O governo brasileiro reagiu negativamente às declarações do chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, que criticou sua estadia em Belém durante a COP30.
Segundo fontes ouvidas em Belém e Brasília, integrantes do governo classificaram as falas como “grosseria” e “inacreditáveis”, especialmente após Merz afirmar que os alemães teriam ficado “contentes ao deixar a cidade amazônica e retornar à Alemanha”.
A orientação oficial, por ora, é manter o silêncio público para não prejudicar as negociações climáticas e evitar a ampliação de críticas feitas por delegações internacionais à organização do evento.
Na semana anterior, a ONU enviou carta ao governo brasileiro cobrando melhorias na estrutura da conferência.
As declarações do chanceler ocorreram em meio a um ambiente já tensionado na política alemã, onde Merz enfrenta crescente pressão por falas relacionadas à imigração.
Em outubro, o chanceler foi criticado por membros de seu próprio partido, a União Democrata Cristã (CDU), após associar “paisagens urbanas” alemãs à criminalidade em função de mudanças demográficas.
O comentário foi interpretado como um aceno à retórica anti-imigração da ultradireita, especialmente da AfD, que vem crescendo nas pesquisas.
Políticos conservadores e oposicionistas acusaram Merz de fomentar divisão social e recorrer a clichês usados pela extrema-direita.
A situação se agravou quando o chanceler, questionado sobre suas declarações, respondeu a um repórter que ele deveria “perguntar às suas filhas”, o que gerou reação imediata de líderes dos Verdes e dos sociais-democratas.
Diante da repercussão negativa, Merz tentou ajustar o tom em declarações posteriores. Durante a Conferência dos Balcãs Ocidentais, em Londres, afirmou que a Alemanha e a União Europeia “continuarão precisando de imigração” e destacou que trabalhadores com histórico migratório são indispensáveis para o mercado de trabalho europeu, independentemente da origem ou cor da pele.
O chanceler também defendeu que muitos desses imigrantes já são cidadãos plenamente integrados.
*Com informações da CNN.
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Rui Ribeiro
18 de novembro de 2025 9:18 amEles querem os frutos da Amazônia mas não querem saber da Amazônia.
Se a Terra perdesse metade da sua massa, o que ocorreria? Sua velocidade aumentaria? Sua órbita se alteraria?
twa
18 de novembro de 2025 12:57 pmInfelizmente o povo de Belém convive com esgoto a céu aberto nas ruas e urubus (normais nessa região). É terrível ! Poder público nunca fez esgoto e a população aceita bovinamente. O Alemão disse a verdade verdadeira e nós em vez de aceitar a realidade e mudá-la sente que foi humilhada e esperneia contra a realidade.
PS: Conheço o Pará !
Paulo Dantas
20 de novembro de 2025 11:32 amA falta que um VTNC faz …
Mas vão dar 1bi para a Marina.