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Barbosa descarta eleição, mas deixará STF antes dos 70
Estadão conteúdo – Por Erich Decat
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, ratificou que não será candidato a presidente nas eleições de 2014, conforme nota divulgada neste sábado. No texto, Barbosa, que hoje tem 59 anos de idade, afirma ainda que não pretende ficar na Suprema Corte até os 70 anos de idade, quando se aposentaria compulsoriamente. Não há, no entanto, uma data definida por ele para deixar o STF.
“O Presidente do Supremo Tribunal (STF), Ministro Joaquim Barbosa, ratifica que não é candidato a presidente nas eleições de 2014”, diz o trecho inicial da nota. “Com relação a uma possível renúncia ao cargo que hoje ocupa, o Ministro já manifestou diversas vezes seu desejo de não permanecer no Supremo até a idade de 70 anos, quando teria que se aposentar compulsoriamente. No entanto, não existe nenhuma definição com relação ao momento de sua saída.”
A divulgação da nota pela assessoria do STF ocorreu após publicação de reportagem, na revista Veja deste fim de semana, dandos conta que o ministro teria dito a interlocutores que pretendia deixar o STF após o julgamento dos embargos infringentes do processo do mensalão.
A previsão inicial é que, em abril, a votação na Corte desses recursos seja concluída, mês em que também termina o prazo final para o ministro se filiar a um partido e disputar as próximas eleições de outubro.
hugo1
16 de fevereiro de 2014 12:02 pmA credibilidade de Barbosa
A credibilidade de Barbosa e Veja é zero, então vamos aguardar até abril. Ele é a única esperança de haver segundo turno.
Helio J. Rocha-Pinto
16 de fevereiro de 2014 12:12 pmVeja ou Joaca, um dos dois
Veja ou Joaca, um dos dois está lançando um balão de ensaio…
Muhamad
16 de fevereiro de 2014 12:14 pmDois grupos de mentirosos
Não dá para aacreditar na veja de policarpo, carlinhos cachoeira e demóstenes. Essa revista é cheia de armações e mentiras.
Não para acreditar em barbosa, um mentiroso, sem caráter e pilantra.
Mauricio Salles
16 de fevereiro de 2014 12:20 pmAh, que pena!
Ah, que pena… Queria ver o Ministro Barbosa tendo de se explicar na política e principalmente deixando o STF em paz com a ausência de seus ilegais destemperos.
Muhamad
16 de fevereiro de 2014 12:24 pmCadê ramona caiado? Se ela
Cadê ramona caiado? Se ela queria ver el maridón em Miami, por que fica no Brasil trabalhando, ilegalmente, na AMB, sucursal do dem/psdb?
Dulce (Madame X)
16 de fevereiro de 2014 12:33 pmEntre dois MENTIROSOS: veja e
Entre dois MENTIROSOS: veja e joaquim barbosa (minusculas propositais) NÃO FICO COM NENHUM.
Murdok
16 de fevereiro de 2014 12:45 pmÉ seu ministro
É seu ministro pré-candidato!. Vai preparando que aqueles que lhe deram os tapas nas costas com um sorriso amarelo, também deram uma piscada.
Lionel Rupaud
16 de fevereiro de 2014 12:48 pmVeja e Joaca se equivalem!
O nível do que escreve uma é o mesmo do que o outro fala.
E aquele será o candidato dos leitores daquela.
Me incluem fora deles 2.
Toni
16 de fevereiro de 2014 1:01 pmA jogada é transparente
Joaquim Barbosa continua dissimuladamente (a nota com o desmentido prova) vincunlando sua candidatura ao julgamento da AP-470. O problema dele é não saber ainda se a empreitada com a candidatura terá padrinhos suficientes e êxito. Na dúvida, deixa aberto sobre quando sairá do STF. A questão central, contudo, não é sua candidatura e sim sua cara de pau de deixar claro e sem subterfúgios que julgou a AP-470 motivado politicamente. Um ministro da mais alta corte do país confessa, nas entrelinhas e abertamente, que é tendencioso e continua impunenemente no cargo. Até mesmo ditadores de repúblicas de bananas teriam sido mais comedidos.
