21 de maio de 2026

PL Antifacção chega ao Senado com promessa de manter verba da PF

Projeto prevê penas mais altas, apreensão antecipada de bens e novos critérios para crimes ligados ao domínio territorial
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

O Senado Federal deve começar nos próximos dias a análise do Projeto de Lei (PL) 5.582/2025, apelidado de “Marco Legal do Combate ao Crime Organizado”, aprovado pela Câmara dos Deputados.

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Relator no Senado, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) afirmou que seu relatório não vai reduzir os recursos da Polícia Federal (PF), mesmo com críticas à redistribuição dos valores apreendidos do crime organizado.

Ele considera o texto da Câmara “adequado quanto ao mérito”, mas pretende ajustar alguns pontos formais e constitucionais.

A proposta, de iniciativa do governo, endurece penas: estabelece reclusão de 20 a 40 anos para membros de facção, podendo chegar a 66 anos para líderes. Também proíbe benefícios como graça, indulto ou liberdade condicional para integrantes dessas organizações.

Entre as medidas previstas, está a apreensão antecipada de bens dos investigados, ainda antes de decisão judicial final. O projeto define “domínio social estruturado” como crime hediondo, quando há controle violento de territórios, intimidação de autoridades ou ataques a infraestrutura pública.

O relator promete uma audiência pública para debater o texto. Depois, ele será submetido à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e, posteriormente, ao plenário.

Se forem feitas alterações, o PL retorna à Câmara para nova votação.

(Com Agência Senado e Agência Brasil).

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Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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1 Comentário
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  1. Fábio de Oliveira Ribeiro

    20 de novembro de 2025 7:38 am

    A extrema direita brasileira acredita que a licitude ou ilicitude de algo depende fundamentalmente da quantidade de dinheiro envolvido. Ela advoga o abuso de violência policial e até letal contra os peixinhos miúdos do tráfico de drogas que ganham uns trocados para proteger as bocas-de-fumo. Mas defende com unhas e dentes os negócios lucrativos como de costume dos operadores financeiros das fortunas amealhadas com o refino e distribuição de cocaína em larga escala, como se a lavagem de dinheiro não fosse crime, como se a origem criminosa de bilhões de reais que circulam na Faria Lima pudesse ser ignorada pela PF. Derrite apenas e tão somente vocalizou essa crença e a transformou em Projeto de Lei. A imprensa aplaude o secretário de insegurança paulista, defensor da bandidagem do colarinho sujo, porque no fundo os jornalistas compartilham da crença dele: não existe fortuna suja, apenas fortuna não legalizada. O PL do Braço Financeiro do PCC vai legalizar as fortunas do crime organizado e as comissões dos agentes financeiros da quadrilha. E todos serão felizes para sempre, porque o negócio do refino e distribuição em larga escala de cocaína não será interrompido. Os peixinhos do tráfico continuarão a ser presos e executados pela PM, mas eles são facilmente substituíveis porque existe uma quantidade imensa de miseráveis. Mas a bandidagem não tem muitos banqueiros confiáveis e seria um prejuízo muito grande a PF começar a enjaula-los como se eles fossem criminosos. É claro que eles são criminosos, mas não segundo a ideologia do senhor Derrite e dos jornalistas que o aplaudem.

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