
O alto escalão do governo Lula comemorou, ao longo do dia, a aprovação do projeto de lei 1087/25, que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda para salários de até R$ 5 mil a partir de 2026. O texto recebeu o aval da Câmara dos Deputados e segue para o Senado antes de ser sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“A aprovação da isenção do imposto de renda, por unanimidade na Câmara dos Deputados, corrige uma grande injustiça com trabalhadoras e trabalhadores brasileiros. Entre 2016 e 2022, a faixa de isenção não teve nenhum reajuste. Ano a ano, milhões de brasileiros passaram a pagar cada vez mais imposto de renda sem ter ganho real em seu salário, pois o salário mínimo também ficou congelado”, afirmou o presidente nas redes sociais.
Lula lembrou ainda que a aprovação foi uma injustiça combatida desde o primeiro ano de governo, tendo em vista que a faixa de isenção foi ampliada de R$ 1.903,98 para R$ 2.640 em 2023, para 2.824 em 2024 e R$ 3.036 em 2025.
O presidente afirmou que foi “uma vitória em favor da justiça tributária e do combate à desigualdade no Brasil”, vitória compartilhada entre o Planalto, Câmara e movimentos sociais.
Tais esclarecimentos foram necessários tendo em vista que a votação ontem foi tomada por discursos de deputados do Centrão e da oposição apresentaram três objetivos: limpar a imagem após a má repercussão da aprovação da PEC da Blindagem, gravar discursos para as redes sociais para surfar a onda da popularidade do PL e tentar emplacar o discurso de que “o projeto neutro” era pauta na casa há anos.
O próprio presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), deu o discurso mais contundente em relação à tentativa de fortalecer a imagem da Casa.
“Estamos demonstrando com esta votação que o Parlamento está ao lado do Brasil”, afirmou. “Que essa aprovação seja lembrada como uma conquista coletiva, como um gesto concreto de que a Câmara dos Deputados sabe ouvir, sabe decidir e sabe estar ao lado do Brasil.”
Antes de anunciar o resultado da votação, Motta elencou uma série de medidas para fortalecer institucionalmente a Câmara dos Deputados.
Para a deputada Soraya Santos (PL-RJ), o projeto era defendido pelos parlamentares desde 2017, o que mostra que a Câmara é atuante, mas que o projeto não entrou na pauta. Já para o deputado Rodrigo de Castro (União-MG), o projeto alterado na Casa está muito melhor do que foi apresentado pelo governo Lula, tornando-se “um projeto neutro”.
Fazenda
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, classificou como “histórica” a aprovação. Na chegada ao ministério, nesta quinta-feira (2), Haddad disse estar confiante em uma agenda positiva conjunta com o Congresso. “O placar me deu esperança de que temos muito o que construir juntos”, afirmou. “Foi um golaço.”
Segundo Haddad, a medida vai beneficiar 15 milhões de contribuintes — sendo 10 milhões isentos do imposto e outros 5 milhões pagando menos. Ele destacou que apenas 141 mil pessoas (0,13% do total) passarão a recolher o chamado “imposto de renda mínimo”, hoje com alíquota média de 2,5%.
“É justiça tributária com neutralidade fiscal, ancorada no equilíbrio fiscal e que beneficiará 15 milhões de pessoas. Dez milhões deixarão de pagar imposto de renda; e cinco milhões pagarão menos”, afirmou o ministro.
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Fábio de Oliveira Ribeiro
2 de outubro de 2025 6:48 pmLula deveria aproveitar o sucesso do PL da isenção de IR para quem ganha 5 mil reais para internacionalizar essa luta. Uma convenção internacional banindo a tributação dos salários, proventos, aposentadorias, etc… até 2 mil dólares seria bem vinda e beneficiária muito mais gente pobre em diversos países. E melhoraria a situação de quem ganha mais de 5 mil no Brasil também. Diga isso a ele, Nassif.
Isso teria uma vantagem: enlouqueceria os nóias da Folha de S.Paulo e deixaria a direita brasileira numa situação embaraçosa.