Rpv
16 de fevereiro de 2014 1:15 pmQuero só ver o partido que
Quero só ver o partido que ele irá se filiar.
Se bem que ele poderia criar um só para ele, interpretando uma lei qualquer e baixando uma jurispridência…
Partido do EU, eu faço, eu mando, eu arrebento, hehehehe
Rpv
16 de fevereiro de 2014 1:03 pmOnde Veja e JB querem chegar? – Tijolaço
O Tijolaço parece que matou a charada. O JB fatura na ida (criticando os petistas) e na volta (desmentindo, dizendo que votou neles e que respeita os partidos). Tudo, segundo o Tijolaço, devida e previamente acordado com a … aquela fina flor do Cachoeira e cia.
http://tijolaco.com.br/blog/?p=14096
José Carlos Lima
16 de fevereiro de 2014 2:00 pmEscravocrata
Ele(Barbosa) pensa que não sabemos que ser escravocrata não é uma questão de cor de pele e sim de pensamento:
Onde Veja e JB querem chegar?
15 de fevereiro de 2014 | 19:06 Autor: Miguel do Rosário
Acabo de ver a seguinte notícia no Diário do Centro do Mundo:
Barbosa desmente a ‘Veja’ e diz que não é candidato em 2014 e nem faz ‘juízo de valor’ de partidos
Joaquim Barbosa divulgou uma nota esclarecendo declarações atribuídas a ele pela “Veja” desta semana. Segundo a revista, ele disse a interlocutores que pretende deixar o STF depois da votação dos embargos infringentes do mensalão (abril) e se filiar a um partido para ser candidato nas eleições deste ano.
Também teria falado que o PT é “hoje um partido tomado por bandidos, pela corrupção”.
A nota, na íntegra:
1) O Presidente do Supremo Tribunal STF, Ministro Joaquim Barbosa, ratifica que não é candidato a presidente nas eleições de 2014.
2) Com relação a uma possível renúncia ao cargo que hoje ocupa, o Ministro já manifestou diversas vezes seu desejo de não permanecer no Supremo até a idade de 70 anos, quando teria que se aposentar compulsoriamente. No entanto, não existe nenhuma definição com relação ao momento de sua saída. Ele não fez consulta alguma ao setor de recursos humanos do STF sobre benefícios de aposentadoria.
3) No que se refere ao seu futuro após deixar o Tribunal, o Ministro reserva-se o direito de tomar as decisões que julgar mais adequadas para a sua vida na ocasião oportuna. Entende que após deixar a condição de servidor público, suas decisões passam a ser de caráter privado.
4) O Ministro Joaquim Barbosa não faz juízo de valor sobre nenhum dos partidos políticos brasileiros, individualmente. A respeito do quadro partidário, já expressou sua opinião no sentido da realização de uma ampla reforma política que aprimore o atual sistema. Apesar de já ter tornado público o seu voto nas últimas três eleições presidenciais, o Presidente do STF, Tribunal que é o guardião da Constituição, ratifica seu respeito por todas as agremiações partidárias, seus filiados e eleitores.
*
PS: Isso está me cheirando a dobradinha da Veja com Joaquim Barbosa. JB solta os cachorros contra o PT na Veja, através de entrevista dada a terceiros, e depois divulga nota desmentindo tudo. Mas o estrago contra o PT está feito do mesmo jeito. JB se preserva de ser acusado de cometer o crime constitucional de exercer atividade político-partidária.
Outra vantagem para JB é divulgar sua imagem na mídia. Jornais, tvs, rádios, blogs, todos citam JB, mesmo que alguns o critiquem. E depois falam de novo quando ele desmente a revista. É uma jogada genial, assim como falar mal do PT dizendo que o PT é seu partido preferido…
maria rodrigues
16 de fevereiro de 2014 1:25 pmAcho essa história de JB
Acho essa história de JB candidato a presidência uma bobagem porque a maioria dos jornalistas que escrevem isso o fazem por torcerem nesse sentido. Acontece que mesmo aqueles que odiam o PT não necessariamente votariam em Joaquim Barbosa. Tenho certeza disso por conhecer pessoas anti-petistas já com seus votos determinados, que não passam perto do ministro.
