21 de maio de 2026

“Qualquer outro juiz já teria prendido Bolsonaro há muito tempo”, afirma Ruy Espíndola sobre limite de paciência do STF

Para Ruy Espíndola, o ministro Alexandre de Moraes esticou a corda ao máximo

Jurista avalia atuação do STF na prisão preventiva de Bolsonaro, destacando cautela de Moraes para evitar narrativa de perseguição política.

Família do ex-presidente intensifica crise ao produzir provas contra si mesma, prejudicando Bolsonaro e agravando sua situação legal.

Contraste entre comportamento de Bolsonaro e Lula durante prisões evidencia desrespeito à lei do primeiro e respeito institucional do segundo.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

“Qualquer outro juiz de comarca já teria posto Bolsonaro na cadeia há muito tempo”. É assim que o jurista Ruy Espíndola avalia a atuação do Supremo Tribunal Federal na decisão que converteu a prisão domiciliar do ex-presidente em preventiva.

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Segundo ele, o ministro Alexandre de Moraes esticou a corda ao máximo, tentando evitar que o episódio se transformasse em narrativa de perseguição política em meio à polarização extrema do país. Ou seja, Bolsonaro só não foi preso antes por cautela do STF.

“Em qualquer operação de Gaeco, em qualquer caso de organização criminosa, Bolsonaro já estaria na penitenciária desde o primeiro ato. Moraes foi extremamente cuidadoso porque sabia do impacto político e social da medida”, afirmou o professor de Direito Constitucional em entrevista ao jornalista Luis Nassif, durante o programa TVGGN 20 Horas, em edição especial deste sábado [confira abaixo].

Para o jurista, o próprio ex-presidente provocou o limite da paciência do tribunal. “O ponto de ruptura foi a tentativa de romper a tornozeleira, a mobilização de apoiadores e a proximidade de embaixadas estrangeiras. Qualquer juiz comum já teria decretado a prisão. Moraes segurou até onde deu”.

A situação se agrava com o comportamento da própria família, que acaba intensificando a crise e prejudicando ainda mais o ex-presidente ao produzirem provas contra si mesmos.

“Eles têm uma atitude criminal muito didática porque eles apresentam as provas dos seus ilícitos e assim eles facilitam muito a vida dos órgãos de persecução penal. E são pessoas com formação jurídica, tanto o Flávio quanto o Eduardo, têm ambos formação jurídica, mas eles não têm o mínimo cuidado, apelo à razão, porque essa perspectiva do like, da aprovação da mobilização do setor bolsonarista, ele é muito mais importante que o respeito à lei. Isso é triste, porque eles vão trazendo problemas severos para o pai”.

O jurista acrescenta que Bolsonaro sempre viveu à sombra de discursos de força e violência — metralhadora, milicianos, bravata — mas, na prática, é “extremamente frágil”. “Ele não tem estrutura emocional nem física para suportar qualquer encarceramento. Nem prisão domiciliar ele aguenta. A mínima pressão já o desestabiliza”.

Comparação com Lula

Para lançar luz sobre o processo democrático, Espíndola traça ainda um contraste direto entre o comportamento de Bolsonaro e o de Lula durante suas prisões.

“Há uma diferença abissal: Lula se entregou, respeitou o Judiciário, não convocou apoiadores para desafiar instituições. Discordou do processo, claro, mas o enfrentamento foi dentro da Justiça. Bolsonaro fez o oposto: afrontou decisões, estimulou seguidores e transformou a ilegalidade em estratégia política”.

Para ele, a prisão preventiva do ex-presidente não é perseguição, mas consequência inevitável de um comportamento repetido de desrespeito à lei. “No caso de Lula, o Judiciário atuou para conter abusos do Estado. No caso de Bolsonaro, o Judiciário precisa conter abusos contra o Estado”.

Assista à entrevista completa pelo link abaixo:

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
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  1. Rui Ribeiro

    23 de novembro de 2025 12:15 pm

    Referindo-se à prisão do Bostonaro, o Bananinha Bostonaro disse que “qualquer regime de exceção visa eliminar fisicamente seus dissidentes” e que, a prisão do Bolsonaro não foi por causa da violação da tornozeleira mas para eliminá-lo fisicamente.

    A prisão é justa, não tem nada a ver com eliminação fisica de dissidentes, como os Golpistas queriam fazer com o Lula, o Alckmin e o Alexandre de Moraes.

    E ainda que fosse para eliminá-lo fisicamente, ele só estaria a provar da própria peçonha:

    “O Brasil só vai mudar, infelizmente, quando nós partirmos para uma guerra civil aqui dentro. E fazendo um trabalho que o regime militar não fez, matando uns 30 mil! Começando com FHC! Não deixa ele de fora não!”. – Bostonaro

    Isso, sim, seria eliminação fisica de didsidentes

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