10 de junho de 2026

Para advogados de Bolsonaro, prisão é erro grave

Defesa do ex-presidente não apresentou recurso na última segunda-feira (24), data limite definida pelo STF
Crédito: Rafa Neddermeyer/ Agência Brasil

Defesa não apresentou recurso na última segunda-feira (24), data limite para a entrega de embargos

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O advogado Paulo Cunha Bueno, que representa o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), afirmou nesta terça-feira que a conclusão do processo do golpe de Estado, definida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), é um erro grave.

Assim, até a próxima sexta-feira (28), a defesa vai apresentar um recurso. No entanto, a data limite para tal terminou na última segunda-feira (24).

A defesa, no entanto, garante que os embargos infringentes serão apresentados de qualquer forma, apesar de o recurso só ser admitido pela Suprema Corte quando há dois votos pela absolvição, no mínimo.

No caso de Bolsonaro, o único a defender a absolvição foi o ministro Luiz Fux.

Entenda o caso

O STF declarou, nesta terça-feira (25), o trânsito em julgado, quando se iniciam a execução das penas de Bolsonaro e aliados do núcleo 1 da trama golpista.

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão inicialmente em regime fechado pelo envolvimento na tentativa de golpe de Estado que culminou nos ataques de 8 de janeiro de 2023.

No entanto, o ex-presidente foi apreendido no último sábado (22), por descumprimento de medida cautelar e risco de fuga. Ele tentou danificar a tornozeleira eletrônica com uma solda e seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), convocou uma manifestação religiosa no entorno da residência onde o pai cumpria regime domiciliar.

Moraes demonstrou que a manifestação se assemelha aos moldes do 8 de janeiro, representava risco não só à integridade de Bolsonaro, mas também dos manifestantes. Por fim, o ministro considerou ainda a possibilidade de busca de refúgio em uma embaixada, medida já adotada pelo ex-presidente que ficou dias na Embaixada da Hungria, em março de 2024.

Apesar do receio de Bolsonaro e aliados de que a pena fosse cumprida na Papuda, Alexandre de Moraes decidiu nesta terça-feira que o ex-presidente seguirá na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde já está preso preventivamente.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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2 Comentários
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  1. Fábio de Oliveira Ribeiro

    25 de novembro de 2025 6:38 pm

    O advogado pode protestar, mas não é ele que legisla ou decide o resultado do processo. Seu Jair foi condenado a 27 anos de prisão e deve cumprir pena, 1/3 em regime fechado. Essa é a regra.

  2. Rui Ribeiro

    26 de novembro de 2025 8:29 am

    Erro grave foi a tentativa de golpe, a quebradeira geral, 700 mil mortes, muitas das quais evitáveis se o Bolsonaro tivesse tomado providências em vez de debochar dos moribundos de covid; erro grave foi ele falar que pinto de japonês é pequeno, que jornalista queria dar o furo, que é a favor de milícias, que pintou um clima com menores de idade, que tem que matar 30 mil, que usa o dinheiro do auxílio moradia prá comer gente, que policial que matar não deve ser punido, mas condecorado, etc.

    O advogado é pago para defender o jus sperneandi do Bostonaro. Ele não tem compromisso com a verdade, mas com os seus honorários.

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