Tenho dito que seria ótimo ver JB candidato. Ele, tão cheio de problemas pra se sentar numa cadeira, será que aguentaria a barra de subir e descer palanques? E aquele estilo horrível de se expresar? Teria chance de falar ao público com esse mínimo de carisma? Duvido que o cara se candidate, mas se o fizer, dúvidas não me faltam pra dizer que ele chegará ao arrependimento.
Sérgio T.
16 de fevereiro de 2014 1:38 pmMuita calma
Gentes, a crítica à grande imprensa tem que funcionar para todos os lados.
Assim como inventavam “fatos” sobre o que Lula faria ou teria dito, o 3º mandato era um deles, e inventam sobre Dilma, podem estar inventando sobre o Barbosa. Eu não lembro de ter lido nada no sentido de candidatura política quando a notícia é fala pessoal dele. Ao contrário, ele sempre afirma que não vai sair candidato a nada. É claro que ele pode estar mentindo, mas eu nunca li uma afirmação dele nesse sentido. Só aquela velha tática “pigueana” do “teria”, “poderia”, “deverá”, “supostamente”, etc. Ele tem uma torcida reaça danada, mas diretamente dele até agora não soube de nada, ou ao menos eu não li nada, se alguém já leu, passe o link, ou me esclareça…
Um abraço.
José Carlos Lima
16 de fevereiro de 2014 1:54 pmHoje vou jogar no burro
O Generalisismo Franco jura que está saindo no auge da fama e, assim, repetindo Pelé, o que não tem nada a ver uma coisa com a outra, pois se Pelé fez coisas boas na sua área, como Poder Físico, o que Barbosa fez como juiz a não ser praticar a injustiça. Cai fora capiroto. Hum, não queres nem mesmo enfrentar o mensalão tucano prá não queimar seu filme. Claro que não serás mesmo candidato neste ano pq o Merval Pereira determinou que fosse asim para não desmoralizar de vez o já desmoralizado julgamento do mentirão, sua “grande” obra, que o deixou famoso, uma fama tal como a do Rei Midas, logo logo será desfeita quando o povo souber que vc tem orelha de burro
Sérgio T.
16 de fevereiro de 2014 2:00 pmPlausível
Aí sim! A resposta até pode não ser essa, mas ao menos há uma lógica política… Eu também acho que ele mantém a palavra, ainda que ela sirva para ocultar jogadas políticas mais complexas.
Um abraço.
Maria Luisa
16 de fevereiro de 2014 2:09 pmBye bye!
José Carlos, você esta afiado hoje! Essa foi a melhor que li sobre Quinzão-prendo e arrebento. Espero mesmo que saia candadito a senador (provavelmente ganhara) e deixe o Judiciario de lado. Se sair para presidência, teremos que fazer muita campanha nesse momento. Mas enfim, o que esse atual Supremo esta envergonhando o judiciario, não é pouca coisa. Foram tantas as medidas e sentenças vergonhosas, injustas, arbitrarias. Conto também com um pouco de sensatez de Gilmar Mendes e que saia antes de completar 70 anos. Porque ai é tão rasteiro, que vale repetir o que dizem os adolescentes: o judiciario não merece.
lenita
16 de fevereiro de 2014 3:53 pmUma curiosidade : qdo os srs.
Uma curiosidade : qdo os srs. juízes se afastam ou se aposentam, continuam c/ a mesma prerrogativa? Isto é, continuam intocáveis ou podem ser “Chamado às falas” por um processo simples , de alguem prejudicado por suas “falas” fora do processo que motivou o julgamento.? Será ?
alexis
16 de fevereiro de 2014 2:01 pmConstrução: Chico Buarque / Barbosa
Bateu na sua mulher quando ainda era mínimo…
Pegou o seu diploma e se sentiu messiânico…
Atravessou o planalto com seu passo tímido…
Subiu no Judiciário qual se fosse máquina….
Ergueu no STF uma barreira sólida…
Partiu para Alemanha a mitigar as cólicas…
Voltou com muita raiva pra prender políticos…
E condenou Dirceu como se fosse único…
Genoino com Delúbio num desenho sórdido…
E liberou geral quando o assunto é tráfico..
