Cerca de 35,3% da população ocupada no Brasil – o equivalente a 31,3 milhões de pessoas – ganhava até um salário mínimo (R$ 1.212) em 2022, segundo dados do Censo Demográfico divulgados nesta quinta-feira (9) pelo IBGE. Apenas 7,6% dos trabalhadores tinham rendimento acima de cinco salários mínimos (R$ 6.060).
O instituto destacou que os números refletem fortes desigualdades regionais e raciais. Entre os que recebiam até um salário mínimo, 52,4% eram pardos e 32,8% brancos. Pretos representavam 13,9% do grupo.
Em média, o rendimento do trabalho no país foi de R$ 2.851. As maiores rendas foram registradas no Centro-Oeste (R$ 3.292), seguido por Sul (R$ 3.190) e Sudeste (R$ 3.154). Já Norte (R$ 2.238) e Nordeste (R$ 2.015) ficaram abaixo da média nacional.
Entre os municípios, Nova Lima (MG) teve a maior renda do país, com R$ 6.929, seguido por São Caetano do Sul (SP) e Santana de Parnaíba (SP). Na outra ponta, Cachoeira Grande (MA) registrou a menor média, R$ 759.
Especialistas ouvidos pelo IBGE apontam que a alta informalidade é um dos principais fatores que mantêm grande parte da população com rendimentos baixos. Segundo o pesquisador Marcos Hecksher (Ipea), o problema é “persistente e estrutural”.
A renda domiciliar per capita média no Brasil foi de R$ 1.638 em 2022. O Sul (R$ 2.058), o Centro-Oeste (R$ 1.953) e o Sudeste (R$ 1.910) ficaram acima da média, enquanto Norte e Nordeste tiveram os menores valores.
As diferenças também aparecem por cor e raça: indígenas tiveram o menor rendimento domiciliar per capita (R$ 669), enquanto amarelos registraram o maior (R$ 3.520). Entre brancos, o valor foi de R$ 2.207, quase o dobro do recebido por pretos (R$ 1.198) e pardos (R$ 1.190).
LEIA TAMBÉM:
Rui Ribeiro
10 de outubro de 2025 7:54 amAgora imagina quando o STF implantar a pejotização. Metade dos pobres vai morrer de fome e de doenças facilmente curáveis. Vai morrer por não se alimentar bem e por não poder comprar os medicamentos mais baratos possíveis.