21 de maio de 2026

Primeira Turma do STF forma maioria para manter prisão preventiva de Bolsonaro

Ministros Moraes, Dino e Zanin votam para ratificar preventiva após ex-presidente confessar ter violado tornozeleira eletrônica
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

▸ STF julga manutenção da prisão preventiva de Bolsonaro, com placar inicial favorável.

▸ Detido em Brasília desde sábado (22), Bolsonaro confessa violação da tornozeleira eletrônica, alegando “surto” por interação de medicamentos psiquiátricos.

▸ Prisão preventiva é baseada em riscos de fuga e obstrução da Justiça. Vídeo mostra tentativa de violação. Defesa alega estado confuso.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou nesta segunda-feira (24) o julgamento sobre a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A análise ocorre no plenário virtual da Corte, onde os ministros depositam seus votos no sistema eletrônico, com previsão de término às 20h. O placar parcial indica maioria pela manutenção da detenção, com votos favoráveis do relator, ministro Alexandre de Moraes, e dos ministros Flávio Dino e Cristiano Zanin, presidente do colegiado.

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Bolsonaro está detido na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília, desde sábado (22), quando Moraes converteu sua prisão domiciliar em preventiva, citando risco de fuga e tentativa de obstrução da Justiça. A ministra Cármen Lúcia ainda deve apresentar seu voto.

Confissão sob justificativa de “surto”

Em seu voto, Moraes considerou como agravantes os novos fatos apurados durante a audiência de custódia de Bolsonaro realizada no domingo (23). O ministro destacou que Bolsonaro “novamente confessou que ‘inutilizou a tornozeleira eletrônica com cometimento de falta grave, ostensivo descumprimento da medida cautelar e patente desrespeito à Justiça’“.

Durante a audiência, o ex-presidente tentou justificar a violação do equipamento. Ele alegou ter tido um “surto” ou “certa paranoia” causado pela interação de medicamentos psiquiátricos, como pregabalina e sertralina, usados para tratar ansiedade e depressão.

Bolsonaro relatou à juíza auxiliar que resolveu “mexer na tornozeleira” com um ferro de soldar por volta da meia-noite de sexta-feira, mas depois “caiu na razão” e se comunicou com os agentes. O ex-presidente negou qualquer intenção de fuga.

Riscos de fuga e obstrução

A decretação da prisão preventiva por Moraes baseou-se em dois pontos centrais, após a PF apontar novos fatos que indicavam risco iminente. O primeiro foi a tentativa de violação da tornozeleira eletrônica na madrugada de sexta para sábado, o que forçou a troca do equipamento.

Um vídeo da Secretaria de Administração Penitenciária do DF mostra Bolsonaro confessando ter usado uma solda no equipamento por “curiosidade”, embora sua defesa alegue que o vídeo revela um estado de fala arrastada e confusa justificado pela suposta mistura de medicamentos.

O segundo ponto considerado foi a tentativa de obstrução da fiscalização da prisão domiciliar por meio da convocação pública de uma vigília de apoiadores nas proximidades de sua residência. A prisão preventiva é vista como uma medida crucial, especialmente diante da iminência do início do cumprimento da pena de 27 anos e três meses de detenção pela chamada trama golpista, na qual Bolsonaro foi condenado como líder de organização criminosa.

Apesar da condenação, a execução da pena ainda depende do esgotamento dos recursos, com prazo para a defesa apresentar novos embargos de declaração se encerrando nesta segunda-feira (24). Caso a Turma do STF confirme a prisão, Bolsonaro pode permanecer detido por tempo indeterminado, sujeito à reavaliação legal a cada 90 dias, enquanto o pedido da defesa por prisão domiciliar humanitária, devido a problemas de saúde, aguarda análise de Moraes.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
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  1. Fábio de Oliveira Ribeiro

    24 de novembro de 2025 9:14 am

    Faz sentido. O Estado não pode conceder ao réu condenado o privilégio de fugir. A desculpa que seu Jair ofereceu para danificar a tornezeleira eletrônica é esfarrapada. Da PF ele deve ser encaminhado direto para o presídio, onde cumprirá pena em regime fechado. Acabou, porra!

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