Comprou casa em Miami como aristocrático…!
E graças ao Dirceu deu entrada na política!
lenita
16 de fevereiro de 2014 2:13 pmO Chico nunca esteve tão
O Chico nunca esteve tão atual, não é Alex ?
alexis
16 de fevereiro de 2014 2:35 pmSim Lenita
E ainda considerando que Barbosa esqueceu do seu “Brejo da Cruz”, que era criança e que também comia luz.
Mas, olha aí, olha aí! o nosso Guri!
alexis
16 de fevereiro de 2014 2:47 pmOlha aí, o meu Guri
Olha aí!
Ai o meu guri, olha aí!
Olha aí!
É o meu guri e ele chega!
Chega suado
E veloz do batente
Traz sempre um mandato
Prá me azucrinar
tanta mentira
Seu moço!
Que haja lixeira
Prá enfiar
Me trouxe um inquérito
Já com tudo dentro
Chave de cadeia
numa liminar
Um mandato e uma penca
De documentos
Prá finalmente
me crucificar
Olha aí!
lenita
16 de fevereiro de 2014 3:44 pmParabéns Alex !
Parabéns pela lembrança do Brejo da Cruz. É o Chico se encaixando nos novos acontecimentos. Eta “Guri”, que aos 17 anos fazia o Pedro Pedreiro.
marta
16 de fevereiro de 2014 2:05 pmBueno, o Barbosa falou que
Bueno, o Barbosa falou que não será candidato à presidência, mas não falou que não será candidato a outro cargo, como senador ou governador do RJ ( quem duvida?) . Também não disse que não sairá em abril, deixou em aberto a data de sua tão esperada aposentadoria do STF. O josé Carlos Lima lembra que o Merval já disse que ele não deve sair candidato a presidência, e o que o Merval fala ( vide as sentenças publicadas a cada dia na época do julgamento da AP 470) é prontamente acatado pelo ministro.
lenita
16 de fevereiro de 2014 2:10 pmSe o ilmo Juiz se afastar
Se o ilmo Juiz se afastar (por qualquer motivo que seja) antes de julgar o mensalão do PSDB, ele não precisará dizer mais nada, pois em “boca calada” não entra mosquito. E tudo ficará tão claro qto o amanhecer do dia após a chuva redentora que vem caindo.
Sérgio T.
16 de fevereiro de 2014 2:21 pmConcordo
Sim Lenita, se ele agir para impedir, postergar até a prescrição, ou mesmo sair antes do julgamento do mensalão tucano, só não verá a verdade quem não quiser, ou fingir que não viu…
Abração.
Fabio Passos
16 de fevereiro de 2014 2:12 pmjoaquim barbosa é o candidato do PiG!
joaquim “plim-plim” barbosa faz o que a globo manda. ele já demonstrou que é obediente.
Se a globo mandar ele se candidata a presidente.
Fernando J.
16 de fevereiro de 2014 2:17 pmDiário do Mundo, pelo Facebook
Diário do Mundo
há 3 horas
Aquela frase que o JB diz que não disse para a Veja — o PT foi ‘tomado por bandidos’ — só pode ter sido o seguinte.
No calor da entrevista, ele falou e não imaginou que a revista amiga fosse publicar uma ofensa absurda para um presidente do Supremo.
E então negou.
Mas quem acredita que ele não disse o que foi publicado acredita em tudo.
josé adailton
16 de fevereiro de 2014 2:23 pmO paradoxo JB
Quem imaginaria, um petista de carteirinha ser tão espinafrado. Nunca na história deste país se viu tanta e tal barbaridade: votou em Lula nas duas eleições e votou em Dilma. Claro, ninguém aqui acredita na palavra de JB.
Maluca
17 de fevereiro de 2014 3:00 amQuem disse que esse indivíduo
Quem disse que esse indivíduo é petista de carteirinha? O fato de votar em A ou B, não significa pertencer ao partido de AB! Ora bolas….
