10 de junho de 2026

Planalto comemora a aprovação da isenção de IR para quem ganha até R$ 5 mil

O presidente afirmou que foi "uma vitória em favor da justiça tributária e do combate à desigualdade no Brasil"; para Haddad, "foi um golaço"
Crédito: Ricardo Stuckert/ PR

O alto escalão do governo Lula comemorou, ao longo do dia, a aprovação do projeto de lei 1087/25, que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda para salários de até R$ 5 mil a partir de 2026. O texto recebeu o aval da Câmara dos Deputados e segue para o Senado antes de ser sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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“A aprovação da isenção do imposto de renda, por unanimidade na Câmara dos Deputados, corrige uma grande injustiça com trabalhadoras e trabalhadores brasileiros. Entre 2016 e 2022, a faixa de isenção não teve nenhum reajuste. Ano a ano, milhões de brasileiros passaram a pagar cada vez mais imposto de renda sem ter ganho real em seu salário, pois o salário mínimo também ficou congelado”, afirmou o presidente nas redes sociais.

Lula lembrou ainda que a aprovação foi uma injustiça combatida desde o primeiro ano de governo, tendo em vista que a faixa de isenção foi ampliada de R$ 1.903,98 para R$ 2.640 em 2023, para 2.824 em 2024 e R$ 3.036 em 2025.

O presidente afirmou que foi “uma vitória em favor da justiça tributária e do combate à desigualdade no Brasil”, vitória compartilhada entre o Planalto, Câmara e movimentos sociais.

Tais esclarecimentos foram necessários tendo em vista que a votação ontem foi tomada por discursos de deputados do Centrão e da oposição apresentaram três objetivos: limpar a imagem após a má repercussão da aprovação da PEC da Blindagem, gravar discursos para as redes sociais para surfar a onda da popularidade do PL e tentar emplacar o discurso de que “o projeto neutro” era pauta na casa há anos.

O próprio presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), deu o discurso mais contundente em relação à tentativa de fortalecer a imagem da Casa.

“Estamos demonstrando com esta votação que o Parlamento está ao lado do Brasil”, afirmou. “Que essa aprovação seja lembrada como uma conquista coletiva, como um gesto concreto de que a Câmara dos Deputados sabe ouvir, sabe decidir e sabe estar ao lado do Brasil.”

Antes de anunciar o resultado da votação, Motta elencou uma série de medidas para fortalecer institucionalmente a Câmara dos Deputados.

Para a deputada Soraya Santos (PL-RJ), o projeto era defendido pelos parlamentares desde 2017, o que mostra que a Câmara é atuante, mas que o projeto não entrou na pauta. Já para o deputado Rodrigo de Castro (União-MG), o projeto alterado na Casa está muito melhor do que foi apresentado pelo governo Lula, tornando-se “um projeto neutro”.

Fazenda

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, classificou como “histórica” a aprovação. Na chegada ao ministério, nesta quinta-feira (2), Haddad disse estar confiante em uma agenda positiva conjunta com o Congresso. “O placar me deu esperança de que temos muito o que construir juntos”, afirmou. “Foi um golaço.”

Segundo Haddad, a medida vai beneficiar 15 milhões de contribuintes — sendo 10 milhões isentos do imposto e outros 5 milhões pagando menos. Ele destacou que apenas 141 mil pessoas (0,13% do total) passarão a recolher o chamado “imposto de renda mínimo”, hoje com alíquota média de 2,5%.

“É justiça tributária com neutralidade fiscal, ancorada no equilíbrio fiscal e que beneficiará 15 milhões de pessoas. Dez milhões deixarão de pagar imposto de renda; e cinco milhões pagarão menos”, afirmou o ministro.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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  1. Fábio de Oliveira Ribeiro

    2 de outubro de 2025 6:48 pm

    Lula deveria aproveitar o sucesso do PL da isenção de IR para quem ganha 5 mil reais para internacionalizar essa luta. Uma convenção internacional banindo a tributação dos salários, proventos, aposentadorias, etc… até 2 mil dólares seria bem vinda e beneficiária muito mais gente pobre em diversos países. E melhoraria a situação de quem ganha mais de 5 mil no Brasil também. Diga isso a ele, Nassif.
    Isso teria uma vantagem: enlouqueceria os nóias da Folha de S.Paulo e deixaria a direita brasileira numa situação embaraçosa.

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