de uma empresa mineradora.

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As prisões fazem parte da Operação Rejeito, que cumpre 22 mandados de prisão preventiva e 79 de busca e apreensão em Belo Horizonte e em diversas cidades de Minas Gerais. A Justiça Federal ainda determinou o sequestro e o bloqueio de bens avaliados em R$ 1,5 bilhão.

A engrenagem do esquema

De acordo com a investigação, iniciada em 2020, o grupo criminoso montou uma rede de mais de 40 empresas, com destaque para a holding Minerar S/A, usada para dar aparência de legalidade a operações ilícitas.

A fraude envolvia servidores de diferentes órgãos, como a ANM, IPHAN, Fundação Estadual do Meio Ambiente (FEAM) e Secretaria de Estado do Meio Ambiente, que, mediante pagamentos milionários, facilitavam processos de licenciamento.

Segundo a PF, os empresários obtinham autorizações para explorar áreas tombadas e próximas a unidades de conservação, expondo o patrimônio ambiental a riscos graves de desastres. Para manter a engrenagem funcionando, foram desembolsados mais de R$ 3 milhões em propinas, incluindo mesadas mensais a agentes públicos.

Quem são os principais investigados

Entre os nomes centrais do esquema estão Alan Cavalcante do Nascimento, apontado como chefe do grupo criminoso; Helder Adriano de Freitas e João Alberto Paixão Lages, sócios de Alan em uma empresa intitulada Gutesiht e suspeitos de articular junto a servidores e manipular processos de licenciamento.

Além disso, servidores foram afastados de cargos estratégicos, como Fernando Baliani da Silva (FEAM), Breno Esteves Lasmar (IEF) e Fernando Benício de Oliveira Paula (Copam), todos suspeitos de atuar para favorecer os interesses da organização criminosa.

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Ana Gabriela Sales

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
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  1. marcio

    17 de setembro de 2025 11:38 am

    A Corrupção está entranhada no Estado Brasileiro…..

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