Rabuja
16 de fevereiro de 2014 2:40 pmParece que o imperador
Parece que o imperador amarelou perante o convite do Lula para debater política fora da proteção (e do poder) que o STF dá.
Cristiana Castro
16 de fevereiro de 2014 8:01 pmSó se for muito burro
Só se for muito burro abandonará a proteção da toga e dos pares para cair na pista. JB é blindado pelos pares; qual a possibilidade de isso acontecer aqui fora? Nenhuma.
Neideg
16 de fevereiro de 2014 10:50 pmNão duvide da possibilidade
Não duvide da possibilidade de sair candidato. A ambição do perverso e a visao do que está a sua volta eh tão inclinada para seus umbigos ou suas vontades, sua importância eh tao superdimencionada em suas cabeças que a maioria deles acaba desabando de forma patética.
Pedro Penido dos Anjos
16 de fevereiro de 2014 2:58 pmSe é legítimo para Gilmar
Se é legítimo para Gilmar Mendes…
Gilmar Mendes se sente confortável em expor seu rancor não apenas com os apenados, mas também com os que se atrevem mostrar solidariedade tácita.
CARTA MAIOR
DanielQuoist
Não bastassem suas usuais provocações ao PT, ao governo do PT, aos líderes do PT, aos petistas presos no suspeitíssimo julgamento da AP-470, ainda acha por bem tripudiar sobre as centenas de pessoas que voluntariamente fizeram doações para ajudar no pagamento de multas judiciais devidas por José Genoíno e Delúbio Soares.
E até ao senador Eduardo Suplicy, que lhe enviara carta aberta cobrando explicações por suas descabidas declarações, não se faz de rogado e lhe responde com o veneno da ironia mal digerida pelo fígado: “Tenho certeza, senador, que o senhor seria dos primeiros a apoiar uma vaquinha para levantar os R$ 100 milhões de prejuízos causados pelo mensalão”.
Coloca sob suspeição todos os doadores, considera um escárnio que exista pessoas doando para os “mensaleiros”, facilitando assim que estes não sejam punidos com os rigores próprios a quem “pratica malfeitos” e por aí segue sua estranha cantilena, uma mistura de ressentimento político, militância antigoverno e antiPT e frustração com um julgamento que parte da população considera ter viés claramente político e não jurídico.
Se Gilmar Mendes se sente confortável em expor seu rancor não apenas com os apenados, mas também com os que se atrevem mostrar solidariedade tácita, verbal e financeira com esses mesmos apenados, como seria sua reação – e a reação de alguns dos seus pares que como ele pensam e também a reação dos meios de comunicação que usualmente potencializam a ira do ministro do STF?
Se é legítimo que Gilmar Mendes assim proceda, renegando o perfil de sobriedade e discrição que tanto se espera de um magistrado de Corte Suprema, não seria legítimo que outros ministros da mesma instituição se sentissem à vontade para lhe fazer o contraponto – defendendo o direito dos mensaleiros a terem uma execução da pena de maneira justa, a receberem a solidariedade de seus amigos, militantes de partido, simpatizantes de suas ideias políticas, seja em comentários nas redes sociais da Web, seja em artigos publicados em jornais e revistas impressos, seja contribuindo financeiramente para o pagamento das multas que lhe foram impostas?
Se é legítimo que Gilmar Mendes conclua que, pela rapidez com que os valores das multas foram arrecadados por José Genoíno e Delúblio Soares, tais valores foram levantados de maneira espúria, não seria também legítimo que algum outro colega seu na Suprema Corte chegue à conclusão que tais contribuições financeiras estão absolutamente dentro do arcabouço jurídico e legal e mais, se sintam mesmo à vontade para… terem também ajudado com sua própria doação, assim como o fez (e divulgou) o antigo presidente do STF Nelson Jobim?
Se o modo Gilmar Mendes de proceder vira ‘modismo’ dentre os magistrados brasileiros, será que tais declarações, acintosas em sua essência e objetivos, não poderiam ter como contraponto declarações de outros magistrados em direção diametralmente opostas?
