21 de maio de 2026

Audiência de custódia: Bolsonaro diz que alucinou e tentou abrir tornozeleira por “paranoia”

Bolsonaro negou intenção de fuga e disse que não houve rompimento da cinta do equipamento
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) segue preso preventivamente na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Em audiência de custódia realizada neste domingo (23) por videoconferência, Bolsonaro afirmou que tentou abrir sua tornozeleira eletrônica com um ferro de solda por causa de um episódio de “paranoia”, resultado, segundo ele, da combinação de medicamentos prescritos por médicos distintos, que teria causado alucinações.

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“O depoente afirmou que estava com ‘alucinação’ de que havia alguma escuta na tornozeleira, tentando então abrir a tampa”, registra a ata da audiência conduzida pela juíza auxiliar Luciana Yuki Fugishita Sorrentino, do gabinete do ministro Alexandre de Moraes. Bolsonaro negou intenção de fuga e disse que não houve rompimento da cinta do equipamento.

Bolsonaro afirmou que a ação ocorreu por volta de meia-noite e que interrompeu os movimentos ao “cair na razão”, comunicando imediatamente os agentes de sua custódia. Ele estava acompanhado de sua filha, do irmão mais velho e de um assessor, que dormiam e não perceberam a tentativa de manipulação da tornozeleira.

Sobre a vigília convocada por seu filho Flávio Bolsonaro, o ex-presidente explicou que ficava a cerca de 700 metros de sua residência, sem risco de tumulto que facilitasse eventual fuga.

A juíza homologou a prisão preventiva, destacando que o procedimento foi legal e respeitou os direitos fundamentais de Bolsonaro.

A decisão da Primeira Turma do STF, composta pelos ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia, será submetida a referendo em sessão virtual extraordinária nesta segunda-feira (24). A análise do mérito da causa permanece sob responsabilidade do ministro relator.

A prisão preventiva, por tempo indeterminado, foi motivada pelo risco de fuga e pelo descumprimento das medidas cautelares, sem relação direta com a condenação pela tentativa de golpe de Estado, que ainda não transitou em julgado.

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2 Comentários
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  1. FRANCISCO MOPIR DA SILVA FILHO

    23 de novembro de 2025 1:46 pm

    É só uma escutazinha….

  2. Rui Ribeiro

    23 de novembro de 2025 2:45 pm

    Ele tentou romper a tornozeleira mas a culpa não é dele, é do novo medicamento. E se ele morrer na prisão, a culpa é do Xandão. A culpa é sempre dos outros

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