1 de julho de 2026

Relator no Senado rejeita PEC da Blindagem: “Abrigo para criminosos”

Senador Alessandro Vieira (MDB-SE) afirma que medida mina a legitimidade do Congresso; proposta já foi aprovada pela Câmara
Crédito: Waldemir Barreto/ Agência Senado

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da PEC da Blindagem na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, apresentou parecer contrário à proposta. No documento, o parlamentar afirma que a medida representa um “golpe fatal” na credibilidade do Congresso e abriria espaço para transformar o Legislativo em um “refúgio para criminosos”.

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A proposta, aprovada anteriormente pela Câmara, amplia as proteções judiciais aos parlamentares, prevendo, por exemplo, votação secreta para autorizar prisões determinadas pela Justiça. A expectativa no Senado é que o texto seja rejeitado tanto na CCJ quanto no plenário.

Para Vieira, a PEC não cumpre o papel de resguardar a atividade parlamentar, mas sim de blindar interesses particulares. “A PEC que formalmente aponta ser um instrumento de defesa do Parlamento é na verdade um golpe fatal na sua legitimidade, posto que configura portas abertas para a transformação do Legislativo em abrigo seguro para criminosos de todos os tipos.”

O senador também classificou a proposta como fruto de “desvio de finalidade”, alegando que o verdadeiro objetivo seria dificultar ou atrasar investigações criminais contra determinadas figuras públicas.

“Trata-se do chamado desvio de finalidade, patente no presente caso, uma vez que o real objetivo da proposta não é o interesse público – e tampouco a proteção do exercício da atividade parlamentar –, mas sim os anseios escusos de figuras públicas que pretendem impedir ou, ao menos, retardar, investigações criminais que possam vir a prejudicá-los”, continuou o parlamentar.

Retrocesso institucional

Em seu relatório, Vieira critica ainda o que considera um retorno a práticas já superadas. “Retornar à imunidade processual existente anteriormente à Emenda Constitucional nº 35, de 2001, representa, assim, permitir a impunidade de Deputados, Senadores, presidentes de partidos e, por simetria, Deputados Estaduais e Distritais, o que, certamente, se choca com o interesse público.”

Segundo ele, é preciso distinguir prerrogativas parlamentares legítimas de mecanismos de proteção a quem comete crimes.

O parecer conclui pela inconstitucionalidade e pela rejeição da PEC. Vieira destacou que a sociedade não aceita retrocessos na luta contra a impunidade. “A sociedade brasileira grita em sentido diametralmente oposto, ou seja, ela almeja o fim da impunidade, como as amplas manifestações públicas sinalizaram no último domingo.”

Com a posição do relator, a PEC da Blindagem enfrenta maiores obstáculos para avançar no Senado.

*Com informações do g1.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
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  1. Rui Ribeiro

    24 de setembro de 2025 7:57 am

    O $enado terá tomado essa posição por convicção ou por pressão dos Progressistas?

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