Ante o silêncio obsequioso dos meios de comunicação tradicionais, aqueles que pertencem majoritariamente a não mais que meia dúzia de famílias, o que poderia se esperar caso o mesmo Gilmar Mendes mudasse radicalmente de opinião e fizesse questão de defender os “mensaleiros”, se inssurgisse contra qualquer de seus pares que ousasse desqualificar apenados da AP-470 como José Genoíno, Delúbio Soares, João Paulo Cunha, José Dirceu?
Estamos testemunhando uma época difícil para o funcionamento regular do STF, e os sinais disso poderiam facilmente ser escrutinados com o comportamento de seu atual presidente Joaquim Barbosa:
– desqualifica seus pares em diversas oportunidades em que estes tenham posição jurídica divergente da sua;
– manda que jornalista que deseja lhe entrevistar “vá chafurdar no lixo”;
– compra apartamento em Miami (EUA) usando artimanhas contábeis para não pagar impostos, criando empresa para alcançar tal fim e oferecendo para esta empresa seu próprio endereço residencial, algo vetado na Lei da Magistratura do Brasil;
– transforma a prisão de apenados da AP-470 em raro show midiático, transportando-os em voos das cidades em que residem para Brasília e somente depois, aos poucos, para as cidades onde deverão cumprir penas;
– revoga de maneira monocrática decisões de presidente do STF em exercício (Ricardo Lewandowski), sem ao menos submeter tais ações ao plenário da Corte, como aliás estabelece o artigo 317 do regimento do STF;
– viaja de férias sem assinar documento hábil para a prisão de um dos apenados (João Paulo Cunha);
– deixa de mandar prender outro dos apenados (Roberto Jefferson);
– vaza a um de seus pares (Marco Aurélio Mello) a intenção de se candidatar à presidência da República em outubro de 2014, em coroamento de um processo (AP-470) que ostenta todas as tintas do verniz partidário, onde atuou como perseguidor implacável dos réus e fustigou exatamente aqueles com quem pretende disputar o Palácio do Planalto.
Acima apenas vislumbres da crônica recente envolvendo o presidente do STF, mas crônicas não menos auspiciosas e nem airosas podem ser rapidamente elencadas tendo como protagonistas os ministros Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello, Luiz Fux.
Esses juízes tem seus nomes e biografias relacionadas com temas espinhosos e de difícil justificação jurídica e moral: o Instituto de Direito Público (IDP), investigado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em convênios firmados com a Justiça na Bahia; os dois habeas-corpus concedidos a Daniel Dantas, o notório dono do Banco Opportunity; a denúncia de grampos falsos (e nunca comprovados) tendo como interlocutor o ex-senador Demóstenes Torres; as relações perigosas observadas para se alcançar a nomeação para o STF. E mais, muito mais.
Aos interessados não será preciso os préstimos de Edward Snowden: tudo consta dos arquivos da imprensa, acessíveis na internet ao alcance de meia dúzia de cliques.
Ion de Andrade
16 de fevereiro de 2014 2:59 pmPergunta aos juristas
Como Juiz Barbosa teria direito a filiar-se mais tarde. como juiz aposentado também? Deveria filiar-se antes de deixar a toga e já sair do STF filiado ou poderia deixar para depois? Porque como cidadão normal já não pode mais…
Cristiana Castro
16 de fevereiro de 2014 7:58 pmEntendo que só conta com esse
Entendo que só conta com esse privilégio enquanto for ministro do STF, se sair, acabou, tá fora… Ou seja, sai para concorrer ou só nas próximas eleições com filiação, pelo menos um ano antes. Filiar-se, enquanto ministro, não pode.
claudio bala
16 de fevereiro de 2014 3:27 pm“O Presidente do Supremo
“O Presidente do Supremo Tribunal (STF), Ministro Joaquim Barbosa, ratifica que não é candidato a presidente nas eleições de 2014”
presidente em 2014, nao e 2018???
e governador entao nao esta descartado, onde, rio de janeiro ou brasilia??
tem tambem senador,,,,
hoje, se for candidato a presidente dificilmente teria mais votos que HH, seria fim de carreira
assim como PT tem o lula na manga, um senado e manter-lo na manga para 2018 junto a eduardo campos,,,
2018
hipotese 1, se alckmin se reeleger 2014, LULA/ALCKMIN/CAMPOS/MARINA
hipotese 2, com vitoria de pimentel, gleisi, padilha, 2014 reeleicao HADDAD – LULA/HADDAD – CAMPOS/MARINA E BARBOSA
hipotese 3, vitoria de padilha, barbosa eleito gov rio/brasilia, LULA, CAMPOS E BARBOSA
Marcos Antônio
16 de fevereiro de 2014 4:02 pmConsideraria, se fosse eu que
Consideraria, se fosse eu que tivesse presidido o mentirão, uma aposentadoria ou um vaguinha de politico!
