O Supremo Tribunal Federal (STF) declarou o trânsito em julgado do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados no caso da trama golpista nesta terça-feira, 25 de novembro.
Com o trânsito em julgado, inicia-se a execução das penas estabelecidas. A prisão preventiva, já determinada, deve passar a definitiva após essa decisão.
Com isso, torna-se definitiva a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro a uma pena de 27 anos e 3 meses de prisão pelo envolvimento na tentativa de golpe de Estado que culminou nos ataques de 8 de janeiro de 2023. Inicialmente, a pena fixada será cumprida em regime fechado.
Além do ex-presidente, o STF reconheceu o trânsito em julgado para o deputado federal Alexandre Ramagem e do ex-ministro Anderson Torres, membros do núcleo crucial da trama.
Os militares envolvidos também começaram a ter suas prisões executadas: os generais Augusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira foram conduzidos pelo Exército até o Comando Militar do Planalto, em Brasília, para o cumprimento das penas de 21 anos e 19 anos de prisão, respectivamente.
O ex-ministro e general Walter Braga Netto, já estava preso preventivamente desde dezembro do ano anterior e cumpre pena de 26 anos em regime fechado, resultado da condenação definitiva no caso.
Também foi preso o almirante Almir Garnier Santos, condenado a 24 anos, que está em unidade militar da Marinha em Brasília.
GalileoGalilei
25 de novembro de 2025 7:25 pmGostaria de saber quem é que fará os serviços de limpeza e de arrumação do quarto cinco estrelas no qual Bolsonaro está hospedado. Quem é que irá limpar a farofa e o doce de leite esparramado sobre a mesa em que as refeições são feitas? O serviço de quarto certamente não deverá ser fornecido pela Polícia Federal, pois isso cabe sempre aos hóspedes das instalações prisionais. Conhecendo o comportamento pregresso do hóspede, com histórico de atleta, em breve o quarto estará uma pocilga infecta.
Rui Ribeiro
26 de novembro de 2025 10:49 amO Elio Gaspari afirma que “A direita dispensa Bolsonaro; que o ex-presidente virou um encosto e que será árdua a tarefa de livrar-se dele sem ofendê-lo”.
Diz-se que mais difícil do que abater um monstro é livrar-se da sua carcaça putrefata.
Rui Ribeiro
26 de novembro de 2025 1:30 pmO Tarcísio tá aliviado com essa prisão. Se é que alguma vez empunhou a toalha de verdade, agora ele a jogou por terra:
“Sem Bostonaro, Tarcísio diz que direita vai escolher candidato sem ansiedade”.
Rei morto, rei posto. E deixa os mortos enterrarem seus mortos. Menos um sapo concorrente que o Tarcísio teria que engolir.
Rui Ribeiro
26 de novembro de 2025 1:39 pmAo já se preparar para ocupar o posto do Bolsonaro, o Tarcísio de Freitas está agindo com o Boslonaro tal qual os personagens do livro de Tolstói intitulado “A Morte de Ivan Ilitch” agiram em relação à morte do Ivan Ilitch.
De acordo com o Gemini, “nesta novela, a morte iminente de Ivan Ilitch, um funcionário público de alto escalão do sistema judiciário, serve como ponto central da narrativa. Logo na primeira página, seus colegas de trabalho reagem à notícia pensando principalmente na vacância do cargo e quem será promovido para a vaga. A esposa dele, Praskóvia Fiódorovna, também se preocupa com a pensão que receberá.
A história é um retrato profundo e crítico da superficialidade das relações humanas e da vida burocrática, onde a dor e a morte do indivíduo são ofuscadas pelo interesse prático e egoísta dos que ficam.
Outro conto que aborda de forma satírica a vida de um funcionário público e a morte é A Morte do Funcionário, de Anton Tchékhov, onde o personagem morre de vergonha após espirrar acidentalmente no casaco de um superior. No entanto, a descrição dos colegas de olho no emprego vago é a característica central da novela de Tolstói”.
A morte do Bostonaro, por enquanto, é só uma morte política, abrindo brechas para os oportunistas que fingiam ser seus aliados… enquanto esse fingimento lhes convinha.