10 de junho de 2026

Fux decide revisar voto e atrasa prisão de Bolsonaro

O processo agora ficará paralisado até que Fux devolva o documento, no prazo de 60 dias; prisão de Bolsonaro pode ocorrer apenas em 2026, ano eleitoral
Foto de Fábio Rodrigues-Pozzebom - Agência Brasil

O ministro Luiz Lux, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu à Secretaria Judiciária do Supremo para revisar gramaticalmente o voto no julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e outros quatro crimes em setembro.

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Ao revisar as 492 páginas do voto, em que livra Bolsonaro e os demais aliados do Núcleo 1, exceto o ex-ajudante de ordens Mauro Cid, Fux adia a publicação do acórdão e, consequentemente, a decretação da prisão do ex-presidente – prevista para novembro.

O processo agora ficará paralisado até que Fux devolva o documento. Para tanto, ele tem o prazo de 60 dias, fazendo com que a prisão de Bolsonaro ocorra apenas em 2026, ano eleitoral.

Isso se o ex-presidente, sentenciado a cumprimento de pena inicial em regime fechado, não conseguir emplacar algum recurso que o permita cumprir a pena em regime domiciliar, tendo em vista as sucessivas crises de saúde (tosse, lesões na pele, pressão, entre outras), que o ajudam a criar uma imagem púbica de pessoa fragilizada.

A decisão de Fux dá ainda fôlego aos bolsonaristas no Congresso, que esperam colocar em pauta projetos como o da anistia e o PL da Dosimetria, a fim de reduzir a pena dos condenados pelos atos golpistas do 8 de janeiro.

Para aliados de Bolsonaro, o momento é ainda uma forma de tentar manter a influência do ex-presidente entre deputados e senadores, especialmente em um momento em que a oposição, além de deixar a base do governo Lula, dificulta a aprovação de projetos centrais para o desenvolvimento do país, a exemplo da taxação das bets e dos super-ricos.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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4 Comentários
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  1. Carlos

    21 de outubro de 2025 2:23 pm

    Fazer o quê?

  2. Carlos

    21 de outubro de 2025 2:25 pm

    Mas 60 dias cai antes do Natal. Sem contar que revisão gramatical não deve intervir na prisão do meliante.

  3. Edivaldo Dias de Oliveira

    21 de outubro de 2025 2:42 pm

    “Isso se o ex-presidente, sentenciado a cumprimento de pena inicial em regime fechado, não conseguir emplacar algum recurso que o permita cumprir a pena em regime domiciliar, tendo em vista as sucessivas crises de saúde (tosse, lesões na pele, pressão, entre outras), que o ajudam a criar uma imagem púbica de pessoa fragilizada.”

    Ajudando Bozo
    Edivaldo Dias de Oliveira 191025

    Ainda refletindo por esses dias sobre a prisão do golpista, o que se atribui a Zé Dirceu sobre a saúde do mesmo, o clamor dos advogados de defesa em favor da domiciliar depois do trânsito em julgado. – Pois bem, me ocorreu pesquisar sobre a existência de prisões hospitalares. – Eles existem para apenados portadores de comorbidades, problemas mentais etc. – A qualidade, claro, está longe de um Sírio ou DFStar, mas creio que seria possível adaptar um leito para receber esse condenado pelos próximos 27 anos, já que vive pedindo autorização para passar no médico. Tenho quase certeza que em menos de 1 ano ele reivindicará seu lugar especial na Papuda. – Parece que Brasília tem um equipamento desses, alem do Hospital de Base, que atende prisioneiros. O Xandão já deveria buscar informações sobre a recepção a esse paciente nesses estabelecimentos, até para dissuadir seus advogados. – Sou tão bonzinho, espero ter ajudado.

  4. Victor Lima

    21 de outubro de 2025 9:47 pm

    O Sarcozy já foi para a Bastilha hoje, simples assim. Sigamos o exemplo dos franceses!

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