Por que pode ficar feio a posição DEPOIS que toda verdade vir a tona…
Já está feio e vai ficar pior, os ministros que sobrarem TERÃO QUE FAZER UMA CAÇA AS BRUXAS para salvarem o Tribunal e a si mesmos DIANTE DO MUNDO CIVILIZADO…
lenita
16 de fevereiro de 2014 4:05 pmCadê os trolls ?
Foram todos tomar chuva na praia? he,he,he Vamos a la praia, he,he,he!
SergioMedeirosR
16 de fevereiro de 2014 4:14 pmJoaquim Barbosa, um delirante exercício de poder
Joaquim Barbosa, um delirante exercício de poder
A luta que se trava contra as arbitrariedades de Joaquim Barbosa não é basicamente uma luta contra a injustiça ou contra a injustiça praticada pela justiça, mas contra o poder e seu direcionamento para fins explicitamente politico institucionais, atingindo frontalmente o partido que está no governo.
O que é fascinante nas prisões é que nelas o poder não se esconde, não se mascara cinicamente, se mostra como tirania levada aos mais íntimos detalhes, e, ao mesmo tempo, é puro, é inteiramente “justificado”, visto que pode inteiramente se formular no interior de uma moral que serve de adorno a seu exercício: sua tirania brutal aparece então como dominação serena do Bem sobre o Mal, da ordem sobre a desordem. (Michel Foucault)
Os últimos episódios, principalmente os que tem como alvo José Dirceu podem se constituir numa extensão deste delirante exercício de poder.
Os réus da AP 470, agora condenados, foram recolhidos à prisão, e aos excessos de seus carcereiros.
Neste compasso, lhes é negado o direito à liberdade, através do trabalho, suprime-se o direito à livre expressão, limita-se a duas horas a leitura, prega-se a condenação(inconstitucional) ao ostracismo…
Aparentemente, poderiam ser atos casuais, decisões que, ainda que fortes e com componentes autoritários, seriam atos isolados, decorrentes do temperamento do emissor de tais ordens.
Ledo engano.
Trata-se da crônica de uma morte anunciada, ou melhor, de mais um dos desdobramentos do projeto de poder de Joaquim Barbosa.
Explico.
Pois bem.
Quem duvida que(apesar dos desmentidos), nos dias de hoje, a pretensão política do Ministro Joaquim Barbosa consista em ser Presidente do Brasil?
Acredito que ninguém.
Nessa situação, a primeira pergunta é, quando teria surgido tal desejo (ou melhor, pretensão)???.
Acredito que, num primeiro momento, desde sua trajetória, até chegar a Procurador da República, doutor em direito, seu maior desejo, o ápice de sua carreira, com certeza era chegar a Ministro do Supremo Tribunal Federal.
Eis que, por um destes desígnios da sorte, foi alçado a tal condição relativamente cedo e, com ela, encheu-se de todo o prazer oriundo da realização maior de sua vida.
Mas, depois de curto período, para seu temperamento unitário (totalitário?), tal status logo se tornou fonte de insatisfação.
E isso se deu por um singelo motivo, tratava-se de um entre onze ministros, um colegiado, algumas vezes alinhado com suas idéias, outras, desdenhando até mesmo de sua competência técnica ou pessoal (ex vi. reação, repto imediato – eu não sou um de seus capangas).
Foi quando surgiu a oportunidade para fugir deste lugar não tão digno.
A relatoria de uma ação penal, com um imenso potencial midiático, na qual alguns dos réus eram justamente dirigentes do partido que estava no poder.
