10 de junho de 2026

Megaoperação no Alemão e na Penha contra o CV deixa 60 mortos e 81 presos

A ação faz parte da Operação Contenção, iniciativa permanente do governo estadual voltada ao combate à expansão do CV em comunidades do Rio
Crédito: Reprodução/ Instagram PMRJ

Uma megaoperação contra o Comando Vermelho (CV) nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro, deixou 60 mortos, entre eles quatro policiais, e 81 presos nesta terça-feira (28). Segundo o Palácio Guanabara, esta é a ação policial mais letal da história do estado.

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No início da tarde, traficantes organizaram represálias em diferentes pontos da cidade. Barricadas com carros incendiados e entulho foram erguidas na Linha Amarela, na Grajaú-Jacarepaguá, na Rua Dias da Cruz (Méier) e em várias outras vias, provocando o caos no trânsito do Grande Rio.

Diante da situação, o Centro de Operações e Resiliência (COR) elevou o estágio operacional da cidade para o nível 2, em uma escala de 5. A Polícia Militar determinou que todo o efetivo fosse às ruas e suspendeu atividades administrativas.

Entenda o caso

A ação faz parte da Operação Contenção, iniciativa permanente do governo estadual voltada ao combate à expansão do CV em comunidades do Rio.

Mais de 2.500 agentes das forças de segurança foram mobilizados para cumprir 100 mandados de prisão. Logo no início da manhã, equipes foram recebidas a tiros e encontraram barricadas em chamas. Um vídeo divulgado mostra cerca de 200 disparos em apenas um minuto, em meio a colunas de fumaça.

De acordo com a Polícia Civil, criminosos chegaram a lançar explosivos por drones e fugiram em massa pela parte alta das comunidades, em cena que lembrou a ocupação do Alemão em 2010.

Policiais mortos

Quatro agentes morreram durante a operação:

  • Marcus Vinícius Cardoso de Carvalho, 51 anos, conhecido como Máskara, chefe de investigação da 53ª DP (Mesquita);
  • Rodrigo Velloso Cabral, 34 anos, da 39ª DP (Pavuna);
  • Cleiton Serafim Gonçalves, policial do Bope;
  • Herbert, policial do Bope.

Balanço parcial

  • 56 suspeitos morreram em confronto — dois eram da Bahia e um do Espírito Santo;
  • 4 policiais foram mortos (2 civis e 2 militares);
  • 3 civis ficaram feridos, incluindo um homem em situação de rua baleado nas costas e uma mulher atingida em uma academia;
  • 81 pessoas foram presas;
  • 75 fuzis, 2 pistolas e 9 motos foram apreendidos.

Por conta dos confrontos, escolas e unidades de saúde das regiões afetadas permaneceram fechadas.

CV

Entre os detidos está Thiago do Nascimento Mendes, o Belão do Quitungo, apontado como um dos chefes do CV na região. Também foi preso Nicolas Fernandes Soares, considerado operador financeiro de Edgar Alves de Andrade, o Doca ou Urso, um dos líderes da facção.

O secretário de Segurança Pública, Victor Santos, afirmou que a operação foi planejada com antecedência e executada sem apoio do governo federal.

“Toda a logística é do próprio estado. São cerca de 9 milhões de metros quadrados de desordem no Rio de Janeiro”, disse.

Santos destacou que aproximadamente 280 mil pessoas vivem nas áreas afetadas.

“Lamentamos profundamente as vítimas e os feridos, mas esta é uma ação necessária, planejada com base em inteligência, e que vai continuar”, afirmou o secretário.

*Com informações do g1.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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