5 de junho de 2026

21 de setembro, dia inesquecível, por Petronio Portella Filho

Li há alguns dias no New York Times que ultimamente a bandeira americana só se faz presente no exterior em manifestações antidemocráticas.
Manifestação contra PEC da Blindagem - foto de Paulo Pinto - Agência Brasil

21 de setembro, dia inesquecível, por Petronio Portella Filho

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Nunca despertei tão animado e tão otimista numa manhã de segunda-feira. O domingo nos presenteou com enormes manifestação democráticas, radicalmente diferentes das de chapa branca do 7 de setembro. 

Sem financiamento dos ogros da agro, nem do PCC, nem da Faria Lima, nem das demais organizações de agiotas, sonegadores ou criminosos.

Sem pastores fakes que enriqueceram roubando dinheiro de pobre e pregando preconceito e ódio, o exato oposto dos ensinamentos de Cristo.

Sem moralistas fakes, que defendem ou ignoram os crimes dos poderosos, ao mesmo tempo em que caluniam e condenam por convicção os que lutam pela Democracia e justiça social.

Sem patriotas fakes levando a bandeira dos EUA e de Israel. Aliás, notei que a bandeira americana esteve ausente de todas as manifestações democráticas de hoje pelo Brasil afora. Não é um fenômeno brasileiro. É um fenômeno internacional.

Li há alguns dias no New York Times que ultimamente a bandeira americana só se faz presente no exterior em manifestações antidemocráticas. Isso reflete, segundo o jornal, a “mudança internacional na percepção do papel dos EUA”.

A mudança é mérito de vários presidentes, principalmente de Donald Trump. Ele está fazendo o trabalho que eu esperava dele. Ele praticamente destruiu a OTAN e conseguiu unir seus três mais formidáveis adversários, Rússia, China e Índia. Trump está destruindo a economia e as instituições democráticas, dinamitando a Educação e a Ciência, envenenando o país com desinformação. Ele está expulsando cérebros estrangeiros das fábricas e das universidades.

O ponto alto do domingo foi a manifestação de Copacabana liderada por octogenários batutas. Até então eu temia que, quando chegasse aos oitenta, nada poderia fazer exceto ficar em casa descansando.

Enfim, foi o meu presente de aniversário, com um dia de atraso. Mais do que isso, foi um presente para o Brasil inteiro.

Petronio Portella Filho é economista formado na UnB, com mestrado na Universidade de Minnesota e doutorado na Unicamp. Consultor concursado do Senado Federal, é autor dos livros A Moratória Soberana, Os Sapatos do Espantalho e Mentiras que Contam Sobre a Economia Brasileira.

O texto não representa necessariamente a opinião do Jornal GGN. Concorda ou tem ponto de vista diferente? Mande seu artigo para [email protected]. O artigo será publicado se atender aos critérios do Jornal GGN.

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