Tendo nas mãos este outro presente do destino, a partir de então, dedicou-se a construir um projeto para alcançar o poder.
A partir deste momento, a AP 470, deixou de ser uma ação penal, mas um instrumento para alcançar seus objetivos.
E desde então, todos seus atos convergiram para tal desiderato.
Cada palavra, cada gesto, tinha um endereço, tinha um significado previamente definido.
Como primeira jogada, usou de um artifício antigo, que desde priscas eras, era utilizado por velhas raposas da política.
Em outras palavras, imputou aos adversários a tentativa de impor ao país um autoritário projeto de poder e, nessa mentira, estava levando a cabo seu próprio e inconfessável projeto de poder.
Assim convolou-se o primeiro ato da farsa, a primeira falsa acusação – a de que o PT tinha um projeto de poder, mediante vias tortuosas de compra de políticos para votarem projetos de seu interesse – algo nunca comprovado.
Mas, agindo desta forma, ninguém pensou, neste momento, que o que estava sendo efetivamente engendrado, na realidade, era um outro Projeto de Poder, o Dele.
E, suprema astúcia.
Quem, naquele instante, poderia desconfiar das intenções do condutor da ação penal, de um dos guardiões da Constituição.
Ninguém desconfiou.
E assim, ato após ato, dia após dia cresceu nesta idéia, e perseverou no intento.
Não importava que não houvesse provas, não importava que a inocência de alguns réus fosse flagrante.
Nada disso importava, era preciso desconstruir seu adversário, era preciso pintá-lo com cores pesadas, sujas, desonestas, e, sempre , ao lado, oferecer seu braço forte, seguro, limpo .
Para isso, pessoas foram destruídas, leis foram distorcidas, princípios foram desprezados, tudo isso em nome de um projeto solitário de poder.
Desta forma, desenvolveu seu projeto sem amarras, aliou seus interesses aos interesses dos adversários deste governo, sem que se perquirisse a ética, a honestidade, apenas a fria ambição pelo poder.
Tornou-se, cada vez mais, franco representante da oposição, claramente substituindo este setor político despersonalizado, que alegremente se atirou, sem nenhum pudor pela subserviência, pela verdade, pela dignidade, a este jogo, apenas para tentar destruir um partido político adversário que tem amplo apoio junto ao povo.
Foi este o objetivo o tempo todo.
É este o objetivo agora.
As atuais decisões autoritárias do Ministro Joaquim Barbosa, que chegaram a limites intoleráveis, tem como objetivo impelir alguém a pedir seu impeachment, para então, sob os holofotes de uma mídia aparelhada pelo poder econômico, usar de toda a sua retórica para acusar os “corruptos “ de tentarem injustamente atingi-lo.
Por isso, atentem aos fatos.
Não caiam na armadilha.
Os sinais são claros.
Alguém, no entanto, pode perguntar, mas então, não devemos fazer nada?
Por certo que não.
O que se impõe não é o impeachment de Joaquim Barbosa, que é o que ele quer, mas sim o seu simples afastamento da AP 470, motivos para tal decisão não faltam, podem ser enumerados “as pilhas”, de tão numerosos.
Retirem os holofotes, e o teatro ou o circo dos horrores, como preferirem, terminará suas sessões de tortura e, concomitantemente, restará afastado um projeto de poder de consequências terríveis.
Jose Saramago já deu a dica. Se podes olhar, vê, se podes ver, repara.
E impeça o desenrolar desta tragédia.
*exercicio de ficção
-Charlie-
16 de fevereiro de 2014 4:33 pmObservem que, na nota à
Observem que, na nota à Imprensa, JB nega que vá sair candidato à Presidência de República… Por que não disse que não seria candidato a nada, ou mesmo não disputaria qualquer cargo eletivo?
drigoeira
16 de fevereiro de 2014 8:15 pmPergunta:
Porque ele sairia do STF, se lá manda no país?
Luciano Prado
17 de fevereiro de 2014 12:38 amDoente
Essa é apenas a mais nova mentira de Barbosa.
Ele adora o poder, quanto mais para defenestrar “seus” inimigos imabinários